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VAMOS FINALMENTE CONHECER-NOS FRENTE A FRENTE?
ACEITE O CONVITE E VENHA AO DIA PORTAS ABERTAS GESAMB. A ENTRADA É GRATUITA.
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É já uma festa incontornável no calendário de verão, mas ainda assim há quem nunca tenha vindo. Todos os anos, no início de Junho, a Gesamb abre portas para receber aqueles que querem passar um dia diferente com família, amigos ou apenas consigo próprios como companhia, o que não será também um problema. Dificilmente encontrará um ambiente tão propício para fazer novos amigos. É que se ainda não sabe fique a saber, nós somos mesmos muito porreiros.
Se a visita guiada à TMB não o convence, talvez o Slide, o Rappel ou a Escalada o façam.
Muitos dos que nunca arriscaram aparecer no dia "Portas Abertas Gesamb" acham que isto não passa de uma visita guiada pelas nossas instalações, narrada por um técnico de voz pausada - irritantemente pausada - passo lento e extra zeloso nas explicações a dar. É claro que não podiam estar mais enganados. O dia "Portas Abertas Gesamb" é efetivamente uma festa, onde para além de atividades permanentes, como o Slide, o Rappel e um insuflável para a criançada, existe um conjunto de outras atividades pontuais, destinadas aqueles que pretendem saber um pouco mais sobre reciclagem ou, por exemplo, hortas biológicas.
Assim, ao longo de todo o dia poderá encontrar:
Um mercado de biológicos onde poderá adquirir frutas e legumes com o sabor e aroma que é suposto terem. Tudo sem pesticidas, vernizes ou aditivos. Uma feira de Resíduos e Talento para se perder por entre o talento e a criatividade de artesãos que transformam resíduos em novas peças e utilitários. Todo um conjunto de atividades para testar a sua coragem e destreza física como: Rappel, Escalada e Slide. Se a coragem não for o seu forte, tudo bem. O serviço de bar está aberto todo o dia. Para os nossos visitantes de altura inferior a 100cm, temos insufláveis que farão com toda a certeza a sua delícia.
Mas se quiser participar mesmo à séria pode reservar o seu lugar numa das nossas atividades.
Antes de mais tenha em mente que é obrigatório reservar o seu lugar em algumas destas atividades. Assim e para que não perca a oportunidade inscreva-se no nosso site ou ligue para cá. Hoje em dia quase tudo é por email ou Facebook, mas nós gostamos muito de falar.
Caminhada da Reciclagem. Se é madrugador e tem especial gosto por exercício físico saiba que o dia começa com uma caminhada de 9km logo às 8h30 da manhã. Para participar tudo o que tem de fazer é inscrever-se e trazer uma determinada quantidade de resíduos. Sim, um resíduo. Afinal de contas somos uma entidade recicladora.
Reciclagem sobre Rodas, Passeio de BTT. Se é madrugador, mas a sua "cena" é mais bicicletas, temos também em simultâneo (yeap, às 8h30) um passeio de BTT. Pode escolher o percurso de 20km ou, se quiser ficar imóvel com dores de esforço, fazer os 30km do percurso mais difícil. A meio dos percursos terá um posto de abastecimento, e no final, acesso às nossas instalações sanitárias para o merecido duche.
No nosso recinto e em horário mais amigável temos outras atividades, fisicamente menos intensas, mas igualmente desafiantes.
Visitas à UTMB. Cá está. Esta é uma daquelas visitas que nos poderia dar má fama, mas como vê é só para quem está interessado no tema. Claro que sem saber muito bem o que é, não pode dizer se lhe interessa ou não. Para o ajudar a decidir deixe-nos dizer-lhe que UTMB é a sigla para Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico, e que estamos a falar de um processo de tratamento de resíduos XXL. Se o turismo industrial estivesse um pouco mais desenvolvido podemos garantir-lhe que havia certamente quem pagasse dinheiro para ver. Enquanto reflete fica a saber que ao longo do dia poderá escolher entre seis horários distintos e que cada visita dura entre 30 a 45 minutos.
Workshops de reutilização. Se depois de passear por entre a feira de Resíduos e Talentos ficou com vontade de experimentar, inscreva-se num dos vários workshops que vão acontecer durante o dia. Se no final quiser levar para casa um puff feito por si, saiba que tudo o que tem de trazer são dois rolos de trapilho. Se está preocupado com o seu talento, não esteja. Os nossos técnicos são mesmo muito pacientes.
Sopas de Plástico. Não se preocupe. Aqui ninguém lhe vai dar sopas instantâneas para provar. Vamos sim mostrar-lhe como se faz o mapeamento do plástico e provar-lhe que anda a comer literalmente muito plástico. Você e os peixes. Se o tema o indigna e tem quase a certeza de que nunca comeu plástico, venha ouvir a rapaziada da Escola de Ciência e Tecnologia da Universidade de Évora. Pode ser que o/a convençam.
Workshops Re-Planta Hortas Bio. Se tal como lhe aconteceu para a inscrição no workshop de reutilização, ficou com uma vontade imensa de ter a sua própria horta ao passar pelo nosso mercado de biológicos, saiba que o podemos ajudar. Ao longo do dia vamos ter um atelier de plantação e compostagem. Tudo para que seja dono do seu destino alimentar. Quem sabe não fica com uma ideia para um potencial negócio.
Quero ser um feirante. Se é um artista da reutilização à procura de reconhecimento ou um agricultor biológico de mão cheia, ou possui qualquer outro dom relacionado com os resíduos e ambiente, pode requisitar uma banca nas nossas feiras e vender e promover os seus produtos. Tudo o que tem de fazer é contactar-nos, quer via site, quer, se é como nós e gosta de falar, via telefone.
Ficamos à sua espera, dia 3 de Junho nas nossas instalações.
Visite a nossa página dedicada ao Dia, local onde se pode também inscrever, aqui.
Gesamb – EIM
Estrada das Alcáçovas, Évora
www.gesamb.pt
geral@gesamb.pt
facebook.com/gesamb.eeim
tel: 266 748 123
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A AVENTURA SÓ COMEÇA QUANDO TENS UM AMIGO DE 4 PATAS.
DESTA FEITA SÓ ESTAMOS A FALAR DO MELHOR AMIGO DO HOMEM, MAS NO FUNDO DÁ PARA TODOS.
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Milou. Pluto. Milu. Slinky. Bolt. Max. Snoopy. Brian Griffin. Scooby Doo. Marley. Beethoven. Courage. Muttley. Odie. Santa´s Helper. Jake. São nomes de alguns dos melhores companheiros de aventuras que alguém pode ter. Claro que estes fazem parte do Mundo da fantasia, mas acredite, o mesmo aplica-se ao Mundo real. Nenhum aventureiro que se digne pode existir sem ter ao seu lado um cão. Nem mesmo você.
Mas, se lhe oferecerem um cão, diga imediatamente que não.
Um cão ou qualquer outro animal de estimação é muitas vezes "encarado" como uma prenda que se dá alguém. Às vezes é o namorado/a que quer "mostrar" o seu potencial enquanto adulto responsável ou simplesmente porque é "giro" oferecer um cão. Outras, é aquele parente que quer "ensinar" o conceito de "responsabilidade" aos miúdos e apresenta-se em casa com um "patife". Outras ainda, é aquele nosso vizinho ou amigo que "teve" uma ninhada lá em casa e quer despachar um "patusco" a alguém de confiança. Seja qual for a situação, aquilo que aparentemente se apresenta como um ato de generosidade e estima não passa de um erro de principiante. Um cão - ou qualquer outro animal de estimação - não é algo que se imponha a alguém. Assumir um animal de estimação tem de ser necessária e obrigatoriamente uma decisão pessoal, refletida e ponderada. Ninguém convida para viver lá em casa o jeitoso ou a jeitosa que conhecemos no outro dia, por muito jeitoso/a que este seja. O mesmo vale para os cães.
Não se iluda. Um cão dá mesmo, mesmo muito trabalho.
A internet transborda com pequenos filmes de cães a fazer todo o tipo de palhaçadas e é difícil ficar indiferente aquelas pequenas bolas de pelo com pouca coordenação motora e latido infantil. Mas - e isto pode ser uma espécie de surpresa para alguns - os canídeos crescem e perdem parte da piada. Passam a ocupar mais espaço, a necessitar de mais espaço e a ter vontades e necessidades próprias. É preciso escová-los, lavá-los, levá-los à rua, exercitá-los, entretê-los, alimentá-los, desparasitá-los, providenciar-lhes cuidados médicos e apanhar dejetos do chão. Tudo numa base regular e contínua. Dito de outra forma: é preciso tempo, dinheiro e vontade para despender as duas primeiras. Um cão é um companheiro que vai certamente preencher a sua vida, mas vai certamente mudá-la também. Isto é inegável e fatal como o destino. Por isso, apenas com total consciência desta mudança é que deverá avançar para a adoção destes peludos de quatro patas.
Antes de se mudarem para viver juntos, faça dois ou três encontros.
Tirando o custo, os trabalhos, a mudança de rotinas e todo um conjunto de exigências que é impossível prever, um cão é muito provavelmente o melhor amigo que poderá ter. Isto claro, desde que o trate como um amigo também. Ainda assim, e apesar dos cães terem tendência para devolver em duplicado o afeto que lhes oferecemos, há uns que nos entendem melhor do que os outros. Exatamente como no nosso grupo de amigos. Há sempre alguém com que nos entendemos melhor e de quem somos mais amigos. Por isso, antes de adotar o seu novo melhor amigo, faça mais do que uma visita ao canil ou à associação de onde pensa adotar. Fale com os tratadores e tente perceber qual a personalidade do animal que pretende trazer. Lembre-se que alguns destes animais foram vítimas de abusos, de maus tratos e negligência e por isso podem ter marcas na sua personalidade. Procure ainda encontrar o companheiro que melhor se compatibilize consigo e com o seu modo de vida. Perceba o tamanho, a idade, a exigência de espaço e a necessidade de atividade física. Numa relação a longo prazo tudo isso conta e se é casado/a sabe exatamente do que estamos a falar.
Já reparou, não já?
Até agora nunca utilizamos a palavra loja, comprar ou raça. Isto porque não o/a queremos motivar a comprar um cão, mas sim à adoção de um. Num mundo tão injusto como o nosso, alguém tem de equilibrar as coisas e se não somos nós, os "bons", a equilibrar isto, quem será? Além disso, os ditos rafeiros são fruto de um processo evolutivo natural e por isso estão bem mais adaptados ao meio que os denominados cães de raça.
Se quer começar a aventura e escolher um companheiro, fique a saber que tem perto de si várias associações e entidades que poderá visitar e escolher um amigo. Ha! Algumas delas aceitam também outro tipo de ajuda como a oferta de alimentos ou utensílios. Para lhe referirmos apenas algumas saiba que pode contar com o canil da Câmara Municipal de Évora, o Fiel, o Canil/Gatil de Montemor-o-Novo e com os nossos amigos da Resialentejo que possuem desde 2001 um canil, o Cagia, a uns meros 10km de Beja no Parque Ambiental do Montinho.
Ficam aqui os contactos:
Fiel - Canil/Gatil Municipal de Évora, Horta das Figueiras, tel. 266 777 182, canil@mail.evora.net, www.facebook.com/ProjetoFiel
Canil/Gatil Municipal de Montemor-o-Novo, telm. 934527291
CAGIA - Canil/Gatil Intermunicipal da Resialentejo, Herdade do Montinho, Beja, Tel: 284 311 220, geral@cagia.pt, www.facebook.com/canil.resialentejo
Por último, duas notas.
Primeira: A legislação é muito recente, mas certamente já deve ter "tropeçado" nela algures na internet. Os animais de domésticos deixaram de ser "coisas" para serem agora seres vivos com sensibilidade.
Segunda. Por falar em legislação e para evitar males maiores. Os cães devem passear de trela, independentemente do seu tamanho ou perigosidade. No caso de serem potencialmente perigosos e não estamos a falar de raças mas sim de tamanho, força e potencial de mordedura, devem usar açaime. É simples, é básico e é muito útil.
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SERÁ QUE JÁ FAZ PARTE DO CLUBE DOS “FORA DE PRAZO”?
MUITO PROVAVELMENTE NÃO, MAS DEVIA. MESMO!
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É tão garantido como o facto da Joana Vasconcelos apenas produzir peças para míopes. No nosso frigorífico, na nossa despensa, algures nos nossos armários, há comida prestes a passar a data de validade ou, a ficar irremediavelmente proscrita. Os primeiros a sofrer esta condição são naturalmente os frescos, as frutas e os laticínios, mas entre enlatados e embalados há muito alimento a ficar para trás com a tal data fatídica.
Como é óbvio, isto representa literalmente um desperdício de euros, uma vez que está a colocar no lixo, diretamente da despensa ou do frigorífico, artigos que pagou com o seu muito suado ordenado e claro, um certo sentimento de culpa por "deitar fora" algo que seria precioso para alguém menos afortunado.
Como é óbvio, temos uma solução original e muito divertida para isto. O problema é você.
Chama-se "Cook luck Food", em português "Comida Feita Por Sorte", e é uma solução especialmente divertida para resolver a questão do desperdício alimentar e... de longe a sua melhor hipótese dos últimos anos em ter uma vida social ativa. Ativa do género: conhecer e conviver com novas pessoas no mundo real. Hei! Algumas até do sexo oposto! A questão é que você é pouco dado/a a novas experiências e sempre que uma iniciativa possa potencialmente retirá-lo/a da sua comodidade, apressa-se a conseguir todo um conjunto de desculpas, algumas do mais esfarrapado que há. O mais caricato é que ninguém, nunca em algum tempo irá ouvir qualquer uma dessas desculpas. Esse "diálogo" é somente entre si e o seu eu interior. Portanto, até por uma questão de coerência, por mais "esfarrapadas" que elas possam ser, serão sempre aceites sem grande contestação. Ainda assim, vamos correr o risco de desperdiçar latim. Não há de ser pior que o desperdício alimentar que há de ter lá em casa.
A sério, isto funciona e é mesmo divertido.
Se nunca até hoje reparou, talvez agora repare. Aqui na SIMPLIFICA a nossa principal preocupação é mesmo a de o/a tirar de casa e atirá-lo/a aos Canis Lupus. Por isso, até mesmo uma solução para reduzir o desperdício alimentar da sua cozinha, acaba sempre num jantar com vários convivas.
O nome "Comida feita por sorte" não é por acaso. É que ninguém faz ideia do que vai comer até o prato ficar pronto. É uma espécie de "cuisine a la chance" que é como quem diz, cozinhar à sorte. O acaso começa desde logo nos ingredientes. A seleção destes não corresponde a nenhuma intenção ou receita. O intuito é tão-somente o de "mandar" para a panela os ingredientes que cada um dos convivas traga. Sendo que estes terão, claro, de ser os ingredientes que estejam a correr o risco de ficarem fora de prazo. A criatividade e o talento dos cozinheiros farão a outra parte. E é aqui que a "coisa" fica engraçada, já que o que se pretende é que toda a gente participe no processo. No fundo, é um desafio de criatividade e trabalho em equipa, que não só promove o convívio entre pessoas como aproveita alimentos cujo destino seria muito provavelmente o lixo.
A componente de criatividade e do acaso levou mesmo a que esta iniciativa fosse replicada por alguns Chef e restaurantes de prestígio na Austrália. Neste caso, os ingredientes vinham das cozinhas dos restaurantes associados e as equipas de Chef tentavam fazer o melhor que podiam com o que recebiam. No final, alguns sortudos provavam e diziam qual o melhor prato.
Mas OK, chega de latim e vamos a isto.
1) Defina um local. Como muito provavelmente não manda em casa dos outros, o local escolhido terá de ser a cozinha do desgraçado que tomar a iniciativa de fazer um "Comida feita por Sorte". Sinceramente, esperamos muito seja você.
2) O segundo passo será obviamente fazer uma lista de participantes. Repare que não dissemos convidados, mas sim participantes. É que isto é um trabalho de equipa e por isso, para além de cada um ter de trazer um ingrediente, terá de contribuir na idealização e confeção do prato. O mais natural é que convide os seus amigos. Mas, e se nos permite um conselho, peça pelo menos a algum deles que traga um outro amigo/a que você não conheça. Lembre-se que um dos objetivos é mesmo o de dar um novo fôlego à sua vida social.
3) Não se esqueça de explicar as regras, que como viu são simples. Cada um traz um ingrediente de sua casa que esteja a "dar as últimas" e um avental. Claro que se quiser elevar o patamar - e bem - peça para que tragam também vinho.
4) "Mas assim totalmente ao calhas, isto não vai acabar com um telefonema à pizzaria da esquina que faz delivery?". É um risco claro, mas não precisa de ser. Repare que quando não se sabe com que ingredientes é que se conta, o mais seguro é conseguir uma solução que seja capaz de conjugar as mais diversas tipologias de alimentos. O trabalho em equipa e a criatividade são por isso chave na resolução deste "problema". É por isso também que este projeto é um projeto de socialização. Os convidados não poderão simplesmente encostar-se a um canto de copo na mão, enquanto arranjam coragem para falar com a pessoa ao lado. Aqui forçosamente toda a gente tem de conversar, participar e ajudar. É por este motivo que esta iniciativa é um sucesso. De qualquer forma, deixamos aqui algumas ideias para que o resultado não seja um desastre. Pizza. Já reparou que pode adicionar o que bem entender, que no final é difícil fazer asneiras? Sopa. Mais um daqueles onde é difícil errar. Guisados. No fundo é uma sopa que se come de faca e garfo, mas você percebeu a ideia. Sobremesa. Como a moda na culinária agora dá pelo nome de "fusão" pode estar à vontade para misturar.
Para terminar, deixamos aqui algumas notas soltas. O restante fica ao seu cuidado e à sua capacidade de dizer sim a si mesmo. Vamos lá:
a) Porque não colar um cartaz no seu local de trabalho e arriscar ser o "homem" ou "mulher" da iniciativa? Garante sempre que terá a companhia de alguns seus amigos mais conhecidos, mas dê uma oportunidade a outros de integrar o seu grupo social.
b) Temos a certeza absoluta que alguns de vocês acham esta ideia idiota. Nós também. Mas são os idiotas que mexem e alteram este mundo, então, porque não fazer parte desse grupo? Para além disso, fique a saber que esta ideia não é assim tão idiota. As grandes empresas de consultadoria utilizam este técnica - de colocar um grupo de pessoas a confecionar um prato - como uma forma de melhorar as capacidades de trabalho em equipa e comunicação entre pares. Depois reflita no seguinte: como é que acha que os grandes chefes criam novos pratos? Jogando pelo seguro, ou arriscando no absurdo?
c) Se no final nada correr e o prato ficar para lá de intragável, tenha a certeza de duas coisas. A primeira é que ninguém acerta à primeira. A segunda é que ninguém convive fechado em casa.
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QUÃO BOM É VOCÊ A ESCOLHER PARCEIROS/AS PARA OS OUTROS?
ATÉ AS PLANTAS SÃO PICUINHAS COM QUEM ESCOLHEM COMO PARCEIRO.
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Não é para nos gabarmos, mas somos gente de palavra. Se na edição anterior lhe dissemos que apresentaríamos uma das magias da agricultura biológica, cumprimos. Aqui estamos nós para lhe desvendar um dos truques por detrás de uma horta de sucesso a que se dá o nome de consociação de culturas. Vamos a isso.
Consociar = unir em sociedade, associar, conciliar.
Talvez não fosse preciso recordar-lhe o significado da palavra, mas é sempre bom recorrer aos velhos dicionários que nos remetem para o verdadeiro significado das palavras, tantas vezes desvirtuadas pelo uso corrente, não concorda? Ora bem. Tal como com os seres humanos também as plantas se influenciam e interagem umas com as outras como se vivessem em sociedade, e fazem-no de forma muito diversa, tal como nós. Umas nem se podem ver, outras associam-se para uma vida inteira e algumas até se dão bem durante um tempo, mas depois lá tem cada uma de seguir o seu caminho. Enfim, não são assim tão diferentes de nós e na forma como vivemos em sociedade. Exceto talvez na particularidade de que elas, sozinhas, encontram mais facilmente o equilíbrio para um bom e duradouro convívio social do que nós, humanos.
Se as plantas falassem… Mas não, não falam.
E por isso o ser humano, agricultor, só se apercebeu destas influências e interações entre as plantas através da observação e das tentativas-erro levadas a cabo ao longo dos tempos. A certa altura, o agricultor apercebeu-se que qualquer coisa de positivo acontecia quando plantava, por exemplo, batatas intercaladas com feijões. Parecia que a primeira era menos atacada pela hoje denominada superpraga internacional, o escaravelho da batata. Por oposição, quando a cultivava junto com girassol, a batata parecia não crescer. Com o andar da carruagem foi então compreendendo que para quase todas as espécies existiam companhias que eram apreciadas e outras nem por isso, mas não pensem que o fez por um qualquer gesto de altruísmo para com estes seres vivos ou por prazer pessoal. Fê-lo porque se tornou óbvio o sucesso que obtinha na produção da sua pequena, ou mesmo grande, horta.
A esta simbiose tornou-se comum chamar consociação, a qual é tão mais útil quanto maior é o interesse em não utilizar produtos químicos para obter os mesmos resultados. Aliás, como queremos acreditar que sabe, na agricultura biológica é até proibido recorrer a pesticidas ou fertilizantes químicos por respeito ao ciclo biológico e o equilíbrio do ecossistema agrícola.
As consociações podem ser realizadas por vários motivos. Seja para prevenir o surgimento de doenças e pragas, para melhorar a qualidade e a disponibilidade de nutrientes no solo, para proteção relativamente ao clima ou para melhorar o sabor ou o crescimento das plantas, as combinações são imensas pelo que só tem de escolher a que mais se adequa à sua necessidade.
Para o/a ajudar partilhamos uma tabela que reúne as combinações favoráveis e desfavoráveis das culturas mais comuns. A partir daqui é consigo, mas uma coisa é certa, a informação para planear, com sucesso, os próximos cultivos na horta ou mesmo no canteiro, está do seu lado. Se mesmo assim achar que ainda não tem o que é preciso, aproveite e invista alguns minutos para percorrer o site do Re-Planta!. Estamos seguros que encontrará o que precisa.
A tabela pode ser consultada aqui:
https://replanta.files.wordpress.com/2017/04/consociacao_cultura.pdf
No site do Re-Planta! pode encontrar mais referências e informações sobre esta e outras técnicas de agricultura biológica e compostagem, por isso, que tal colocar o www.re-planta.pt nos seus favoritos?
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SE O SEU CORPO DE PRAIA AINDA ESTÁ PERDIDO ALGURES NO VERÃO PASSADO…
ESTE VIDEOCLIP PODERÁ DEPRIMI-LO/A UM POUCO, MAS ARRISQUE.
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Num espaço onde apelamos à moderação no consumo, pode parecer estranho trazermos até si um pequeno filme publicitário de uma cadeia de supermercados alemã, mas é exatamente isso que vamos fazer.
"iss wie der, der du sein willst" é a frase que "fecha" os dois minutos e meio de filme e que traduzido para a língua de Camões significa algo como: "Come como aquele que queres ser". Assim a "seco" não faz muito sentido, mas depois de ver o filme vai perceber melhor a razão da frase. De qualquer forma e apesar de ser indesmentivelmente inspirador, não é propriamente o filme em si, mas antes a música, o motivo pelo qual lhe recomendamos este pequeno videoclip.
E tudo o que eu posso fazer é tentar.
Sem querer entrar muito na moda das frases inspiradoras que todos nós por alguma razão nos sentimos impelidos a partilhar no Facebook, gostávamos de aferir de uma condição clínica que a maior parte de nós sofre: a inércia congénita. Uma maleita que nos impede, apesar de sermos donos da nossa própria vida, de fazermos ou até mesmo de vivermos realmente como e da forma que desejamos. Este campo de forças é tão poderoso que a maior parte de nós não consegue simplesmente tentar o mais singelo esforço na direção da sua vontade. E assim, acomodámo-nos à rotina. Justificamos a inércia com o momento, com as condições, com o contexto. Aprendemos a auto desculparmo-nos e com o tempo, a acreditar nessas mesmas desculpas. Somos como canários fechados numa gaiola de porta aberta, que suspiram por sentir o vento das asas. OK, estamos notoriamente a ultrapassar o limite de pieguice e por isso temos de parar, mas julgo que percebeu a ideia. Pelo menos tente. Arrisque. Faça. Experimente. Conviva. Peça. Pergunte. Vá. E já que estamos em território das frases inspiradoras fica aqui uma. "Em Abril, águas mil."
E agora sem mais demoras, aqui fica o nosso momento musical:
https://www.youtube.com/watch?v=To9COZq3KSo
Para os que têm a mania do Karaoke fica também a letra:
Why does life sometimes feel so wrong
like running in circles and you don’t belong?
I always knew that this day would come
It’s time to break free, meet me on the run.
But what am I really running from?
And I look up to the open sky, hopes in my heart, dreams in my eye.
Will I ever make it right this time?
And all I can do, And all I can do, And all I can do is try
It’s time to break free, meet me on the run.
And all I can do, And all I can do, And all I can do is try.
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