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RECICLAGEM

POR FAVOR, APERTE ESSE BOTÃO DA CAMISA.

EM DIA DE DESPEDIDA, TEMOS DRESS CODE.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Três anos depois, ao fim de 32 edições e mais de 150 artigos, a SIMPLIFICA está de partida. Dita o protocolo que em tempo de despedida se façam balanços e, ainda que a SIMPLIFICA só tenha surgido em 2016 o nosso balanço começa em 2003. Se quer saber porquê, leia as próximas linhas. 

De 2003 até 2016.
A espera parecia não ter fim. Apesar de conhecermos o horário ao mais ínfimo detalhe, levantávamo-nos horas antes, não fosse ele, por algum motivo, começar mais cedo. Ele, era o rapaz do futuro e esta era a ansiedade típica dos sábados de manhã. Com o hino de abertura da RTP restavam apenas mais uns instantes até finalmente começar a "macacada" e com ela o real motivo por toda esta espera: “Conan, o rapaz do futuro”. Uma série animada Japonesa, passada num futuro distante e num mundo pós apocalíptico, onde um miúdo, sensivelmente da nossa idade, era o herói que todos queríamos ser. Produzida no Japão em 1978, a série chegou a Portugal no início dos anos oitenta e apesar da maioria daqueles que passavam as manhãs de sábado em agonia ainda se recordarem do nome dos principais personagens, poucos serão aqueles que saberão que o futuro retratado por Hayao Miyazaki se passava no ano de 2003.

Ainda se lembra de 2003?
A memória diz-nos que foi há pouco tempo, mas o cinismo da aritmética arrebata qualquer ilusão. Você está mais velho. Precisamente 16 anos mais velho. Em 2003 o mais famoso recluso atual do sistema prisional brasileiro assumia a presidência do país. O ex-presidente da União Europeia era o primeiro ministro de Portugal e no Iraque, a guerra começava e acabava num par de meses. No cinema, o mundo andava à procura de um peixe palhaço e na música a melodia dava pelo nome de "Where Is The Love?", cantarolada por um grupo mui heterogéneo de indivíduos que respondiam pelo nome de "The Black Eyed Peas”.

2003 um. Hayao Miyazaki zero.
O homem que realizou a animação que o tirava mais cedo da cama aos sábados era “grande” de lápis de cera na mão, mas felizmente pouco sabido nas artes da adivinhação. O 2003 de Conan, Lana e Jimsy em nada se assemelha ao nosso 2003. O deles, passava-se num cenário pós-apocalíptico, onde quase todos os continentes tinham praticamente desaparecido. O nosso, teve talvez como maior incómodo ter sido o ano de lançamento do "The Pop Hits" dos Suecos Roxette. Com o mesmo propósito, quando em maio de 2016 lançámos a primeira edição da SIMPLIFICA a nossa intenção era a de prever o futuro. Não o nosso, mas o seu. Seria a SIMPLIFICA capaz de convencer os seus leitores a mudar? Em tempo de despedida é hora de fazermos um balanço. O seu "eu" de 2016 é melhor que o seu "eu" de 2019? Vamos a isto.

E esse ecoponto?
Quase todos conhecemos um. Por norma usa camisas justas, sempre desabotoadas um botão a mais. Não há assunto ou tema sobre o qual não tenha opinião formada. Isto, apesar de em toda a sua existência ter lido no máximo dois ou três livros. Segundo ele, não há político que não seja corrupto, nem juiz que não seja parcial. Tudo o que acontece é uma cabala para beneficiar os “do costume" e somos governados por uma "cambada de gatunos". Tivesse ele oportunidade e punha "isto" no sítio num abrir e fechar de olhos. Ainda assim, não há indignação possível que o tire de casa em dia de eleições, porque segundo ele, votar não adianta nada. Conhece alguém assim? OK, se você não recicla, você é este indivíduo. Não vale a pena dizer, protestar, acusar, reclamar e tudo o mais, se no fim não faz o mínimo dos mínimos e o mínimo é reciclar. É do mais simples que pode fazer e é algo que faz (mesmo!) toda a diferença. A sério, se não recicla os seus próprios resíduos escusa de fazer “likes” nas imagens dos golfinhos, dos pandas e das baleias. Se tem dúvidas ou precisa de uma ajuda, recorde aqui este artigo de SIMPLIFICA nº 25. Bom ano malta. 
http://www.gesamb.pt/simplifica25

 
ÁGUA | POUPANÇA

1999 FAZ 43 ANOS.

PODE PARECER QUE FIZEMOS MAL AS CONTAS, MAS O ERRO É SEU.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Três anos depois, ao fim de 32 edições e mais de 150 artigos, a SIMPLIFICA está de partida. Dita o protocolo que em tempo de despedida se façam balanços e, ainda que a SIMPLIFICA só tenha surgido em 2016 este nosso balanço começa em 1999. Se quer saber porque, leia as próximas linhas.

De 1999 até 2016.
Na tela do caixote que enfeita a sala, 1999 aparece de paredes lisas, invariavelmente brancas, ornamentadas com linhas geométricas aparentemente sem qualquer função. As portas emitem um som espacial sempre que deslizam e as janelas são enormes. Lá fora é possível ver a terra por entre o conjunto de edifícios geométricos, também eles brancos. Quase todas as mesas têm acoplado um painel de instrumentos, repleto de botões luminosos que piscam ininterruptamente. Homens e mulheres vestem indumentária semelhante, de corpo inteiro, justa, de cores platinadas, rematada com grandes cintos onde cabem armas de tamanho reduzido que em vez de balas, disparam raios laser. Estávamos em 1975 e esta era a projeção para o ano 1999 que reunia, pós jantar, toda a família em frente do aparelho. Chamava-se "Espaço: 1999" e era a última coca-cola do deserto naquela altura. 

Ainda se lembra de 1999?
Longe da lua, mas não tão distante dos fatos de licra com cores berrantes, 1999 dançava ao som da sua nova musa, Britney Spears a sucessora de Madona que vendia que nem pães quentes. O nosso primeiro-ministro era ministro da justiça e o presidente da ONU, primeiro-ministro. No bolso do casaco António Guterres teria muito provavelmente um 3210, o aparelho responsável pelo pináculo da NOKIA com mais de 160 milhões de unidades vendidas. "I see dead people… walking around like regular people" e "The first rule of fight club is: you do not talk about fight club" eram os parágrafos da moda cinéfila, no ano em que Columbine passou a ser argumento de documentário e a escola secundária mais famosa da América. Na terra do tio Sam, Bill enfrentava um "impeachment" por alegadamente não perceber corretamente até onde vão os deveres de uma secretária.

1999 um. Gerry Anderson e Sylvia Anderson zero.
Imaginar colónias lunares, naves espaciais, pistolas de laser, viagens interplanetárias numa altura em que em dia de jogo se entrava no café e se perguntava: "Hei, quem são o nossos?" e alguém respondia: "São os de branco", é no mínimo arriscado. Mas terá sido esse risco que levou ao sucesso a séria britânica, realizada por Gerry e Sylvia Anderson, que por altura dos cartuchos de 8 pistas punha toda a gente de cabeça na lua. Felizmente para nós, até porque o pressuposto da série implicava um explosão nuclear que projetou a lua para outras bandas, a única coisa a ser projetada no verdadeiro 1999 foi a carreira artística de Britney Spears, com alguma pena para aqueles de ouvido mais delicado. Ainda assim podia ter sido pior, é que "Mambo nº 5" esteve no top durante várias semanas e agora é mais do que certo que por esta altura está a cantarolar o refrão. 
Do mesmo modo, quando em maio de 2016 lançámos a primeira edição da SIMPLIFICA a nossa intenção era a de prever o futuro. Não o nosso, mas o seu. Seria a SIMPLIFICA capaz de convencer os seus leitores a mudar? Em tempo de despedida é hora de fazermos um balanço. O seu "eu" de 2016 é melhor que o seu "eu" de 2019? Vamos a isto.

Na lua não há água.
Curiosamente no verão passado por cá também não havia muita. Ao longo das várias SIMPLIFICAS fomos dando conta de algumas situações limite, onde a falta de água obrigou inclusivamente a mudança de peixes de uma albufeira para outra. Referimos também o dia zero na distante África do Sul, onde o governo local tinha inclusivamente um contador oficial com o número de dias em falta até se atingir o dia em que a água acabava. Numa outra edição contámos a história do governo Brasileiro que subsidiou uma campanha televisiva convidando os seus cidadãos a urinar durante o duche para poupar uma descarga da sanita. Ainda assim, houve quem não ficasse convencido, o que é natural. Afinal, a água cai literalmente do céu e enquanto ela jorrar da torneira é difícil mudar, mesmo sabendo que aqui ao lado alguém andou de balde e galochas a fazer mudanças a peixes. De qualquer forma, se ao longo de quase três anos não o(a) conseguimos converter, faça pelo menos isto: poupe na água e gaste no vinho comprando um redutor de caudal. É barato, poupa mesmo água e nunca vai notar a diferença. Para saber mais, leia ou releia o nosso terceiro artigo na SIMPLIFICA n.º4.
http://www.gesamb.pt/simplifica4.

POLUIÇÃO | MOBILIDADE

2015. O ANO EM QUE CHEGÁMOS AO FUTURO.

É VERDADE, O FUTURO ACONTECEU FAZ JÁ 4 ANOS.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Três anos depois, ao fim de 32 edições e mais de 150 artigos, a SIMPLIFICA está de partida. Dita o protocolo que em tempo de despedida se façam balanços e, ainda que a SIMPLIFICA só tenha surgido em 2016 este nosso balanço começa em 2003. Se quer saber porque, leia as próximas linhas.

De 2003 até 2016.
Se percorrer a "timeline" do seu facebook até 2015 vai certamente encontrar uma imagem com a seguinte data: 21 de outubro de 2015. Hoje, passados quase quatro anos é natural que a referida imagem não lhe diga muito, mas na altura, assim que a recebeu, esboçou um sorriso e terá dito a si mesmo: "Eishhhh já estamos no futuro". A imagem em causa é do interior de um carro, concretamente de um DeLorean voador capaz de viajar no tempo. No seu interior, algures em 1989, viajam Emmett Brown, conhecido simplesmente como Doc, Marty  McFly Jr e a sua namorada, Jennifer Parker. Destino? Hill Valley do ano de 2015. "Back to the future 2", o segundo filme da trilogia de Robert Zemeckis onde o jovem Michael J. Fox é a estrela maior e que desvenda um 2015 muito próprio, onde existem inclusivamente algumas similaridades com o efetivo 2015. Na Hill Valley de 2015 a roupa é de tamanho único, auto-ajustável, auto-lavável e com secagem autónoma. O calçado aperta-se sozinho e os bonés multicoloridos são a grande tendência. O skates têm rodas, os restaurantes não têm empregados e as estradas estão vazias. Em 2015 de "Back to the future" os carros ainda usam gasolina, mas em vez de rodar, voam. Curiosamente, as cabines telefónicas ainda são uma realidade e o jornal (impresso!) é ainda o principal meio para se ler as notícias. Ah! E ainda usam faxes!

Ainda se lembra de 2015?
Pela primeira vez em Portugal, um governo de consenso à esquerda assume o poder no país. Em ano de eleições, onde o partido mais votado foi a coligação PSD/PP, é António Costa que assume o lugar de primeiro-ministro, formando governo através de um entendimento com os partidos de esquerda. Nascia assim a "Geringonça". Em ano de queda do BES e BANIF, o turismo português dispara para valores nunca antes vistos. No Google, "como posso ajudar os refugiados" é uma das principais procuras juntamente com a muito particular "de que cor é o vestido". Em França e pelos piores motivos o "Charlie Hebdo" passou de pequeno jornal de sátira a símbolo de resistência ao terrorismo. Na música, Ariana Grande, One Direction, Taylor Swift e os Weeknd ocuparam a maior parte das faixas do "Best of de 2015" e no cinema, foi tempo de parques de dinossauros, super-heróis, guerra das estrelas e… velocidades furiosas 7 (!!!). Por outro lado e como nota positiva, a Voyager descobriu, em Marte, água em estado líquido. Nem tudo foi mau.

2015 um. Back to the future 2 também um.
OK, Robert Zemeckis não conseguiu chegar até aos smartphones e colocou ainda o herói da contenda a ler jornais em papel em 2015. Ainda assim e apesar dos carros voadores, o criador de títulos como "Forrest Gump", "Náufrago" e "E quem tramou Roger Rabbit" acertou algumas. Quer no 2015 ficcionado, quer no real, os anos oitenta estão de novo na moda e em Hill Balley existe um café dedicado à década. Efetivamente em ambas as versões de 2015 existem restaurantes (e até lojas) onde não há empregados e se é verdade que os skates ainda têm rodas, agora e tal como no filme, chamam-se "hoverboards" e possuem propulsão própria. 
Quando em maio de 2016 lançámos a primeira edição da SIMPLIFICA a nossa intenção era também a de prever o futuro. Não o nosso, mas o seu. Seria a SIMPLIFICA capaz de convencer os seus leitores a mudar? Em tempo de despedida é hora de fazermos um balanço. O seu "eu" de 2016 é melhor que o seu "eu" de 2019? Vamos a isto.

Tem skate?
O mais provável é que não e que nunca tenha tentado andar num. Se neste momento a curiosidade está a levar a melhor de si e já olhou de esguelha para os skates dos miúdos, pergunte-se primeiro se gosta da sua dentição tal e qual ela está. Ao longo dos vários números da SIMPLIFICA nunca dedicámos nenhum artigo ao mundo dos skates. O mais próximo que estivemos foi das bicicletas e até hoje estamos convictos que poderiam ser o meio de transporte preferencial no Alentejo. Ainda havemos de ver em pleno centro um café dedicado a ciclistas onde só entra quem tiver uma "bicla". As bicicletas, como sabe, são dos poucos meios de transporte livre de emissões de CO2, mas apesar de toda a nossa convicção sabemos que dificilmente o(a) conseguiremos pôr a andar de "bicla" diariamente. É que apesar de tudo, é preciso pedalar… Por outro lado, estamos confiantes que este ano será o ano em que pelo menos uma vez por semana fará uma alimentação livre de carne, peixe, leite e derivados. É que ainda que os carros emitam uma parte relevante de CO2 para a atmosfera, nada se compara às vacas. E foi por isso que numa das SIMPLIFICAS dedicamos cinco artigos às nossas amigas ruminantes e aos seus problemas intestinais. Leia a SIMPLIFICA nº 12
http://www.gesamb.pt/simplifica12.

PLÁSTICO | CONSUMO

CONHEÇA O MUNDO EM 2815.

POR INCRÍVEL QUE PAREÇA NÃO É ASSIM TÃO DIFERENTE DE 2019.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Três anos depois, ao fim de 32 edições e mais de 150 artigos, a SIMPLIFICA está de partida. Dita o protocolo que em tempo de despedida se façam balanços e, ainda que a SIMPLIFICA só tenha surgido em 2016 este nosso balanço começa em 2815. Se quer saber porquê, leia as próximas linhas.

De 2016 até 2815.
O ano é 2815. Não há em todo o planeta Terra uma única pessoa, animal ou planta. Tudo o que resta é lixo e alguns insetos, sobretudo baratas. A humanidade foi evacuada e recolocada numa nave espacial até novas ordens. O êxodo foi o resultado natural de décadas e décadas de consumo intensivo que tornaram o planeta numa bola forrada a lixo onde é difícil encontrar um lugar desocupado. Para trás e na expectativa de um dia poder regressar, a humanidade deixou um pequeno robot com a missão de limpar tudo. 700 anos após a partida, o trabalho está quase concluído… Este é, para quem não conhece, o contexto onde se desenvolve o enredo de Wall-e. Um filme de animação, produzido pela Pixar, que mesmo sem diálogos, colocou plateias de miúdos e graúdos em todo o mundo de lágrima nos olhos e lenço no nariz. Se nunca viu, deve a si próprio a tarefa de ver e se tiver miúdos, ver com eles. Wall-e é um robot pequeno, simples com a humilde tarefa de limpar o planeta. Eva, é uma versão 700 anos mais atual e que a seu cargo tem a missão encontrar um sinal - no caso em concreto uma planta - de que a Terra poderá novamente ser habitada pelos humanos. Ela é o resultado da mais recente tecnologia. Tem a capacidade de voar, é virtualmente indestrutível e a uma força demolidora acrescenta um arsenal com direito a disparos laser. Ele, por outro lado, é pequeno, quadrado, desloca-se utilizando lagartas e tudo que está capacitado a fazer é compactar lixo. A tudo isto acrescenta apenas um coração enorme e uma vontade de viver para além do seu destino.

Ainda se lembra de 2815?
Para além de sabermos que o planeta Terra foi transformado numa lixeira de dimensões planetárias, o filme da antiga companhia de Steve Jobs pouco mais nos adianta. A narrativa é de facto centrada no paixão de dois seres sem coração e nas breves aparições de humanos ao longo do filme, ficamos a saber que a preguiça é, no século 29 tal como no nosso século, um sentimento estimado. Na tal nave que alberga a população mundial os humanos não caminham. Aliás, não se movimentam por meios próprios. Todos eles possuem pequenas cadeiras que transitam nave fora mediante a vontade do seu dono. Não há atividade física. Não existem tarefas ou quaisquer outros propósitos ou obrigações. Tudo é feito, gerido e produzido por robots numa ode à inércia e ao comodismo. Não há outra forma que a redonda. Em toda a população não há magros, atléticos, esguios ou encorpados. Tudo é obeso, preguiçoso e alheado. 
2815 um. 2815 um.
Sendo 2815 o futuro, não há forma de conseguirmos comparar o real com a ficção. No entanto, não será difícil prever que se queremos um 2815 diferente daquele vivido por Walll-e e Eva temos efetivamente de mudar. Para o ano em que decorre a história do filme faltam 796 anos, quase oito séculos, contudo não é difícil encontrarmos, hoje, imagens de praias que outrora eram de areia branca e que agora são um mosaico multicolorido de plástico. Hoje, o plástico presente nos oceanos quase ultrapassa o número de peixes presentes no mesmo. Há baleias entupidas em plástico, tartarugas presas em plástico, aves marinhas sufocadas em plástico. Em terra firme, o cenário também não é extraordinário. À custa do óleo de palma são, todos os dias, substituídas verdejantes florestas por monoculturas de plástico. Há lixeiras do tamanho de cidades e cidades que funcionam dentro de lixeiras. Nunca consumimos tanto como hoje. Nem nunca fomos tantos a consumir. Talvez 2815 esteja mais próximo do que esperamos e mais distante do que almejamos.
Quando em maio de 2016 lançámos a primeira edição da SIMPLIFICA a nossa intenção era também a de prever o futuro. Não o nosso, mas o seu. Seria a SIMPLIFICA capaz de convencer os seus leitores a mudar? Em tempo de despedida é hora de fazermos um balanço. O seu "eu" de 2016 é melhor que o seu "eu" de 2019? Vamos a isto.

Não se lembra da Eva, mas será que se lembra da Bea?
A Bea era uma mulher "normal". Queria o melhor para a sua família e o melhor para a sua família era uma casa maior. À semelhança do que acontece em muitas outras capitais europeias, encontrar casa à medida do bolso e das necessidades não é fácil e quando o tempo começou a passar e a "tal" casa não aparecia, Bea teve de tomar uma decisão de compromisso. A decisão de compromisso passava por "temporariamente" levar a sua família para um apartamento menor enquanto a tal casa não aparecia. "Nos entretantos", a "tralha" que não coubesse na habitação "provisória" ficaria na casa de partida. Como quase sempre na vida, temporário é só mais uma forma de dizer definitivo e ao fim de uns meses Bea percebeu que afinal não precisava de uma casa maior, mas sim de consumir e possuir menos coisas. Se falhou a SIMPLIFICA de fevereiro de 2018 onde lhe contamos a história da Bea, tem agora uma nova oportunidade de a ler. Entretanto, fique a saber isto: hoje, Bea é uma famosa oradora sobre consumo sustentado e ela e a sua família produzem um boião de resíduos por ano! 
www.gesamb.pt/simplifica22.

ATÉ JÁ!

CADA UM DE NÓS MORRE TRÊS VEZES E VOCÊ JÁ MORREU UMA.

PODEMOS DIZER-LHE QUANDO MORREU PELA PRIMEIRA VEZ. AS RESTANTES SÓ O DESTINO.

Yeap, uma já foi.
Segundo a cultura mexicana, cada um de nós morre três vezes e por muito inverosímil que lhe pareça, se está a ler estas linhas, o mais certo é que já tenha morrido uma vez.

Ainda se lembra de quando morreu pela primeira vez?
A sua primeira morte aconteceu no dia em que percebeu o que era a morte. Ou seja, no dia da sua infância ou adolescência em que percebeu que você, os seus pais, irmão e amigos eram finitos. Pela primeira vez na sua existência percebeu, ainda que não tenha verdadeiramente compreendido, que há um fim e que esse fim é incontornável, transversal e inadiável.

A segunda de três mortes.
A segunda das três mortes a que tem direito é o da sua morte física. Será aquele dia em que encherá os pulmões pela última vez e o seu pulso deixará de se sentir. Não será o fim, mas será o último passo antes deste.

A terceira e última morte.
A sua morte efetiva. A sua última morte será no dia em que o seu nome for pronunciado pela última vez. Será o dia em que a última pessoa de todas as pessoas que consigo conviveram, ou que de si ouviram falar, falecer e com ela todas as memórias de que um dia, algures, num determinado período de tempo você existiu por cá. Triste, mas igualmente romântico, não é?

Até já.
Neste momento está a ler as últimas linhas, do último artigo, da última SIMPLIFICA. Ao longo de quase três anos procurámos ajuda-lo(a) a simplificar a sua vida. Não sabemos se conseguimos ou não, mas tudo o que lhe podemos dizer é que foi um prazer escrever para si todos os meses e que garantimos que a nossa missão continuará com outras formas e iniciativas. Só tem de nos ir acompanhando aqui ou aqui, ou simplesmente visitar a Gesamb. 
Tínhamos em mente terminar esta edição com uma música alegre, bem disposta e mais descomprometida do que a situação sugere, mas à última mudamos de ideias. E assim, mesmo na última das últimas, mesmo com o cantar do cisne, decidimos tentar mais uma vez! ☺

Espreite aqui a último filme de Steve Cutts (https://www.youtube.com/watch?v=e9dZQelULDk) e lembre-se de SIMPLIFICAR.

Até qualquer dia.
 

 






   



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