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CONHEÇA A EMPRESA QUE LUTA PARA TER LUCRO ZERO.
HÁ UM NOVO TIPO DE NEGÓCIOS QUE PODE MUITO BEM SER A SUA CARA!
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Em janeiro do já muito distante 2006 estreava nas salas americanas "Macht Point". Ponto decisivo para os habitués das raquetes e dos gritinhos abafados e nome de filme para os apreciadores de cinema. A película, realizada por Woody Allen, trazia consigo a bela Scarlett Johansson e a história de um triângulo amoroso que correu pró torto, mas os 124 minutos de película não se limitavam a narrar de forma plástica o lado mais obsceno de um romance entre três onde alguns julgavam existir dois. Em vez disso, o filme tentava fazer uma analogia entre o nosso quotidiano e o ténis, mais precisamente com aquele instante do jogo onde se decide tudo, o "Macht Point". Nesse bolar decisivo, não tão poucas vezes quanto isso, a bola, por um capricho próprio, embate contra a rede, sobe e deixa no ar a dúvida: ponto ou falta? Consagração ou lamúria? Como todos sabemos, às vezes é ponto e outras vezes é falta.
Na vida, tal como no ténis, às vezes é o destino que escolhe a nossa sorte. Não o nosso mérito, não o nosso empenho, mas apenas a simples vontade de uma bola cair de um ou do outro lado da rede. O que a maior parte de nós ignora, e que o filme de certa forma sugere, é que independentemente de tudo aquilo que fazemos, a sorte dita mais de metade das nossas escolhas. Não acredita? Pois bem, o amor da sua vida apenas está consigo porque em algum momento, o tempo e o espaço decidiram colocar-vos no mesmo local. Caso contrário e apesar de todo o seu charme podia até hoje continuar no clube dos solteiros/as. Era uma sorte, não era?
A questão é que mesmo que tenha "saído" caras 999 vezes seguidas, da próxima vez que atirar a moeda ao ar, as hipóteses continuam a ser de 50/50. Nem mais nem menos. É por isso que alguns de nós têm mais azar do que outros. Se uns têm azar ao amor (esses que experimentem o Tinder), há aqueles que tem azar em quase tudo. Foi o local onde nasceram, a família que tiveram e os amigos que não tiveram. No fundo, o azar de não terem estado no local certo à hora certa.
Combater a sorte ou a falta dela é, convenhamos, uma tarefa inglória. O destino não tem amigos nem preferências. Limita-se a dar as cartas e ver o circo a arder. Ainda assim, há quem desafie a sorte e tente mudar o destino. Não o seu, mas o dos outros. O daqueles com quem a sorte nada quis e os atirou para a rua. LitleJonh e Alice Thompson são dois desses. Daqueles que ajustam contas com a sorte e vão à rua resgatar quem a sorte para lá atirou. Juntos, formaram a "Social Bites". Uma pequena rede de cafetarias acolhedoras, bem geridas e cujo propósito, para além de servir pequenas refeições é o de não ter um único cêntimo de lucro. Um pouco como as ações de alguns bancos...
Um negócio de zero lucro, mas muita alma!
As pequenas cafetarias têm tudo para ter sucesso e têm. São pequenas mas acolhedoras. O ambiente é simples mas de bom gosto e entre bolos, sandes, cafés e pequenas refeições tudo sabe bem ao palato. O atendimento é rápido mas ainda assim é difícil não fazer fila. No entanto e apesar de tantos clientes no fim, o lucro é zero. Zerinho. A razão para um lucro tão redondo não se prende com nenhum erro de gestão mas antes pelo simples facto de estes jovens empreendedores distribuírem literalmente todo o seu lucro por várias instituições de caridade. Brutos!
As particularidades deste negócio não se ficam por aqui. Para além de não ambicionar arrecadar qualquer fatia do lucro, a sua política de contratação é também muito particular. Em vez de analisar cuidadosamente os currículos, a experiência e o conhecimento dos candidatos, a sua principal preocupação é saber o nível de dificuldade económica que estes enfrentam. É por isso, que grande parte dos funcionários contratados são pessoas de muito azar. Também conhecidos como "sem-abrigo".
Os sem-abrigo e o direito destes à dignidade enquanto cidadãos, que são, é outra das preocupações consideradas pela " Social Bites". Ao contrário de outros sítios ou iniciativas, aqui não há fila da sopa, não há salas escondidas ou horários específicos para alimentar os mais azarados. Com ou sem dinheiro, os menos afortunados são servidos exatamente da mesma forma que qualquer outro cliente. Isto, porque os dois jovens escoceses inventaram um sistema de pagamento denominado pay in advance (pagamento adiantado) e que basicamente significa que quando um cliente adquire um café é-lhe dada a possibilidade de pagar adiantado outro café ou deixar uma pequena soma para crédito. Simples não é?
Agora olhe para isto mas como uma possível forma de negócio.
Se ao ler este texto ficou inspirado e decidiu que quer avançar com um projeto social semelhante a este, deixe-nos só dar-lhe uma pequena nota. LitleJonh e Alice Thompson são dois empresários iguais a tantos outros, não tenhamos dúvidas. Criaram o seu posto de trabalho, desenvolveram o seu negócio e retiram claro, o seu ordenado. A diferença é que o lucro do exercício em vez de engordar a conta bancária dos sócios, sacia a fome de quem depende das instituições locais. Mas nada mais separa estas confeitarias das concorrentes. Só porque tem um projeto solidário não pense que vai ter as mesas cheias. A solidariedade não é suficiente para fazer negócio. Por isso, se quiser apostar numa iniciativa igual lembre-se: o seu serviço, produto e estabelecimento tem de ser tão bom ou melhor do que os outros. Só depois é que os sócios podem ser melhores que todos os restantes. Boa sorte.
Fica aqui o site da iniciativa: http://social-bite.co.uk/
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PORQUÊ QUE CONSERTAR É MAIS CARO QUE COMPRAR NOVO?
SERÁ QUE NUNCA, MAS NUNCA SE PERGUNTOU PORQUÊ?
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Alguém um dia disse: "quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães". Nunca conhecemos o/a referido/a senhor/a, nem sabemos sequer se alguém algum dia disse isto. No entanto é quase impossível negar que quanto mais constatamos algumas realidades do nosso quotidiano mais certeza temos de que a expressão "estamos entregues aos cães" tem de ser repensada. Quem nos dera...
Tudo isto porque lhe queremos falar de tecnologia e eletrodomésticos.
Já repararam que as lojas que vendem tecnologia como telemóveis, computadores ou televisões têm em geral um aspeto similar? O branco e o metálico são por norma as cores usadas. O design é simples, escorreito e minimalista. Não existem peças a mais nem peças a menos. O mobiliário é estritamente o necessário e a iluminação produz um colorido sofisticado próprio do ambiente dos filmes de ficção. Os produtos seguem, claro, a mesma estética. Longas superfícies de um branco ou preto plastificado, quase não existem arestas e tudo tem sempre um brilho imaculado. Desde a torradeira até ao aspirador, tudo, mas tudo, tem hoje um pequeno visor, um microchip e uma qualquer app associada. Vivemos num mundo mais simples, mais ligado e aparentemente mais evoluído. Mas será mesmo?
Se o nome Agbogbloshie lhe lembra algo, talvez saiba a resposta. Senão, fique a saber que esta localidade nos arredores de Acra, capital do Gana, está nos antípodas das lojas de tecnologia. Aqui nada é colorido, brilhante ou imaculado. A aparência deste local é um retrato fiel de uma obra de ficção pós apocalíptica ao estilo do melhor Mad Max. No entanto, este fim de Mundo, que dista umas curtas 4h a partir de Lisboa, tem algo em comum com as tais lojas de eletrodomésticos: está repleta deles.
Agbogbloshie é uma lixeira a céu aberto com equipamentos elétricos e eletrónicos vindo de todo o Mundo civilizado que se transformou numa cidade, literalmente. Este mundo caótico, sem cor e de sabor metálico é o destino final de grande parte dos equipamentos que outrora brilhavam nos expositores das nossas lojas e o lar de um conjunto de infelizes a quem o destino não deu muitas hipóteses.
Agbogbloshie traz para si todo o tipo de gente. Desde jovens do interior do país à procura de novas oportunidades, até crianças que, ainda em idade escolar, têm em si mesmas a responsabilidade da sua subsistência. Independentemente da sua origem ou história, o objetivo é o mesmo para todos: reunir até ao final do dia a maior quantidade possível de metais preciosos - como ferro e cobre - para conseguir, com a sua venda, o dinheiro necessário para a refeição do dia. Como não podia deixar de ser, até neste fim de mundo prevalece a regra do mais forte e por isso, o preço pago a quem literalmente mergulha diariamente num abismo de lixo à procura de peças cintilantes é pouco. Muito pouco. Não restam por isso muitas hipóteses a quem vive de catar metal que não seja fazer a sua vida totalmente dentro da própria lixeira.
Para quem vive sob a pressão diária de conseguir assegurar a refeição do dia, as preocupações com a saúde e higiene no trabalho têm o mesmo interesse que uma tese de doutoramento sobre a influência da cultura do milho na paisagem agrícola nacional. A queima de todo o tipo de cabos, plásticos e peças é assim uma prática comum para conseguir os apetecíveis metais e simultaneamente uma sentença de morte. A inalação diária dos fumos tóxicos produzidos é totalmente ignorada pelas famílias que fazem desta atividade o seu dia a dia. Ignorada por quem não conhece melhor, é também a qualidade da água, profundamente poluída, e dos solos, cuja concentração de chumbo e cádmio ultrapassam várias vezes os máximos aconselhados.
A ironia de tudo isto, é que as mentes brilhantes que mudaram o nosso mundo com os seus avanços tecnológicos, são as mesmas que "permitem" que "isto" aconteça. É exatamente aqui que nos distanciamos dos cães. Por mais uns "trocos" somos capazes de tudo, de absolutamente tudo. A ambição desmedida das grandes corporações associada a uma sociedade que apenas conhece o crescimento como motor, fez com que todos nós - sem exceção - tenhamos em casa uma gaveta de carregadores totalmente funcionais mas simultaneamente inúteis. Não estará na hora de exigirmos o mesmo tipo de genialidade para quando o equipamento chega ao fim de vida? Não será mais do que tempo de perguntarmos: "OK, excelente ecrã, belo processador mas quando ficar obsoleto, o que é que lhe faço?"
Torne-se um cidadão mais informado para ser um consumidor mais exigente.
Perceber o verdadeiro custo dos equipamentos é um passo essencial para nos tornarmos melhores consumidores. Por norma as nossas preocupações aquando da compra de um equipamento centram-se normalmente no custo versus o desempenho. Mas como percebeu, "desfazermo-nos" dos equipamentos obsoletos tem um custo. Um custo social e ambiental muito elevado que temos de considerar. Afinal, quem é que pode viver sabendo tudo aquilo que acontece em Agbogbloshie? Ninguém certo?
O poder da mudança está consigo enquanto consumidor. Por isso, escolha melhor. Prefira marcas com políticas de sustentabilidade e que optem por economias circulares, onde os equipamentos obsoletos servem de matéria-prima para novos equipamentos. Prefira consciência ambiental em vez de desempenho e, enquanto utilizador refreie a sua ânsia consumista. Não precisa de trocar sempre de equipamento e mais de metade das vezes a última novidade não possui qualquer diferença significativa relativamente ao modelo anterior.
Ah e claro, não se esqueça. O ecocentro fica muuuuuito mais perto de si do que Agbogbloshie, por mais à desamão que este seja.
Lembre-se, Agbogbloshie é o fim do Mundo mas está a apenas 4h de voo de Lisboa.
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O SEGREDO DAS PESSOAS RELAXADAS.
NÃO, NÃO LHE VAMOS FALAR DE NENHUM LIVRO, MAS DE UMA APP.
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Não sei se sabe, mas o seu smartphone não serve apenas para fazer likes em vídeos com gatinhos, jogar Candy Crush ou ouvir música. O seu smartphone é um computador bem mais sofisticado do que aquele 486 em que costumava jogar Chucky Egg nos idos tempos da Secundária, e como tal pode e deve usá-lo em seu benefício.
Claro está que, a par desta sofisticação do aparelho, evoluiu a oferta de ferramentas –as vulgo app – para instalar no seu telemóvel e que lhe permitem fazer uma enormidade de coisas. Umas não servem propriamente para mais nada que não seja o puro gozo de trocar a cara do seu amigo pela “cara” do seu cão, e outras podem dizer-lhe os exercícios que deve fazer para conseguir aquela figura física que sempre invejou. Mas estes são só alguns -bem modestos- exemplos, pois existem mais de 3 milhões de app e mais de 35% são gratuitas. Convenhamos, é das gratuitas que lhe queremos falar e daquelas que efetivamente simplificam a sua vida.
Mas onde está o segredo das pessoas relaxadas?
Calma. Não vai já começar o ano a correr pois não? Dê-nos uns minutinhos antes de lhe desvendarmos o “segredo”, e prometemos que o desejo anual de se tornar numa pessoa superorganizada é uma possibilidade real e pode ser concretizado em 2017. Ainda vai a tempo.
Se lhe perguntássemos se tratou daquele assunto que a sua cara metade lhe pediu para tratar há semanas, o que nos diria? Vá lá, não vale aldrabar. Não se lembrou não é? Nós também não. Já sobre aquela reclamação que ficou de escrever para ver devolvidos os 100€ cobrados erradamente, vai dizer que só não o fez porque não teve tempo, certo? E já que estamos em modo de tesourinhos deprimentes como é que se sentiu quando chegou a casa com as compras e, para além de ter trazido produtos que ainda tinha em casa, vai ter de voltar ao supermercado porque não trouxe a pasta dos dentes e o papel higiénico! Deveríamos parar por aqui o embaraço público, mas é até cómico, se não fosse trágico, recordar o número de vezes que se esquece de datas de aniversários de familiares, de consultas médicas e da data limite para a inspeção do carro, mesmo tendo a porta do frigorífico cheia de post-its!
Enfim, podíamos continuar mas parece óbvio que você, tanto quanto milhares de outras pessoas, anseia por uma melhor organização e gestão do seu tempo. E ainda bem que este desejo estava na sua lista para 2017 porque o pedido chegou até nós e aqui estamos para o ajudar. Queremos que deixe de fazer “má figura” e comece a ganhar o tempo e a confiança de que tudo vai ser tratado na sua devida altura. E isso significa arranjar uma solução que lhe simplifique a vida. E não, um/a assistente pessoal não é para o seu campeonato.
Vá lá, já chega. Afinal onde está o segredo?
Está na utilização de uma app. Bem, não é propriamente “uma” app em especial, mas de “um tipo de” app que ajuda milhares de pessoas a … imagine … organizarem-se! Sim, a organizar, planear e como tal a simplificar o dia a dia, a semana, o ano, basicamente a vida. E não se ria. Se é verdade que uma agenda em papel pode perfeitamente servir o propósito, a verdade também é que estas app estão disponíveis no seu telemóvel, acessíveis 24h/24h, não pesam nem ocupam espaço, o que não podemos dizer da agenda em papel, e possuem outras funcionalidades que a velha agenda não tem. Já para não falar que não implicam o abate de nenhuma árvore.
É uma ferramenta, use-a.
Só precisa de explorar as opções que existem, encontrar aquela que preenche as suas necessidades e descarregá-la para o telemóvel, PC ou tablet. O segredo está também em abraçar a mudança e não desistir após a primeira tentativa, pois o hábito de organização e planeamento é uma conquista diária. Mas vai ver que depois de umas semanas de utilização as vantagens são inegáveis -que o diga o seu primo ou o seu dentista- e só terá de lhe dedicar uns minutos por dia porque tudo o resto vai fluir ordeiramente. Tal como o seu dia a dia.
Existem app com funcionalidades para todos os gostos. Aquelas que lhe avisam antecipada e sonoramente do que precisa de tratar e que podem ser sincronizadas com o seu email e respetivos contactos, atualizando-se automaticamente. As que permitem gerir várias agendas, o que pode ser uma vantagem para quem gere duas agendas como é o caso da pessoal e profissional. Até as que são praticamente um assistente virtual e quando programadas podem pagar por si as contas mensais, encomendar prendas para amigos ou avisá-lo/a a que horas tem de sair para chegar a horas à reunião atendendo ao trânsito!
Se acha que aquele/a amigo/a que se lembra atempadamente de lhe dar os parabéns e que em fevereiro já tratou das férias grandes, e com isso conseguiu uma borla de um dia num Spa, tem um dom ou é um/a sortudo/a, desengane-se. Ele/Ela é simplesmente organizado/a e tem uma agenda virtual!
Aventure-se e simplifique o seu dia a dia!
Aqui ficam algumas sugestões de app que são praticamente assistentes virtuais:
Google Calendar
24me
Outlook
E para uma versão de utilização mais profissional:
Quip
Aqui, app do estilo mais ligeiro, do tipo listas de tarefas, assuntos a tratar, notas, lembretes, etc:
Wunderlist
Google Keep
Todoist
Evernote
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O PÃO QUE QUALQUER CRIANÇA CONSEGUE FAZER.
COM ESTA TÉCNICA, ACABARAM-SE OS DEDOS PEGAJOSOS E AS COZINHAS PINTADAS DE PÓ BRANCO.
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Ainda que enchesse completamente o nosso ego afirmar que descobrimos esta forma de fazer pão, conseguida após horas infindáveis de testes e ensaios, não o podemos fazer. A dura verdade, pelo menos para nós, é que não fomos nós que inventamos. E também não podemos dizer que somos os primeiros a trazer este método à luz da sabedoria popular mundialmente partilhada, que é a internet, pois esta forma de fazer pão é pública. Mas a réstia de esperança que ainda segura a nossa autoestima, é que você tenha andado distraído/a e, que as ligeiras nuances que introduzimos na receita façam deste artigo um "tenho mesmo de experimentar" e que depois de experimentar provoquem o chamado efeito "UAU", efeito este só ao alcance de grandes invenções diga-se.
O pão que o diabo não amassou.
Um trocadilho que não podíamos aqui evitar pois que para este pão, nem o diabo, nem a sua sogra, nem você, vai ter de amassar a massa. Só precisa de uma colher para misturar os ingredientes e mesmo a esta não lhe vai dar grande uso. E garantimos que depois de experimentar a facilidade e rapidez de confeção, assim como o sabor e segurança da origem dos seus ingredientes, vai dizer adeus ao pão que todas as semanas compra no supermercado e que muito provavelmente chegou lá congelado.
Mas como tudo na vida há sempre algumas regras e a primeira que terá de respeitar, e estamos certos que não lhe vá ser nada difícil de cumprir, é:
- nada de amassar e, muito menos com as mãos. Só vai precisar de mexer os ingredientes, com a colher, o suficiente para que os sólidos absorvam os líquidos. É importante que fique ar no interior da massa.
Depois, e enquanto aproveita para tratar de outros assuntos seja em casa ou na rua:
- vai ter de deixar a massa a levedar 2 horas, o que como sabe é muito menos tempo do que a maioria das receitas de pão.
Quando for tempo de colocar a massa dentro do forno tem de garantir duas coisas:
- que o forno está bem quente e,
- que o tacho que vai usar, para além de ter tampa, foi previamente aquecido. Aconselhamos vivamente que use um tacho de ferro fundido ou barro, pois o resultado final é deliciosamente superior.
Por último, quando for às compras dos ingredientes:
- vai procurar trazer aqueles que provêm de uma agricultura biológica e sem qualquer aditivo.
Agora, é o momento de meter a colher na massa.
Ingredientes:
250grs de farinha de cevada biológica (pode comprar em flocos e na trituradora transformar em farinha)
250grs de farinha de trigo biológico
50grs de linhaça biológica
400ml de água morna
1/2 colher de chá de sal integral
10gr fermento biológico (confirme com as indicações da embalagem que adquiriu)
Preparação:
Num recipiente grande (não se esqueça que a massa vai crescer) misture todos os ingredientes secos, exceto o fermento e o sal. No recipiente onde colocou a água morna misture-a bem com o fermento e o sal.
Junte agora a água às farinhas, envolvendo gentilmente com a colher. Apenas envolver o suficiente para que a farinha absorva a água.
Cubra com um pano, e deixe num local seco e quente durante 2 horas (dentro do forno ou do micro-ondas, por exemplo).
Pré-aqueça o forno a 200º sem esquecer de colocar lá dentro a panela onde vai cozer o pão, com a tampa (certifique-se que o seu tacho não tem qualquer elemento que possa derreter no forno).
Despeje a massa para cima da bancada da cozinha, que polvilhou previamente com farinha. Pode aqui precisar da ajuda de um salazar previamente polvilhado de farinha para ajudar a soltar mais rapidamente a massa do recipiente.
Polvilhe as suas mãos com um pouco de farinha para dobrar a massa ao meio e novamente ao meio. E já está. Não vai mexer mais na massa.
Polvilhe o fundo do tacho com um pouco de farinha e coloque a massa lá dentro com a dobra para baixo. Faça este processo com cuidado pois o tacho vai estar muito quente, assim como a tampa.
Com uma faca faça um ligeiro corte na parte superior e feche o tacho.
Leve ao forno durante cerca de 25 minutos. Depois retire a tampa e deixe por mais 15 min. para conferir uma crosta estaladiça e dourada ao pão.
Deixamos aqui um possível fornecedor local para as suas farinhas: Herdade de Carvalhoso em Montemor-o-Novo (http://www.herdadedecarvalhoso.pt/4140cereaiscarvalhoso.html)
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REGUENGOS DE MONSARAZ, UMA CIDADE E UMA VILA.
VENHA DAÍ, VAMOS VER ESTRELAS. LITERALMENTE.
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É quase impossível que ainda não tenha visitado Monsaraz. Na remota hipótese de nunca o ter feito, por favor pare imediatamente de ler este artigo e faça-se à estrada. Quando lá chegar vai perceber porque é que não teve de ler o restante texto, nem de ter qualquer indicação prévia para visitar este ou aquele local. Monsaraz é simplesmente deslumbrante por si. Estar lá é uma sorte. Acredite.
Para os que nunca foram, saibam que um simples passeio pela vila medieval justifica totalmente a ida. As ruas estreitas, as paredes brancas e o colorido das flores fazem desta localidade um postal vivo. É o mais próximo que algum dia vai estar de uma casa de bonecas, só que com melhores vistas. É que Monsaraz, para além de ser uma vila digna de constar no imaginário de um livro de histórias, tem a seus pés o grande lago da albufeira do Alqueva, o que sublinha ainda mais o carácter excecional desta localidade.
Mas agora vamos ignorar aqueles que nunca foram, e falar com aqueles a quem a sorte sorriu ao amor.
Pois é. O dia 14 de Fevereiro está ai e mesmo que você seja um/a daqueles/as que acha ignóbil importar manias dos USA, o mais provável é que mesmo contrariado/a tenha de fazer algo pelo seu/sua "queriducho/a". Por isso, agarre-se a nós e brilhe que nem uma estrela... cadente.
Bem, quanto ao sítio estamos conversados. Monsaraz, em Reguengos de Monsaraz, tem tudo para um passeio a dois (ou em família. Que se lixe o romance) e não falta o que fazer. Desde Spa relaxantes até atividades equestres tem muito por onde escolher. Se quiser passar mais do que um dia e precisa de uma sugestão para onde ficar, visite o site do município. O turismo tem sido uma aposta da autarquia e no site poderá encontrar de forma rápida e fácil várias sugestões de locais para dormir e claro, para comer.
Mas chega de frescuras e vamos a isto.
Sem querer elevar demasiado as expectativas, saiba desde já que há grandes probabilidades de acabar o dia a ver estrelas. Isto se seguir à risca as nossas sugestões.
O nosso roteiro começa desde logo com uma dúvida. Começamos pela vila de fortificada de Monsaraz ou seguimos primeiro para o centro da cidade de Reguengos de Monsaraz? Como o seu plano secreto é ver estrelas de mãos dadas com o/a seu/sua cara metade, o melhor é mesmo começarmos pela cidade!
Como os planos para o almoço passam por um repasto sem mesas nem cadeiras junto ao lago, o melhor é começar por uma visita ao mercado municipal para adquirir pão, enchidos e queijo. Se quiser ser maior que o poeta, arrisque e compre também umas flores. Se não quiser arriscar, ignore este nosso texto e visite a loja de turismo que está sediada no próprio mercado. Se preferir, pode deixar o mercado para depois - o que até faz mais sentido para não andar carregado - e seguir primeiro para a Praça da Liberdade. Aqui terá um local aprazível para tomar um café, contactar com o ritmo da cidade e visitar a Igreja Matriz de Sto António. Se ainda houver tempo (não se esqueça que o mercado tem um horário diferente do resto do comércio) pode sempre passear pelo jardim municipal ou espreitar a Praça de Touros José Mestre Batista que ficam nas imediações. Se enquanto casal o vosso estilo for mais a "cena" dos livros e da cultura, podem sempre optar por visitar o Museu José Mestre Batista (sim, é o mesmo da praça de touros e sim foi um toureiro) ou, visitar na Biblioteca Municipal a exposição permanente de artes e ofícios tradicionais. Garantimos vale a visita.
Agora siga para o mercado, faça as compras e entre no carro. Vamos até Monsaraz.
Para sermos exatos, a nossa primeira paragem não será ainda a vila fortificada, mas sim o grande lago. É que por esta altura o queijo que está na mala já se começa a fazer sentir e o estômago pede para parar. O Centro Náutico de Monsaraz é o nosso destino e o cenário da sua refeição e, acredite que dificilmente encontrará melhor. Ainda assim, temos mais duas hipóteses: o Parque de Merendas e Cais Ancoradouro de Monsaraz ou o de Campinho. Em qualquer um deles as vistas, de perder a vista, estão garantidas, por isso escolha o que lhe der mais jeito.
E agora, Monsaraz!
A vila fortificada de Monsaraz é, como lhe dissemos, um sítio que vale por si só. Tudo aqui é harmonioso e por isso um simples passeio pelo vilarejo é algo que vale a pena. Se caminhar sem destino o apoquenta, trace como destino o castelo e a fortificação militar que fica lá no cimo. Pelo caminho poderá apreciar vários recantos e edificações como a Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, a Casa Monsaraz, a Cisterna, a Casa da Inquisição, a Capela de S. João entre muito outros. Se quiser dar uma de "refinado apreciador de arte" junto do/a seu/sua parceiro/a visite o Museu do Fresco e passe algum tempo a divagar sobre a sua principal peça, o Fresco do Bom e Mau juiz. Sem nos querermos alongar muito sobre o tema fica a saber que esta pintura do século XV representa a alegoria da justiça terrena, em que o bom e o mau juiz são os elementos principais, evidenciando as fórmulas tradicionais de isenção e corrupção humanas.
E com a noite a cair vamos até às estrelas.
Já alguma vez ouviu falar de astroturismo? Não se preocupe até há 10 minutos atrás nos também não, mas é com isto que você vai brilhar junto do/a seu/sua mais que tudo. Astroturismo é turismo de observação de estrelas. Não aquelas que aparecem nas revistas, mas aquelas que aparecem no céu todas as noites e ao que parece, o grande lago é um melhores sítios do mundo para tal. Do mundo, leu bem. A ponto de que a UNESCO e a Fundação Starlight certificaram-no com o selo de qualidade "Starlight Tourism Destination Certification".
Não podíamos por isso acabar a nossa sugestão sem o convidar a ver as estrelas. Antes de começar a reclamar por não o termos avisado logo no início para trazer o respetivo equipamento, aguarde. Primeiro, não sabíamos que tinha em casa um telescópio. Segundo, também não precisava de o trazer. É que o astroturismo é uma "cena" em Monsaraz. Existe mesmo uma associação, a Dark Sky Alqueva, para promover este tipo de turismo e existe mesmo uma rota para observação dos astros que reúne um conjunto de entidades como cafés, restaurantes e alojamentos, que oferecem um conjunto de atividades associadas à observação dos astros.
E pronto, é isto. A partir daqui tudo o que acontecer a seguir não é connosco, mas apenas consigo e com a sua companhia. No entanto, não podíamos acabar este artigo sem falar do elefante no centro da sala.
Reguengos de Monsaraz é, como todo o Alentejo, forte no vinho. No entanto tal como o astroturismo, o enoturismo também é uma "cena" aqui, a ponto de Reguengos de Monsaraz ter sido eleita a cidade do vinho em 2015. Desde a Herdade do Esporão até à Cooperativa Carmim, são várias as quintas que disponibilizam um conjunto de atividades relacionadas com o vinho e a vinha e que vão desde as obrigatórias provas até passeios a cavalo por entre o vinhedo. Dito isto, S. Valentim fica à sua escolha. Lembre-se apenas de uma coisa. Se optar por passar o dia dos postais pirosos por entre vinhas e vinhedos é bom marcar antes. É que por norma quase todos os programas disponibilizados pelas quintas exigem marcação prévia.
Espreite aqui alguns sites com informação extra e boa viagem!
www.cm-reguengos-monsaraz.pt/
www.monsaraz.pt/
www.darkskyalqueva.com/
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