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EDITORIAL

PINHEIROS NO NATAL, AMÊNDOAS NA PÁSCOA E INCÊNDIOS NO VERÃO.

EM PEDROGÃO GRANDE A “TRADIÇÃO” DE VERÃO CHEGOU AO SOM DE UM TRISTE FADO.

Antes de quaisquer considerações sobre o que aconteceu em Pedrogão Grande queremos expressar aqui a nossa humilde solidariedade e sentido pesar por aqueles que perderam os seus familiares, amigos e vizinhos. Para quem como alguns de nós aqui no Alentejo vive em pequenas comunidades será um pouco mais “fácil” perceber a dor que acompanha os dias que se seguem, quando se tenta "encaixar" que a comunidade onde vivíamos simplesmente desapareceu. Inacreditável. 

Como é óbvio, aqui não vamos falar de procedimentos, culpas ou de detalhes deste conto de terror. 
"Somos a primeira geração a sentir os efeitos das alterações climáticas e a última a poder fazer a diferença", recordava um conhecido nosso as palavras de Barack Obama enquanto ouvia as explicações do revisor do comboio onde seguia, e que tentava explicar a um grupo de passageiros desesperados com o calor que se fazia sentir, que o ar condicionado da carruagem não "dava mais" pois estava preparado para temperaturas na ordem dos 35° e que lá fora a temperatura ultrapassava os 45.

Nos dias que se seguiram ao incêndio que ceifou a vida de 64 pessoas, muitos especialistas e comentadores, questionavam o sistema de comunicações, o procedimento das forças de segurança, a resposta dos bombeiros, o sempre falado, mas nunca executado plano de ordenamento florestal, a necessidade de limpeza das matas, etc. Mas talvez no meio desta procura de respostas se tenha perdido o mais evidente: o clima está a mudar e ninguém parece estar preparado para isso. Em Pedrogão Grande, mais do que um incêndio, houve uma tragédia, mas ao que parece, e segundo os relatos de alguns dos bombeiros ao serviço, houve também um acontecimento único, onde vento, temperatura e chamas criaram um ser que se movia demasiado rápido para ser extinto.

Vacas que "dão" leite achocolatado e aviões que não levantam voo. 
Do lado de lá do oceano os eventos climatéricos extremos e não só, marcaram igualmente presença na semana que passou. Em primeiro lugar, um estudo permitiu aferir que uma percentagem significativa de adultos americanos acredita que o leite achocolatado é produzido pelas vacas de cor castanha. Não relacionado ou talvez sim, outra notícia dava conta das temperaturas altíssimas que se registaram no sul dos EUA, mais concretamente em Phoenix, no Arizona, onde os 50º que se fizeram sentir derreteram literalmente caixas postais, cercas de casas e mobiliário urbano. O calor sentido foi de tal forma intenso que reduziu a densidade do ar ao ponto de tornar inseguro o transporte aéreo, obrigando a American Airlines a cancelar meia centena de voos.

Talvez sejamos nós, mas isto não pode ser normal. 
Será que ainda ninguém reparou que não há semana onde não tenhamos notícias de tempestades, tremores de terra, deslocações de terra, inundações, ondas de calor, ondas de frio, etc.? Já repararam que todos os anos passaram a ser “o ano mais quente desde que há registo”? Somos só nós, ou isto não era assim? Às vezes, no meio de tanta informação, tantos comentários e discussões acabamos por desligar. Encolhemos os ombros e aceitamos como normal algo que não é de todo normal. Os fenómenos climatéricos extremos estão a tornar-se na nova Síria ou no último atentado. Passamos do "Je suis" para o "já não há paciência para acompanhar". Apesar dos constantes diretos e do clima de mais ou menos medo, estes acontecimentos ainda permitem que as nossas vidas vão seguindo sem grandes conturbações. Ou pelo menos sem grandes inconvenientes visíveis, porque o culto do ódio perante o desinteresse geral acaba sempre por ter consequências para todos. Por comparação, as alterações climáticas são um tudo ou nada mais democráticas, e não escolhem raça, credo ou origem para se fazerem sentir. Fritar ovos no chão, utilizar o interior do carro como forno para fazer biscoitos ou comprar calçado para evitar que os cães queimem as patas não é, nem pode ser normal.

"Somos a primeira geração a sentir os efeitos das alterações climáticas e a última a poder fazer a diferença".
As alterações climáticas e as suas nefastas consequências já deixaram de ser um conceito abstrato para serem uma realidade incontornável. Fazer algo para as combater deixou de ser um ato de civismo, mas sim um ato de sobrevivência. O momento é agora e a decisão é nossa. Assim, para além de outros tantos artigos que temos partilhado consigo, e que direta ou indiretamente estiveram relacionados com esta temática, nesta SIMPLIFICA em concreto vamos procurar reunir um conjunto de ideias, sugestões e projetos que podem fazer algo de concreto para ajudar na mudança necessária.

CONSUMO

O GRANEL ESTÁ DE VOLTA!

TODAS AS CIDADES PRECISAM DE UMA LOJA ZERO RESÍDUOS E VOCÊ PODE ABRIR UMA.

No dia em que a “Prada”, uma reputada marca de roupa lança no mercado um clip de papel, em tudo igual aos clips de papel comuns com a exceção de ter uma pequena inscrição onde se pode ler: "Prada" e claro, um preço de 170€ a unidade, gostaríamos de lhe recordar as antigas mercearias de aldeia, onde se bebia vinho a quartilho e se comprava milho ao grama.

Muito provavelmente não é desse tempo, mas está prestes a ser.
O movimento não é novo, mas está a ganhar uma nova expressão na Europa. Chamam-se "Zero Waste Stores" e são uma espécie de mercearias de aldeia transformadas em espaços esteticamente apelativos em que a grande preocupação é a de comercializar produtos locais com o mínimo de embalagem. Um pouco à semelhança daquilo que acontecia nas nossas aldeias nos tempos dos nossos avôs. Naqueles tempos, os produtos eram embalados à mão. Os embrulhos eram sóbrios, mas meticulosamente feitos. As dobras eram perfeitas, os vincos simétricos e os remates minuciosos. O papel, feito de trapos, palha e papel velho, tinha uma cor cinza e aspereza característica. Era posteriormente cintado com a arte de quem tinha um especial orgulho no resultado final. Os produtos que não podiam ser embrulhados eram colocados dentro de uns pacotes tubulares, feitos do mesmo papel cinza, mas decorados com umas riscas rosadas que davam àquele material grosseiro um toque muito especial. Nestes pacotes, eram colocados o arroz, os tremoços, o açúcar, o milho e o feijão. Tudo era pesado na hora e todos levavam para casa exatamente a quantidade que desejavam. O sabão era vendido à barra e os pedaços embrulhados na hora, quando o eram. Para os líquidos havia os medidores. Um conjunto de canecas, feitas de metal que tinham na borda, martelado a baixo-relevo, a quantidade exata em centilitros. Da maior para a mais pequena cabiam todas umas dentro das outras tal como as afamadas bonecas russas. O vinho era vertido da pipa por uma pequena torneira de madeira e, um funil metálico garantia que o precioso líquido caía diretamente na garrafa. Tal como o vinho, o azeite, a gasosa e outros que tais, eram transportados para casa na mesma garrafa que o cliente trouxera loja dentro. Hoje, compramos embalagens de café, que trazem dentro de si outras embalagens, que por sua vez contêm embalagens de café individualizadas por dose. Não admira que as coisas não estejam a correm muito bem, pois não?

As lojas de resíduos zero. 
A moda das lojas "Zero Waste" não é assim mais do que uma bem-vinda recriação das antigas mercearias do passado onde, de forma consciente se evita a utilização de embalagens desnecessárias. Num ambiente urbano e esteticamente minimalista, os cereais, as farinhas e as leguminosas são vendidas ao peso. O mesmo acontece com os biscoitos, com as bolachas e claro com a fruta. Que é "feia" e "local". Aqui, o cliente é reeducado, tal como no passado, a trazer de casa as suas próprias embalagens. Como é óbvio, a loja também possui embalagens, que vende aos seus clientes mas para uso contínuo. De forma simples é, num conceito mais alargado, aquilo que atualmente acontece com os sacos plásticos nas grandes superfícies. Em vez de lhe darem dezenas de sacos plásticos sempre que vai às compras, o supermercado dá-lhe um saco maior, mais resistente e claro, reutilizável. Só que neste caso, o mesmo princípio aplica-se a tudo o restante.

Ao contrário do que acontece no comum dos supermercados, aqui nada está embalado e pronto a levar. Os produtos estão expostos em frascos, caixotes e dispensadores de onde o cliente retira, para as suas próprias embalagens, a quantidade que pretende. A maioria dos produtos são adquiridos localmente e o seu transporte é feito muitas vezes de bicicleta até à loja. Como veem esta malta não brinca. 

A maioria destes espaços não se dedica apenas à venda de produtos. Quase todos eles possuem um pequeno café, onde para além de ser possível petiscar por entre um ou outro copo de vinho, são muitas vezes promovidos workshops, debates e formações. Promover uma comunidade mais próxima, mais participativa e mais solidária entre si é outros dos princípios destes espaços, que fomentam a troca de ideias e a interajuda.

E que diz a criar a sua própria loja?
A promoção do empreendedorismo que ultimamente tem assolado a nossa sociedade é uma coisa boa, mas é apenas uma face da mesma. Arriscar numa iniciativa própria é antes de mais arriscar em algo. E como bem sabe, arriscar tem... riscos. Tendo isto em conta e se desejar promover este movimento na sua região tenha presente que independentemente da boa vontade e do mérito elogiável destas iniciativas, uma loja continua a ser uma loja. Portanto, questões como visibilidade, localização, política de preços, política de marketing, etc. continuam a aplicar-se. Se tiver consciência destes obstáculos e vontade para avançar, força. Faça por estabelecer uma boa rede de fornecedores locais e lembre-se que quanto mais gente "ajudar", mais gente o irá ajudar. O bem comum tem essa magnitude. Existem já várias lojas pela Europa fora, mas para se inspirar deixamos aqui este link de uma loja na Bélgica. A “Fulfi”: www.facebook.com/pg/zerowastezurich. Mas sem esquecer a bem portuguesa a Maria Granel: www.mariagranel.com

 

INOVAÇÃO

A ÚLTIMA TENDÊNCIA DA MODA: AS ROUPAS DE “CACA”.

PARA SERMOS EXATOS, SÃO MESMO ROUPAS FEITAS DE FEZES. E SE A MODA PEGA?!

Fezes que realmente importam.
Sinceramente, não sabemos se existe no mundo algum ser vivo que não produza regularmente a sua cota pessoal de dejetos. A existir tal ser, ele existirá apenas na cabeça de alguns “pré-teenagers” do sexo masculino que "cegos" pelas hormonas, acreditam que os seus pares do sexo oposto não utilizam as instalações sanitárias. Já o comum dos mortais andará algures no intervalo de 3 vezes por dia a 3 vezes por semana. Por regra, cada um tem o seu ritual, o seu horário e a sua frequência. Apenas quando a mesma é interrompida é que poderá ser sinal de que algo vai mal e por isso convém estar atento. Já agora, fique também atento à cor, textura e odor dos seus resíduos. É que não sendo algo aprazível de ver, eles têm muito a dizer sobre o seu estado de saúde.

Quando o tema é dejetos, há um mamífero que se destaca dos demais pela sua extrema competência: as vacas.
Nos dias que correm, os dejetos produzidos por estes ruminantes de grande porte são mais do que uma mera piada de gosto duvidoso. Para além do impacto da sua flatulência no clima - parece ridículo, mas a flatulência bovina é um dos fatores relevantes para as alterações climáticas -, a quantidade de dejetos produzidos por estes campeões é um problema de dimensões hercúleas. Claro que os bichos em si não têm grande culpa. São grandes, gostam de comer e claro, produzem resíduos à sua dimensão. Justo. O que acontece é que como nós humanos somos muito pouco criativos na hora de sentar à mesa, e invariavelmente andamos sempre à volta do mesmo, são necessárias muitas, mas mesmo muitas vacas. E já sabe, se uma vaca defeca muito, muitas vacas inundam literalmente o mundo de... bem, você sabe.

Se o tom jocoso lhe dá a entender que o assunto não é sério, recordamos algo que trouxemos na nossa SIMPLIFICA de maio: "As Mimosas são tão fortes nisto, mas tão fortes na arte de oferecer "presentes", que a cada segundo - e isto contando apenas com as “cows” que pastam nos EUA - são produzidos 52.616kg de dejetos. Estamos a falar de tantos, mas tantos "presentes", que num único ano estas máquinas de estrume conseguiriam cobrir literalmente de... você sabe, as cidades de San Francisco, Nova York, Tóquio, Paris, Nova Deli, Berlim, Hong Kong, Londres, Rio de Janeiro, Delaware, Bali e ainda toda a Costa Rica e a Dinamarca. Ufaaa, que máquinas!" 

O que fazer a tanta... (você sabe)?
Começando pelo mais simples, a primeira decisão racional a tomar para evitarmos morrer num mundo de... você sabe, seria a de diminuirmos o nosso apetite por esta proteína. E antes que comece a dizer "Hei, mas eu não como assim tantos hambúrgueres", deixe-nos recordar algo óbvio mas que por algum motivo parece passar ao lado de toda a gente. Entre leite, pastéis, iogurtes, gelados, natas, queijos e manteiga, não deve haver um único dia da sua vida em que não avie algo, direta ou indiretamente, relacionado com estes ruminantes de ar pachorrento. A questão é que não é fácil mudar algo que está de tal forma entranhado nos nossos hábitos alimentares que até parece normal. Mas não é. Quer por questões de saúde, quer por questões de sustentabilidade, devíamos todos apostar numa alimentação mais diversificada.

Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha.
Felizmente para todos nós, há quem dedique o seu precioso tempo a estudar a fundo aquilo que ninguém quer ver, quanto mais tocar. Chama-se Jalilia Essaïdi e esta senhora conseguiu algo verdadeiramente incrível: transformar dejetos bovinos em matéria-prima. Yeap!

Como se isto não bastasse, o processo de produção deste o bioplástico, biopapel e biotecido, conseguido a partir dos excrementos das nossas Mimosas e desenvolvido por esta holandesa, é completamente limpo. Isto é, não são produzidos quaisquer subprodutos no fabrico do mesmo. Por outros palavras, estamos a falar de matéria-prima 100% produzida a partir de... você sabe. É a definição perfeita de economia circular. Brilhante.

E agora as roupas.
Com este bio material é possível produzir papel, plástico e tecido. As suas utilizações são inúmeras, mas a sua criadora decidiu apostar no mundo da moda e criou a “MESTIC”. Um projeto que, no fundo, recolhe estrume das vacarias holandesas e transforma-o em peças de roupa. Ao que parece, as peças são bastante atrativas e até ao momento ninguém reclamou de qualquer odor. Como sempre, se quiser saber mais sobre este projeto, clique neste link (http://jalilaessaidi.com/cowmanure/) e veja por si mesmo.

Antes de terminar queríamos deixar-lhe uma nota: se os seus conhecimentos químicos estão ao nível dos conhecimentos financeiros da malta que geriu o BPN, talvez o seu contributo para esta luta contra as alterações climáticas tenha de passar por algo mais simples. Algo como, definir um dia da semana onde lá em casa ninguém come nem carne, nem peixe. Há gente que faz isso todos os dias, o quão difícil pode ser faze-lo uma vez por semana? Vá, deixe-se de frescuras e aguente-se à carga. Alguém tem de fazer algo e notoriamente entre nós e vocês não haverá muito mais gente para isso!

 

PREVENIR

TOME POSIÇÃO E COMPRE UMA GARRAFA.

DE UMA VEZ POR TODAS, TOME UMA ATITUDE.

É fácil descortinar uma “besta” por entre a multidão. A força dos decibéis e a desproporcionalidade da sua reação perante uma qualquer insignificância denunciam no imediato a presença deste tipo de… mamíferos. Diríamos que o seu habitat natural é por norma o das grandes superfícies. Junto às caixas ou na zona da restauração, estes ignóbeis esparramam as debilidades do seu caráter à medida que aproveitam a única oportunidade que possuem de exercer poder sobre outros -neste caso sobre o desafortunado a quem calhou na sorte atender este espécime- para escrutinar meticulosamente o serviço que recebem. “Eu disse morna, eu disse quente, não vê que é a minha vez, estou aqui há mais de 10 minutos, isto é uma vergonha, o/a senhor/a é um/a incompetente, etc.”.

Infelizmente, o que estes têm a mais nós temos a menos e por norma, raramente abrimos a nossa boca seja para criticar, seja para elogiar. Entre dentes fazemos um desabafo com quem nos acompanha, às vezes ameaçamos mesmo que vamos fazer algo, mas a regra dita que nunca iremos fazer nada. À primeira porque dá trabalho e depois porque sempre que possível evitamos o confronto. Só assim se justifica que nos dias de hoje, variadíssimos estabelecimentos como cadeias de supermercados ou franchising de lojas de marca continuem a servir bebidas em copos de plástico, a servir sandes ou doces em pratos de plástico e para cúmulo, a fornecer "pauzinhos" de plástico para mexer o café, o qual vem também num copinho de plástico. É de loucos e ninguém se indigna, ninguém reclama, ninguém sugere. Alguns de nós ainda se insurgem pelo menos uma vez. Ouvem o "… pois, compreendemos, mas é mais higiénico e o tempo não dá para tudo", encolhem os ombros e aceitam a fatalidade. Mas é necessário insistir. Temos de aprender com as "bestas". A escolha destes espaços até pode passar por continuar a não ter loiça para lavar, mas não é aceitável que continuem a utilizar plástico descartável. Existem hoje alternativas ecológicas. Algumas totalmente produzidas a partir de folhas. Aceitar o desastre é que não!

Claro que também vamos malhar em si! 
Nos idos anos oitenta, a música era pop, as roupas coloridas e os refrigerantes eram de vidro. Até mesmo as "litronas" de 2 litros utilizavam esse material. As caricas ou cápsulas de enroscar eram feitas de metal e no caso de algumas bebidas eram de uso contínuo, pelo que podiam ser utilizadas para outros propósitos. Eram claro pesadíssimas, pouco maneáveis e partiam perante descuido. Mas eram sem dúvida alguma melhores que as garrafas de hoje em dia.

A partir dos anos 90, a indústria dos refrigerantes substituiu o vidro por um material mais versátil, mais leve, mas essencialmente mais barato em termos de custo de produção e logística, mas incrivelmente mais caro em termos de vida do planeta, o plástico. Claro que nos anos 90 ninguém se preocupava muito com o custo ambiental dos produtos. Nem tão pouco com o facto de o plástico demorar pouco mais do que 450 anos a se decompor no meio natural. A decisão era sustentada única e exclusivamente nos custos e portanto, se era mais barato era melhor.

Aquilo que começou na indústria dos refrigerantes rapidamente se alastrou para as restantes bebidas. A ponto de hoje ser mais comum encontrar água engarrafada em embalagem de plástico do que de vidro. O tempo foi passando, a tecnologia conseguiu encaixotar um computador, uma máquina de filmar e uma máquina de fotografar num espaço pouco maior de que um sabonete, mas as garrafas de plástico continuam idênticas ao que eram quando o "U Can't Touch This" do MC Hammer era a música do momento. Que tempos!

Claro que estaremos a ser um pouco simplistas a olhar para a história do plástico de embalagem e para com algumas das vantagens na utilização do mesmo. Mas hoje, em pleno século XXI, são produzidas por segundo, 24 horas por dia, 7 dias por semana nada mais nada menos que 16.000 garrafas de plástico para nossa comodidade, as quais na sua maioria, se não na totalidade, serão usadas apenas uma vez. E é disso que falamos.

Por entre o conforto, prevê-se que em 2025 o número de detritos de plástico presentes no mar ultrapasse o número de peixes. Posto isto, chegamos agora ao momento de lhe perguntar: porque não comprar uma garrafa de água reutilizável, que até pode ser de plástico -ainda que seja preferível que não fosse- para seu uso diário, em vez de comprar diariamente uma garrafa que terá nas suas mãos uma vida útil de algumas horas. Será por comodidade?

 

LAZER

TOME NOTA, AS FESTAS ESTÃO AI! - N.º 2.

CELEBRE A VIDA NUM ALENTEJO VERANEANTE E CHEIO DE VIDA.

Quando leu a SIMPLIFICA de junho percebeu que por estas bandas se gosta de receber bem, festejar e proporcionar aos habitantes e visitantes momentos de convívio e contacto com os nossos costumes e tradições. Mas se pensava que depois de junho o calor apertaria ao ponto de entorpecer qualquer gesto ou fulgor, desengane-se.

A acompanhar o sol bom e as boas férias de muitos, as festas populares, romarias, mostras artísticas ou económicas, continuam por julho fora e, como não podia deixar de ser a SIMPLIFICA não se esqueceu de si e tomou notas!

De férias ou não, o verão é tempo para viver mais vagarosamente e de conviver, por isso aqui fica a agenda dos principais eventos nos concelhos servidos pela Gesamb.
 
7 a 16 de julho, o Festival Terras de Endovélico em Alandroal.
Saber mais: http://www.cm-alandroal.pt/pt/acontece/eventos/Paginas/endovelico-2017.aspx 

10 a 13 de julho, Feira de S. Boaventura em Arraiolos.
Saber mais: http://www.cm-arraiolos.pt/pt/site-acontece/Agenda/Paginas/Feira-S--Boaventura---Mostra-de-tividades-Económicas.aspx 

07 a 10 de julho, as Festas em Honra de S. Tiago de Rio de Moinhos, em Borba.

8 de julho, o Mercado do Lado, em Estremoz.
Saber mais: http://www.cm-estremoz.pt/evento/mercado-do-lago 

8 de julho a 27 de agosto, o Festival de Artes Públicas – Artes à Rua, em Évora
Saber mais: http://www.cm-evora.pt/pt/site-viver/culturaepatrimonio/cultura/Paginas/Artes-a-Rua-2017.aspx 

14 a 15 e 21 a 22 de julho, o Festival “Música no Rio - Os Outros Sons do Fluviário”, em Mora.
Saber mais: http://www.cm-mora.pt/pt/site-acontece/eventos/Paginas/Festival-Musica-no-Rio-os-Outros-Sons-do-Fluviario-2017.aspx

29 de julho a 6 de agosto, o evento bienal Ruas Floridas, em Redondo
Saber mais: https://www.facebook.com/ruasfloridas.redondo

22, 28 e 29 de julho, as Festas do Cante das Terras do grande Lago, em Reguengos de Monsaraz 
Saber mais: http://www.cm-reguengos-monsaraz.pt/pt/site-acontece/Paginas/festa-do-cante-das-terras-do-grande-lago-2017.aspx

22 de julho, o Festival Música ao Lago, em Vendas Novas.
Saber mais: http://www.omalestu.pt

1, 8, 28, 29 e 30 de julho, as Noites de Verão e Feira de Artesanato, em Vila Viçosa.


   

 



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A Gesamb publica o seu primeiro relatório de sustentabilidade.

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A recente aprovação de duas candidaturas ao PO SEUR permitirá melhorar e intensificar a gestão dos biorresíduos na região.

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Oferta de material informático ajuda jovens do Centro Juvenil de Montemor-o-Novo, através da Associação Oficinas do Convento, a participar nas atividades letivas em tempos de COVID.

NOTÍCIAS / Resultados Operacionais - Balanço 2019 Gesamb

2020-05-01
Em 2019 produziu-se menos resíduos (-0,14%) e aumentou-se a recolha seletiva (14%), do que em 2018.

NOTÍCIAS / Risco de Saúde Pública - COVID-19

2020-03-18
Para uma operação de recolha de resíduos eficaz todos temos o dever de cooperar e para isso a Gesamb recorda e informa alguns procedimentos obrigatório.

NOTÍCIAS / Plano de Contingência Gesamb - COVID 19

2020-03-17
Resumo das medidas de contingência implementadas na Gesamb, a partir de 16/3/2020.

NOTÍCIAS / Grandes produtores de resíduos orgânicos de Évora têm agora uma linha de recolha dedicada

2020-03-15
Os resíduos orgânicos de cantinas, universidades, restaurantes, hospitais e outras instituições de maior dimensão são agora encaminhados para a GESAMB através de um serviço dedicado. 

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