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CONSUMO

O PROBLEMA DO MUNDO SÃO AS VACAS.

OS PERIGOSOS COBERTORES ELÉTRICOS AO LADO DESTES QUADRÚPEDES SÃO UNS MENINOS. ACREDITE.

Assim de repente, não é fácil olhar de frente para a Mimosa e pensar que estamos perante uma ameaça capaz de precipitar o dia do juízo final, mas acredite, por trás daquele olhar meigo está um arsenal químico capaz de envergonhar a malta do ISIS e expor ao ridículo aqueles que decidiram pela invasão do Iraque por questões de segurança. Em relação a estes só temos uma coisa a dizer: não se pode acertar sempre.

A questão é que para além de extremamente perigosa, a Mimosa também pode ser extremamente saborosa e isso coloca-nos num sério dilema enquanto seres racionais: optamos por lidar com esta ameaça de forma segura e cortamos no consumo de carne ou, optamos pela escolha que melhor acompanha uma reserva especial de 2003? Como diria o presidente do Eurogrupo, optamos pela pinga.

Mas afinal, o que é que a Mimosa tem de tão perigoso?
Notoriamente não será no seu ar agressivo que reside o motivo da nossa preocupação. O perigo vem mesmo de outro sítio do bovino, bem menos agradável e que dá pelo nome de fermentação de carboidratos. Para quem ainda não chegou lá, estamos mesmo a falar da ventosidade anal de cheiro fétido conhecida por todo um conjunto de substantivos que ora fazem referência ao odor, ora salientam a sonoridade. E se ainda está perdido, fica aqui a confirmação: sim, estamos a falar de flatulência, neste caso flatulência bovina.

“Espera, estou mesmo a ler um texto sobre flatulência bovina?”
Está. E sim, a flatulência bovina é mesmo um assunto e sim, é mesmo uma ameaça real. Claro que é difícil fazer cara séria e conter o riso quando alguém nos diz que o fim do Mundo vai acontecer ao som de um trovão abafado, mas dê-nos uma hipótese. Vai ver que no final o assunto é bem mais sério do que inicialmente aparentava.

Para além dos sorrisos contidos de quem ouve, os gases produzidos pelo sistema digestivo dos bovinos são ricos em metano, um gás de forte impacto no denominado efeito estufa. O tal que é responsável pelo aquecimento global e por outras pequenas meiguices como a subida do nível do mar, eventos climáticos extremos e o extermínio massivo de espécies e habitats. Nada com que se deve preocupar, desde que não planeie adquirir uma casa de férias em Quarteira.

O nosso leitor mais informado estará agora a pensar que esta história das vacas está mal contada, que é um pouco ridícula e que se queremos combater o aquecimento global temos é de concentrar os nossos esforços no combate à queima de combustíveis fósseis, como a gasolina e afins. Como sempre, os nossos leitores estão certos. A redução da queima de combustíveis fósseis é uma forma válida de combatermos as alterações climáticas e claro, devemos apostar nela. Contudo e por incrível que pareça, as vaquinhas deste Mundo contribuem bem mais para o denominado efeito estufa que todo o setor mundial dos transportes junto. Por outras palavras, os puf produzidos pelo gado que criamos para consumo geram mais gases de efeito estufa do que todos os aviões, barcos, comboios, camiões e carros utilizados mundialmente para o transporte de bens e mercadorias. Alucinante, não é? E sim, continuamos a falar de flatulência. Se ainda assim, está com a mosca atrás da orelha e acha que isto não pode ser, escreva um email à ONU (não precisa de ser para o seu presidente) e conteste os dados apresentados pelo seu relatório de 2006 onde de forma clara se especifica o contributo destas duas indústrias na emissão de gases efeito estufa para a atmosfera. Os números são claros e quase inacreditáveis, mas são reais. A criação de gado ultrapassa em cinco pontos percentuais o valor das emissões de todo o setor dos transportes a nível mundial. São mesmo, mesmo muitos puf.

Mas como é que isto é possível? 
Para começar vamos salientar o óbvio. A dieta destas senhoras está mesmo a pedi-las. Depois, não são propriamente pequenas, pelo que cada mamífero destes é uma autêntica fábrica de puf. Os puf em si também são um problema. É que o metano presente nestes é bem mais "poluente" que o CO2 libertado pelos tubos de exaustão dos habituais meios de transporte. Ainda assim, o verdadeiro problema não é a capacidade extraordinária destes quadrúpedes expelirem gases para atmosfera, nem a potência dos mesmos. O problema é que eles são muitos. São imensos. São mais do que muitos e mesmo assim não chegam. É que há um mundo a beber leite, a saborear queijo, a comer iogurtes e a deglutir hambúrgueres, bifes e espetadas. Há um mundo do tamanho do mundo que não sabe comer mais nada que não seja carne. Às vezes peixe, mas nunca outra coisa que não carne ou peixe. Todos os dias, várias vezes ao dia. Será que podíamos comer, de vez em quando, outra coisa? Claro que não seria tão saboroso, mas... para o ano ainda podemos ter costa e fazer praia. Você decida. Churrasco ou praia. Os dois é que não vão dar.

CONSUMO

O PROBLEMA DO MUNDO SÃO AS VACAS II.

PENSAVA QUE O PROBLEMA ACABAVA NO ARTIGO UM? HA!HA!HA!

O quê? Pensava que as vacas eram perigosas "só" porque são uma das principais, ou mesmo a principal, fonte de gases efeito estufa? Nem por sombras. As nossas amigas ruminantes são um problema bem maior. Não porque elas mesmas sejam um problema, porque não o são, mas porque nós não sabemos comer mais nada que não seja carne, leite, natas, queijo ou iogurtes. E quando dizemos nós, estamos a falar do chamado mundo ocidental. Estamos por isso a falar de vacas para alimentar muita, mesmo muita gente.

Esqueça o cão. O que você devia ter era uma vaca. 
Há muita gente que tem um gato, mas no fundo preferia ter um cão. Não queremos de modo algum abrir uma discussão sobre qual deles faz o melhor amigo de estimação, mas apenas sugerir que aquando da escolha do animal de estimação há muita gente que faz, e bem, uma análise das condições e exigências necessárias para ter um ou outro. Um cão, ao contrário de um gato, precisa de mais espaço, de mais atenção e um simples caixote de areia não vai fazer o truque, pelo que impõem várias idas à rua, diariamente.

Agora, imagine que em vez de um cão ou um gato tem uma vaca. Para começar terá que ter muito espaço e não estamos a falar de espaço para acomodar o animal em si. Estamos a falar do espaço que será necessário para o animal pastar. É que as vacas não só têm um apetite proporcional ao seu tamanho como, pelo facto de a sua dieta ser exclusivamente herbívora, a necessidade diária de alimento supera a de um leão. Tenha ainda em atenção que a dimensão do espaço deve ter em consideração a velocidade a que cresce a erva, pelo que deve ser suficientemente grande para rodar a vaca pelo terreno à medida que esta cresce novamente.

Como é óbvio, nem tudo o que a Mimosa come é aproveitado pelo seu organismo, razão pela qual vai necessitar também de um espaço substancial para "acomodar" as fezes da nossa fofinha. Avisamos já que também elas são proporcionais à dimensão e apetite do animal e que claro, o estrume não se decompõe tão rapidamente quanto o desejável pelo que vai necessitar de um pouco mais de espaço. Por último, prepare-se também para uma bela conta de água. É que não só a nossa Mimosa precisa de beber muito, como a erva para crescer precisa de muita, mas muita água.

Agora, em vez de uma, imagine um Mundo de vacas.
Tal como lhe dissemos, para abastecer o Mundo de carne, leite e derivados são necessárias muitas vacas. Como a nossa alimentação se resume quase e exclusivamente aos mesmos alimentos diariamente, precisamos ainda de mais vacas. E lá está, se uma vaca precisa de muito espaço, milhões delas precisam de muito mais. Para sermos exatos, precisam de proximamente 45% da superfície terrestre! Sim, leu bem. Entre animais, cultivo de alimento para animais e dejetos de animais, dedicamos quase metade da superfície terrestre para podermos apreciar um bom bife. Já agora, bom apetite.

Se os números lhe parecem exagerados e certamente parecem, pense por favor na sua dieta diária. Quantas vezes por semana come carne? Todos os dias? Pelo menos uma vez por dia? OK, já percebemos. A carne não é a sua “cena”. Então diga-nos, e leite? Bebe todos os dias? E iogurtes? E queijo? Também não? E que tal bolos, gelados, sobremesas e afins, que levam todos ou quase todos manteiga e natas na sua preparação. Pois é, apostamos que nunca tinha pensado o quão dependente a sua alimentação está das Mimosas deste Mundo. E repare, não é apenas você. São milhões e milhões de pessoas que diariamente consomem este tipo de produtos, 24h sobre 24h. Para terminar, vamos só dizer-lhe mais uma pequena coisinha para o fazer sentir melhor da próxima vez que comer um bife com molho de natas. Com a extrema necessidade de conseguir mais espaço para a criação de gado por modo a colmatar a necessidade de consumo, os produtores tiveram que puxar pela imaginação e procurar espaço noutros locais menos prováveis. Quer arriscar uma resposta? Exatamente, nas florestas tropicais. Onde, a cada segundo que passa arrasam entre 4.000 e 8.000m2 só para alimentar vaquinhas. E então esse bife, como é que está?

 

CONSUMO | ALIMENTAÇÃO

O PROBLEMA DO MUNDO SÃO AS VACAS III!

SIM, ATÉ NÓS JÁ ESTAMOS CANSADOS DISTO.

Por favor, não culpe o mensageiro.
Com a quantidade de más notícias que trazemos, um dia ainda nos arriscamos a ficar sem um ou dois dos três leitores que temos. Se acabou de chegar e não está a compreender esta nossa confissão de culpa, é porque ainda não leu os artigos anteriores. São de arruinar o apetite a qualquer um e se puder, não os leia. Mesmo!

De facto, não temos especial prazer em arruinar os prazeres da mesa a ninguém. Apenas queremos que tome uma decisão informada. Só isso. Não queremos também que altere radicalmente os seus hábitos alimentares, até porque uma decisão dessas precisa de supervisão técnica, como por exemplo de um nutricionista. Mas, podia pelo menos variar um pouco mais a sua dieta. Será que todos os dias tem de consumir carne ou peixe? Não conhece outros alimentos para além dos ovos, leite e os seus derivados? Claro que sim. É tudo uma questão de hábito e disponibilidade mental.

Claro que um bom bife será sempre um bom bife, mas a que custo?
Para o ajudar, podemos converter o custo de um simples hambúrguer em água. Isto é, dizer-lhe quanto custa em litros de água produzir aqueles 200gr de carne de vaca que, em alguns sítios, com pão e molhos, são vendidos por 1€. Assim de repente o conceito pode parecer estranho mas não é. No fundo, esta conversão vai dizer-nos quantos litros de água são precisos para cultivar o alimento necessário por modo a transformar um pequeno bezerro numa imponente vaca e nos consequentes hambúrgueres para aviar. Já agora, sabe quantas marcas de franchising de fast food existem no Mundo dedicadas exclusivamente a servir hambúrgueres? Nem nós, mas retenha essa ideia.

Se lhe disséssemos que são necessários 500l de água para produzir um simples hambúrguer, ficaria naturalmente espantado e certamente o seu cérebro começaria a maquinar sobre qual a quantidade de hambúrgueres que são vendidos por hora em todo o Mundo e de quantos 500l estamos a falar. Assustador, não é? Mas o problema é que não são necessários 500l para produzir um hambúrguer. São necessários 1.000l para produzir aquela pequena mancha escura salpicada de sal e pimenta que vive entre duas fatias de pão. Brutal!

Para perceber melhor a dimensão deste fenómeno fique a saber que nos EUA, do total de água consumida anualmente, 5% são destinados ao uso doméstico. Estamos a falar dos banhos, descargas de sanitas, máquinas de roupa e louça, de nada mais nada menos do que de 319 milhões de pessoas. É uma brutalidade de litros de água, certo? Certo. Agora imagine todos esses milhões de litros multiplicados por 10, porque essa é a quantidade de litros de água dedicada à agricultura animal num ano nos EUA. 55% do total de água consumida é dedicada à criação de vaquinhas. Ainda bem que não há secas prolongadas naquele país, nem falta de água em alguns estados. Ahhh pois. Afinal há.

Infelizmente a questão da água não se limita às quantidades absurdas necessárias para saciar a sede destas “queriduchas”, nem tão pouco para regar os muitos pastos necessários para satisfazer os seus dois estômagos. Os "presentes" fumegantes destas nossas amigas de quatro patas, também representam um problema. É que estas meninas são autênticas máquinas de... vocês sabem. As Mimosas são tão fortes nisto, mas tão fortes na arte de oferecer "presentes", que a cada segundo - e isto contando apenas com as cows que pastam nos EUA - são produzidos 52.616kg de dejetos. Estamos a falar de tantos, mas tantos "presentes", que num único ano estas máquinas de estrume conseguiriam cobrir literalmente de... você sabe, as cidades de San Francisco, Nova York, Tóquio, Paris, Nova Deli, Berlim, Hong Kong, Londres, Rio de Janeiro, Delaware, Bali e ainda toda a Costa Rica e a Dinamarca. Ufaaa, que máquinas!

Contudo, o custo ainda não acaba aqui.
Ao longo destes três artigos da SIMPLIFICA fomos destacando os diferentes custos associados à produção de gado para consumo. Começamos por sublinhar o impacto desta atividade nas alterações climáticas. Passamos pela ocupação de terras e pela desflorestação e acabamos na quantidade de água envolvida. O cenário é mau, mas ainda não acaba aqui. Existe ainda mais um custo. O custo moral. É que tal como acontece com a maioria dos "luxos" e comodidades quotidianas que tomamos como certas, a carne de vaca e todos os seus derivados não chegam a todos os habitantes da nossa bola azul. O triste é que, com tudo aquilo que é produzido para alimentarmos os mamíferos que nos providenciam diariamente com manteiga, natas, leite, iogurte, queijo e carne, podíamos erradicar a fome no Mundo. Por outras palavras. Estamos a alimentar animais permitindo que humanos passem fome. Tudo por um molho de natas, um recheio de bolo, um bife mal passado ou por um pouco de manteiga no pão.

Este artigo é 100% livre de proteína animal.
A opção de passarmos para uma dieta exclusivamente vegan (sem proteína animal de qualquer espécie) poderá vir a ser uma opção imposta, já que como vimos, a indústria da carne, ou pelo menos esta indústria tal como a conhecemos hoje, não é sustentável. Até lá, podemos e devemos todos fazer algo contra. Para já, tente fazer algo tão simples quanto isto: uma vez por semana não coma nem carne, nem peixe. Claro que isto não resolve o problema, mas alivia a pressão. E como alguém disse "enquanto o pau sobe e desce, as costas descansam". 

Se pretende deixar de dormir descansado. Saiba mais aqui: 
www.cowspiracy.com/
www.youtube.com/watch?v=dSjE8xw_-Dg

 

TENHA A SUA PRÓPRIA HORTA

ESPREITE, A VERA JÁ ESTÁ NA SUA HORTA.

SE NÃO “HORTA”, NEM SABE QUEM É A VERA, AINDA ESTÁ A TEMPO DE COMEÇAR.

Se pertence ao grupo de horticultores veteranos este artigo provavelmente não é para si pois o que aqui vamos dizer, por mais valioso que seja, não irá acrescentar muito mais ao que já sabe. Já se é um recruta ou um aspirante, estas linhas devem ser guardadas junto ao seu indispensável kit de sobrevivência.
 
E, porque escolheu iniciar-se pelas aventuras e desventuras de comer o que plantou com as suas próprias mãos, temos a certeza que este não é o primeiro artigo que lê sobre cultivo -biológico pois claro-, pelo que estamos descansados e ficar-nos-emos, só desta vez, por ser muito curtos e apenas úteis. Saltaremos portanto uma grande parte do bê-á-bá sobre a matéria e vamos diretos aos cuidados que deve ter e o que deve fazer na sua horta nesta altura do ano (mas veja lá, se precisar de recordar pode sempre consultar o site do projeto Re-Planta e não precisa de dizer a ninguém, OK?).

Mas antes…. a bela primavera.
A descida da temperatura e as ligeiras chuvas dos últimos dias pareciam querer enganar-nos, mas basta olharmos para os campos e jardins e não há que enganar: a primavera já chegou. Os dias dilatam-se dia após dia e o sol, embora intermitente, começa já a reconfortar e a trazer aos nossos olhos vários seres vibrantes e de cores animadas. Ahhh os ares da primavera… 

E se for daqueles/as que não acredita nas filosofias "do tipo" zen que dizem que a primavera é tempo de renovação e de celebrar a vida, saiba que no que à horta diz respeito é bem verdade. Pode não gostar, mas é verdade que por estes meses é mesmo tempo de dar novo vigor e renovar a terra. Adubar, regar, para depois de um pequeno descanso semear, plantar e fazer acontecer. Percebe porquê que a entrada da primavera é também o Dia Mundial da Agricultura não?

Renascer dá trabalho.
Se não acredita, pergunte aquela ave da mitologia grega que periodicamente ardia para depois renascer das próprias cinzas. Também no seu jardim acontece mais ou menos a mesma coisa, só que com a ajuda dos seus braços ao invés do fogo.

Nestes primeiros meses do ano os trabalhos na horta são intensos. Há que lavrar e descompactar o solo para permitir que as raízes se possam desenvolver facilmente e este revolvimento das terras vai não só permitir o seu arejamento, como fazer com que o subsolo e a matéria orgânica mais rica subam expondo-a ao sol, criando assim as condições propícias ao rejuvenescimento da sua terra e das futuras plantas. São meses de algum trabalho, mas que na altura em que os coloca no prato sabe bem que recompensam.

Deixe o seu estômago comandar a escolha.
Isto é o mesmo que dizer para plantar apenas espécies de que gosta e sabe que vai consumir, pois caso contrário será um desperdício de tempo e recursos. Mas se é dos/das que come de tudo, o leque de escolhas é a priori bastante grande e só precisará de limitar a escolha à localização da zona de cultivo (disponibilidade de luz, vento, norte ou sul, interior ou litoral) e ao espaço que tem disponível (vasos e canteiros, jardim maior ou menor) uma vez que cada planta tem as suas exigências e gostos. Em caso de dúvidas dê prioridade à diversidade. É também importante que não seja dos/das que esperam lançar uma semente à terra e já está. Mas se for, é aconselhável limitar a sua escolha às espécies com baixas exigências de rega, por exemplo, e com maior resistência contra doenças e praças.

Mas, na primavera é regra geral tempo de cultivar quase tudo! Espreite a lista que preparamos para si e escolha:
- abóboras, acelgas, alface, aipo, alho-francês, beldroegas, beringelas, beterraba, cebolas, cenouras, chicória, courgetes, couve-de-bruxelas, couve-flor, couves diversas, endívias, ervilhas, espinafres, feijão, malaguetas, melão, melancia, milho, nabos, pimentos, pepino, rabanetes, tomate. Plantar batata, morangueiros tardios, alcachofras, espargos. Semear ou plantar ervas aromáticas e flores tais como: arruda, alecrim, borragem, calêndula, capuchinha, cebolinho, coentros, hortelã, manjericão, orégão, poejo, salsa, salva ou tomilho.

Prepara-se para o festim.
Mas não já. Se tudo correr bem e tiver planeado bem a localização, as espécies e suas associações benéficas (não sabe o que é?! Está prometido, no próximo número falaremos sobre isto), a adubação do solo e for cuidadoso/a com a rega, não vai ter problemas de maior, mas até ao verão ainda vai ter muito que sachar e limpar na horta, removendo as ervas daninhas e eliminando algumas pragas que por lá possam aparecer.
Se optou por plantar ervas aromáticas ou por exemplo alfaces, rúcula ou mesmo rabanetes, daqui a uns 50/60 dias já deve conseguir comer, mas é provável que tenha ainda de organizar com a família uma apanha noturna de lesmas ou caracóis. “Ena que divertido” está você a pensar. Até é, e as crianças costumam adorar, mas quando começa a ter de o fazer semanalmente torna-se um nadinha mais cansativo por isso muna-se de algumas técnicas para reduzir ou dificultar a aproximação destes “meninos” viscosos à sua comida, tais como cascas de ovos, casca ou caruma de pinheiro espalhadas na base da planta tendo ainda como vantagem a redução nas perdas de água. E não se esqueça que a rega é para ser feita quando a terra não está quente pelo que a escolha é sua, ou de manhã ou ao final do dia. 
Boas plantações!

 

LAZER

UMA VILA VIÇOSA DIGNA DE REIS.

E PARA SI TAMBÉM HÁ DE SERVIR CERTAMENTE.

Por onde começar para o atrair até Vila Viçosa é a dúvida que persiste e retém a nossa “caneta” há dias, pois como a autarquia bem o afirma, o difícil é escolher. E, claro está, o óbvio e o normal não nos assistem, pelo que não espere ter nas próximas linhas a exaltação e enumeração da história e do património arquitetónico, histórico ou cultural desta viçosa terra. E por isso… 

… para recebê-lo/a nada menos do que uma cidade cheia de flores.
Nada melhor do que visitar uma localidade e ser recebido com um espetáculo de cor e aromas, não acha? E é por isso que a nossa sugestão é de que visite Vila Viçosa de maio a setembro. Pode, claro, ir antes. Aliás, pode ir já amanhã que não lhe faltará o que visitar, ou acha que o Palácio dos Duques de Bragança ou a Igreja da Padroeira de Portugal - sim leu bem, a Santa que é padroeira do nosso país “mora” aqui- vão a algum lado? Mas a verdade é que nas datas que lhe sugerimos, a sua receção terá outro charme. E para si, só o melhor.

Mas antes que comece a perguntar-se porque não demos como exemplo outras relíquias locais como o é o Castelo, o Convento dos Agostinhos, o Cruzeiro e Pelourinho ou a Igreja e Convento das Chagas, já que todos eles são monumentos nacionais e também não vão a lado nenhum, deixe-nos humildemente recordar que o espaço reservado para este artigo não abunda e, para nosso espanto esta pequena localidade com menos do que 200km2 produziu um vasto património material e imaterial de cariz civil, militar ou religioso que não caberia nestas linhas. Todos temos de fazer escolhas, certo?

Voltemos ao espetáculo que vai ser a sua receção. Como se não bastassem os característicos pomares, hortas e recantos floridos da cidade, assim como o aroma cítrico das laranjeiras em plena avenida principal, o concelho faz anualmente justiça ao seu nome e convida os habitantes a engalanar as suas varandas, portas e janelas, com viçosas flores. Não que isto lhe interesse pois será um visitante, mas a autarquia oferece, a quem se candidatar, os utensílios necessários para a execução de tal decoração e, no final do concurso, lá para setembro, os escolhidos recebem um prémio em dinheiro.

Já que lá está, inspire-se pela cidade que viu nascer reis, poetas, matemáticos e pintores.
Se aceita a ideia de que os reis sabiam viver bem, que o local que escolhessem para o fazer prosperaria, atrairia nobres, religiosos e gentes de várias artes e ofícios e que naturalmente seria rico em património, então já suspeitará que Vila Viçosa é isso tudo. Independentemente de ter sofrido das vicissitudes da história de Portugal por entre destruições do terramoto de 1755, pilhagens dos franceses e o fim da monarquia em Portugal, a verdade é que a também conhecida como a Princesa do Alentejo mantém ainda hoje esse espírito ducal.

E é por isso que depois da receção digna de um rei tem mesmo que fazer pelo menos duas coisas. Primeiro: caminhar até ao ex-libris da cidade e ver como viviam, veraneavam e caçavam os reis da dinastia de Bragança no Palácio Ducal. Quando chegar não se assuste com os 110m de fachada reluzente. Não é do ouro, mas sim do mármore que por estas bandas é considerado o ouro branco e, Vila Viçosa é um dos principais núcleos extratores e transformadores do país. Segundo, subir até ao Castelo e dirigir-se para o cemitério ao lado do Santuário da N.ª S.ª da Conceição, a tal que é padroeira de Portugal, e procurar pela campa de… Flor Bela Lobo ou se preferir Florbela Espanca. Permita-se ficar a recordar alguns dos seus versos. Se não os tem à mão, deixamos aqui um link para ajudar: www.espancaflorbela.blogspot.pt

Certamente que no trajeto até este segundo ponto percebeu que a famosa poetisa portuguesa tinha alguma coisa a ver com esta cidade. Pois é verdade que aqui nasceu e viveu a infância, tal como tantos outros tais como: o seu primo e historiador de arte Túlio Espanca; o matemático Bento de Jesus Caraça; uma das mais célebres humanistas portuguesas, Públia Hortênsia de Castro; o pintor Henrique Pousão; o arquiteto Nuno Portas (sim é o pai do Ex Ministro Paulo Portas) ou a única rainha portuguesa que ascendeu a um trono inglês, a Catarina de Bragança. A lista podia continuar mas acreditamos que seja suficiente para instigar a sua veia criadora.

Mas temos de lhe confessar. O desejo oculto da nossa sugestão de visita a Vila Viçosa é a de obter dividendos. Sim, esperamos que a proximidade com estas gentes que produziram tantos ilustres portugueses o/a contagie e o/a faça criar algo grande. O/A faça pintar, escrever, criar a obra-prima do século, reconhecendo-nos, pois claro, o mérito de lhe ter proporcionado a oportunidade. Também podíamos ambicionar que se misturasse com gente de sangue azul mas era capaz de já ser ambição a mais da nossa parte. Espere lá! Bem vistas as coisas e conhecidas as histórias de alcova da monarquia portuguesa deverão existir muitos habitantes de descendência real. Tente a sua sorte, mas apresse-se pois suspeitamos que muito em breve a Vila venha a ser declarada como Património da Humanidade pela Unesco e a concorrência vai aumentar!


   

 


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Em 2019 produziu-se menos resíduos (-0,14%) e aumentou-se a recolha seletiva (14%), do que em 2018.

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2020-03-17
Resumo das medidas de contingência implementadas na Gesamb, a partir de 16/3/2020.

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