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O MELHOR DA VIDA É GRÁTIS E NÃO ESTAMOS A FALAR DE ABRAÇOS.
A VIDA, A COMIDA, A INTERNET E AS CHAMADAS… NESTA SIMPLIFICA TUDO É GRÁTIS!
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O Reino Unido acaba de sair da UE. Os mercados reagiram com pânico e a Bolsa de Lisboa não se aguentou nas pernas. O “Le Monde” diz que o União Europeia se prepara para nos "castigar" com uma multa séria por causa do défice excessivo. Por cá e depois do BPN, BES e BANIF, é agora a CGD quem parece inclinada para fazer derrapar ainda mais esse tal de défice. Andamos preocupados. Dez ações do BCP não dão para tomar um café na D. Ermelinda da praça. O crude desce, a gasolina sobe. O gás do lado de cá é mais caro que o do lado de lá ainda que ambas as botijas sustentem a mesma insígnia. O desemprego acompanha o ritmo e a tristeza impõe-se. No entanto a comida é grátis. É?!?! Sim, é! Sem truques, sem graças, sem "mas".
Aconteça o que acontecer amanhã nos mercados, nos juros da dívida, no défice ou na cotação do euro, o sol vai aparecer à hora marcada. As plantas vão continuar a fazer a fotossíntese e os frutos, legumes e demais hortícolas vão continuar a crescer. Como sempre o fizeram, alheios ao comportamento dos mercados, ao défice excessivo e às nossas preocupações. Precisam meramente de água, composto e às vezes nem isso. Foi partindo deste facto incontornável que um grupo de pessoas iniciou um projeto chamado "Food is Free" (a comida é grátis) e do qual lhe vamos dar mais pormenores nesta edição da SIMPLIFICA. E se pensa que estamos a falar de um grupo de malta com rastas, calças à Aladino e “jambé”, desengane-se.
Sabe o que mais pode ser grátis para além da comida? A internet. Sim, a internet também pode custar “nicles” e mais uma vez sem "mas", sem truques, sem conhecimentos especiais ou cunhas. Neste caso não vamos falar de uma iniciativa solidária de um conjunto de cromos de óculos de massa e caneta no bolso da camisa, mas antes explicar-lhe a diferença entre dados móveis e Wi-Fi. Claro que muitos dos que estão a ler isto dirão "Ah, grande coisa..." mas nem todos trabalhamos na Google e alguns de nós têm vergonha de perguntar!
Sabe também o que é que é gratuito para além da comida e da internet? As chamadas do seu telemóvel e não apenas as chamadas nacionais. Também as chamadas internacionais, as mensagens e até as videochamadas podem ser à “borlix”, e não, não precisa de conhecer o pelintra lá da terra que vende boxes desbloqueadas. Também neste caso não é necessário nenhum conhecimento especial e também aqui haverá aqueles que dirão "Ah, grande coisa", mas lá está, nem todos andamos com o Bill Gates na escola e a timidez às vezes não ajuda.
Por último, vamos falar-lhe de um evento totalmente gratuito dedicado às famílias e que acontece todos os anos no fim da primavera. Estamos claro, a falar do “Dia Portas Abertas GESAMB” que este ano ocorreu no dia 4 de junho, na mesma data em que celebramos o nosso décimo terceiro aniversário. Desta vez presenteamos os nossos visitantes com um conjunto de atividades que incluíram teatro infantil, sessões de rapel, provas de btt, mercado biológico, ateliers variados, feira de talentos, caminhadas, etc. Se não teve oportunidade de aparecer, não se preocupe. Os nossos colaboradores já estão a trabalhar na próxima edição e quem sabe se não participa também reservando uma banca no nosso Bio Mercado. Ainda assim e como falta muito para o próximo "Dias Portas Abertas" acompanhe-nos no facebook e conheça todas as nossas iniciativas que são como sempre, gratuitas e divertidas. Para já não temos nenhum atelier marcado, mas pode sempre espreitar o "Re-Planta!" e tornar-se um orgulhoso proprietário de uma horta de biológica de varanda!
Ficam aqui os links:
www.replanta.pt | www.facebook.com/projeto.replanta | www.facebook.com/gesamb.eeim
Veja também o vídeo do Dia Portas Abertas Gesamb 2016
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NAVEGUE GRÁTIS COM A INTERNET DOS OUTROS!
SE SABE A DIFERENÇA ENTRE DADOS MÓVEIS E WI-FI, ESTÁ QUASE LÁ. SE NÃO SABE, NÓS ESTAMOS AQUI.
Antes de mais comecemos por pôr os pontos nos is. Se sabe quem é o Mark Zuckerberg sabe provavelmente mais do que nós. Se não faz a mínima ideia de quem é este camone, aproveite para ver nestas férias o filme: "A Rede Social", para o qual até lhe deixamos aqui o trailer. Mas voltando ao assunto. O que lhe pretendemos aqui ensinar é do mais básico que há.
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No entanto, e tal como o ovo de Colombo, tudo é básico quando já sabemos a resposta e ninguém é obrigado a saber tudo, a não ser os comentadores dos telejornais de domingo à noite. Não espere por isso grandes explicações, detalhes ou truques de utilizador experiente, ok?
O verão é por excelência tempo de esplanadas e as esplanadas são locais excelentes para colocar a leitura em dia. Por isso, navegar pela internet de imperial na mão debaixo de um guarda-sol é um excelente programa. Contudo a ideia de ter que juntar às contas das férias a fatura da internet móvel, pode ser um tanto confrangedor para não dizer limitativo. Ainda mais quando na maioria das vezes dificilmente conseguimos perceber quanto é que já gastámos e quanto vamos precisar gastar para ver "A Branca de Neve" do César Monteiro. É por isso que navegar com a internet alheia é muito, mas muito melhor!
Giga quê?
À semelhança do que acontece quando faz chamadas, quando navega na imensidão da internet também está a gastar dinheiro. Nas chamadas é-lhe cobrado o tempo que esta dura, já na internet é-lhe cobrada, por norma, a quantidade de informação que descarrega. E tudo é informação na internet. Não o tipo de informação/conhecimento que encontra no seu jornal, mas o tipo de "informação" que o seu computador, telemóvel ou tablet precisa para poder desenhar, colorir e reproduzir o que você vê, ouve e lê na internet. Basicamente são as instruções que o seu computador precisa de interpretar para reproduzir aquele website, aquele filme ou aquela música.
É um pouco abstrato mas confie em nós, é mais ou menos isto. Esta tal "informação" é medida em bytes, que é o equivalente ao grama para o arroz lá na mercearia. Como você não compra arroz ao grama mas sim ao quilo, a internet também não é vendida ao byte mas sim ao Gigabyte, que em linguagem corrente é simplesmente Giga e que está mais para a tonelada do que propriamente para o quilograma de arroz. Mas voltemos à esplanada.
Se está decidido a surfar pela net ao relento, precisa obviamente de um equipamento a preceito. A sua escolha poderá ser entre um tablet, um smartphone ou claro, um computador portátil. Para fazermos chegar a tal internet ao nosso equipamento existem duas hipóteses. A primeira, com V. Exa a pagar no final do mês, dá pelo nome de dados móveis. A segunda, conhecida por free Wi-Fi, é uma espécie de Sport TV que vamos ver ao café porque é mais barato! Como será óbvio, a primeira opção não tem qualquer tipo de interesse a não ser que seja acionista de alguma operadora, mas como vamos assumir que não é passemos imediatamente ao que interessa: o free Wi-Fi.
Tal com referimos anteriormente o free Wi-Fi funciona como a Sport TV nos cafés. No dia da bola dirigimo-nos até ao café mais próximo, assistimos ao jogo e evitamos pagar mais uma mensalidade no final do mês. O free Wi-Fi é mais ou menos a mesma coisa. Por uma questão de cortesia e facilidade para com os seus clientes, a maioria das esplanadas, cafés, hotéis, restaurantes, centros comerciais e até cidades disponibilizam internet gratuita, através de um sinal chamado Wi-Fi. Tudo o que necessita para usufruir desta benesse é de saber se existe sinal Wi-Fi no local onde se encontra; o nome desse sinal (o nome da rede é por norma o nome do café, bar, restaurante...); a senha de acesso no caso de ser uma rede fechada e, por último garantir que o seu equipamento tem o recetor de Wi-Fi ligado que é mais ou menos como "esticar" a antena do nosso antigo rádio a pilhas para captarmos melhor o relato do jogo. Sendo que neste caso a antena é virtual e a emissora é o sinal de Wi-Fi.
Vamos isto:
1) Ligar o sinal de Wi-Fi no seu equipamento (aka, subir a antena): vá até ao símbolo da rodinha dentada no conjunto de ícones que aparecem no seu tablet ou smartphone ( que corresponde à opção “Configurar” ou “Definições”). Dentro desse menu terá uma lista de opções. Selecione a opção “Wi-Fi” e escolha “Ativar”. A partir deste momento aparecerá no ecrã principal (no topo ou no rodapé) do seu equipamento um ícone feito de pequenas curvas e que se aparenta a uma fatia de piza.
2) Ver as redes disponíveis: ainda no menu anterior e depois de ativada a opção “Wi-Fi”, vai aparecer uma listagem com nomes de redes wi-fi disponíveis. O nosso próximo passo será obviamente escolher uma, e para isso vamos precisar de ajuda.
3) Peça ajuda e Fale com o empregado de mesa: pergunte qual é o nome da rede Wi-Fi e claro, qual é a palavra passe. Aproveite ainda e peça algo para beber. Fica sempre bem!
4) Selecione a rede e insira a palavra-passe: ainda no mesmo menu, clique na rede sugerida pelo simpático garçon e, quando pedido pelo aparelho insira a palavra-passe. Se tudo correu como expectável, alguns segundos depois o seu equipamento vai informá-lo que está ligado, e no seu ecrã inicial a tal fatia de piza estará iluminada com toda a potência. O que significa que está pronto para navegar!
Nota final: as redes públicas ou de acesso público são abertas aos seus participantes, o que significa que os mais entendidos poderão aceder ao seu equipamento, assim como visualizar o que você está a visualizar. Portanto, cuidado com o que vê!
Nota final 2: Desde que tenha o sinal Wi-Fi ligado no seu telemóvel, sempre que voltar ao mesmo sítio o seu equipamento ligar-se-á automaticamente à rede Wi-Fi, pelo que não precisa de repetir estes passos!
Se conhece alguém cuja timidez o impede de perguntar sobre o Wi-Fi, já sabe, envie-lhe o link deste artigo.
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IR ÀS COMPRAS PARA FALAR GRÁTIS AO TELEMÓVEL.
MAS NÃO TRAGA A CARTEIRA, NÃO VAMOS PRECISAR DE DINHEIRO.
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Para os habitués das apps e smartphones isto de ir às compras a uma loja virtual para depois poder fazer chamadas à borla, não é nenhuma novidade. Aliás, para eles a única novidade é o facto de isto poder ser ainda novidade para alguém! Mas entre prestações, impostos, férias escolares, reuniões de condomínio e mais outras tantas tarefas, nem todos temos o tempo ou a disponibilidade mental do Bill Gates ou de qualquer "puto" de 19 anos. A boa notícia é que tudo é muito mais simples do que a imensidão de palavrões em inglês deixa antever. Para os menos aventureiros a ideia de ter de lidar com algo novo pode ser um pouco angustiante, mas não desista já e arrisque. Afinal, fazer chamadas gratuitas pode dar um jeitão nas férias, principalmente se no estrangeiro. E se por acaso não conseguir "acompanhar" não tem nada a perder. Afinal só cá estamos nós os dois, certo?
Para começar a fazer chamadas "à pala" temos primeiro que perguntar o óbvio: "Você tem um smartphone? Claro que para alguns a primeira pergunta será antes "O que é um smartphone?" e tudo bem. Um smartphone (telefone inteligente) não é nada mais do que um telemóvel que em vez de diminuir de tamanho -como chegou a ser moda- cresceu e tornou-se num pequeno computador. Pequeno mas potente, com acesso à internet, câmara de filmar e fotografar, GPS, etc. Mas não se assuste. Não deixa de ser um telemóvel.
Já falta pouco!
Se tem em sua posse um smartphone está a um pequeno passo de poder fazer chamadas nacionais e internacionais à borliú! Aliás, está a um passo de fazer chamadas, videochamadas e até de enviar mensagens ao selecionador de Portugal com a sugestão do melhor onze para derrotar a Alemanha na final!
Naturalmente, como bom católico que é, estará neste momento a pensar como é que isto é possível, e se realmente é. Afinal quando a esmola é grande o santo desconfia. Mas asseguramos, é real e é legal. O segredo das chamadas gratuitas reside numa pequena aplicação (app no linguajar da malta cool) que vamos adquirir na tal loja virtual (é gratuita) e numa coisa que se chama free Wi-Fi. Uma sigla que significa internet sem fios e cujo ícone se assemelha a uma fatia de piza feita com 3 tracinhos e que certamente já viu afixada à porta de um qualquer café, bar de praia, centro comercial, etc. E que significa literalmente internet de borla! Se acabou de pensar "Hei...como é que eu ponho essa “coisa” do Wi-Fi no meu telemóvel?!" Só temos de lhe dizer "Caaaaalma" e siga até ao artigo anterior desta SIMPLIFICA onde tudo isso é explicado. Somos uns porreiraços, não somos?
OK, vamos a isto.
Recapitulando. Tem o seu smartphone à mão? OK! O sinal do Wi-Fi do seu equipamento está ligado? Sim? Então bora lá às compras! Agora que já temos todos os requisitos, tudo o que precisamos fazer é visitar a loja virtual de aplicações (as tais apps), que na realidade não passam de locais onde podemos descarregar um conjunto de programas para os nossos equipamentos, para os mais diversos fins. As três lojas mais conhecidas são também representativas do tipo de equipamento que está a utilizar. Se for do estilo "Eu sou mesmo um tipo alternativo" e estiver a utilizar um Iphone, ou qualquer outro equipamento da Macintosh, a sua loja deverá ser a App Store. Se for um dos 15 indivíduos que estiver a utilizar um Windows Mobile, a sua loja será a loja Windows. Por último e se for um mero mortal, está certamente a utilizar um equipamento com o sistema Android, e então a sua loja será a Google Play Store. Se neste momento pegou nas chaves do carro para ir à loja, descanse. A loja está no menu principal do seu telemóvel com um ícone e nome respetivo. Agora clique no ícone e vamos a isto:
1º Digite “Viber” na caixa de procura (aquela caixa com uma mini lupa).
2º Identifique o ícone que tem a forma de um balão de fala, roxo e com o desenho de um telefone lá dentro. Clique.
3º Escolha “Instalar” e aceite os termos de utilização (praticamente todas as apps exigem acessos a determinados dados no seu telemóvel para funcionar).
4º Aguarde que termine a instalação (um minuto) e clique em “Abrir” e depois “Continuar”.
5º Indique o nº do seu telemóvel (as chamadas são grátis mas a app tem que o/a identificar, certo?)
6º A app vai informá-lo que vai enviar uma sms para o seu nº, mas basta clicar “OK” e já está!
De modo que a restante comunidade do Viber saiba quem é, sugerimos que personalize a sua conta indicando pelo menos o seu nome e uma foto sua. Todos os seus contactos, que tenham conta no Viber, vão aparecer no separador Contactos (um dos três presentes no menu) com o ícone do Viber à frente. Se quiser falar, escrever, fazer uma videochamada para o seu “compincha” António Guerra ou amiga do coração Adelaide Sousa, só tem de clicar no nome da lista, escolher a opção chamada, mensagem, ou videochamada grátis e esperar que ele/ela atenda. Mas já sabe, para fazer tudo isto tem que ter acesso à internet!
Nota final: Apenas poderá fazer chamadas gratuitas entre pessoas que também tenha instalado o Viber, mas como vê qualquer pessoa pode faze-lo.
Nota 2: Quando estiver num local sem acesso à rede Wi-Fii, pode utilizar os seus "dados móveis" para fazer as chamadas através desta aplicação. Estará no entanto a gastar a "sua" internet.
Nota 3: Referimos o Viber mas podíamos ter referido um outro conjunto de aplicações similares. A Whatsapp é outra do género, tão ou mais utilizada. Existe também o Skype, igualmente conhecida, pelo que poderá instalar aquela que melhor se adequa às suas características ou grupo de amigos.
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TENHA A SUA PRÓPRIA HORTA
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HÁ CIDADES ONDE A COMIDA É GRÁTIS.
IMAGINE PERCORRER A RUA E ENCONTRAR ESTE AVISO: "LEVE O QUE QUISER. A COMIDA É GRÁTIS".
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Imagine o seguinte. Nas ruas da sua cidade, nos canteiros, em alguns recantos de jardins públicos e até mesmo nos jardins de alguns dos seus vizinhos, em vez da tradicional relva deparava-se com uma diversidade de cultivos de várias espécies de fruta, hortícolas e ervas aromáticas, com a curiosidade de todos eles ostentarem um aviso com o seguinte texto: "A comida é grátis. Tire o que desejar". Malucos, certo?
Pois bem, em 2012 em Austin nos EUA um grupo de pessoas acharam que a ideia não tinha nada de maluca e decidiram coloca-la em prática. Se por momentos lhe passou pela cabeça que estamos a falar de um refugo de malta de Woodstock, pense outra vez. A ideia foi tão bem acolhida que foi replicada mundo fora, sendo que neste momento 190 cidades em todo o planeta aderiram ao movimento "Food is Free".
Claro que quando refletimos sobre o assunto, sentados em frente ao nosso computador enquanto lemos as últimas sobre a seleção nacional, não conseguimos deixar de pensar: "Isso é tudo muito bonito mas não é para nós!". Mas sinceramente, não será? Afinal, porque é que havemos de comprar tomates que vieram de Marrocos na mercearia da vila, quando podíamos tão simplesmente colhê-los do canteiro do outro lado da rua? É que até do ponto de vista financeiro faz sentido. Isto já para não falar do ponto de vista social e ambiental.
A fotossíntese acontece. As abelhas polonizam, as minhocas lavram. As sementes germinam e as plantas só sabem crescer. No final e sem permissão os frutos nascem. Afinal, porque é que a comida não é grátis? A sério, o que é que falta?
Se neste momento pensou: "Bolas, realmente não falta nada", enganou-se mais uma vez. Falta terra, no sentido de espaço e água. Ou melhor, local de cultivo e necessidade de rega. Foi a estas duas questões que os, não tão maluquinhos, rapazes de Austin dedicaram algum tempo antes de avançar com o projeto que lhe falamos. A primeira, foi resolvida utilizando um esquema social altamente complexo e que passava por questionar os seus conhecidos e menos conhecidos assim: "Olha, que te parece esta ideia? Tens um espaço disponível?". E sem mais nem menos, conseguiram reunir alguns espaços junto de amigos, vizinhos, empresas e até do município local que cedeu alguns espaços públicos como passeios e canteiros. A questão da água foi resolvida usando realmente algo um bocadinho mais complexo e que dá pelo nome de "camas de cultivo elevado com reservatório de água". Esta “técnica de cultivo”, graças ao baixo consumo de água e à quase permanente disponibilidade de água no reservatório, exige uma baixa manutenção, pelo que o resto foi deixar que a natureza aconteça. Ah! E afixar o aviso:" Sirva-se, a comida é grátis."
Se quiser desafiar a lógica e imitar os rapazes de Austin, saiba que o site da iniciativa disponibiliza toda a informação necessária, até mesmo a técnica das camas de cultivo elevado com reservatório. Saiba também que a lógica deste projeto consiste na cooperação e na utilização dos recursos locais. A ideia é que gaste apenas o seu tempo e nada mais. Por isso, se tiver de pedir ferramentas emprestadas peça. Lembre-se que este projeto tem como premissa oferecer algo pelo que será mais fácil que as pessoas o/a ouçam. Temos a certeza de que se iniciar uma iniciativa como esta vai ter muito sucesso e fazer boas amizades. No entanto, vamos deixar-lhe alguns conselhos:
- Informe, partilhe as suas ideias e o seu objetivo com vizinhos e amigos. Debata com eles as vantagens, as possibilidades e a sua inspiração. Use e abuse das redes sociais. Associe a sua página à página mundial @foodisfree
- Escolha o local por onde vai começar. Pode ser o jardim de sua casa, a sua varanda, um espaço de um amigo. Convém é que seja um local por onde as pessoas passem e possam ver a iniciativa.
- Identifique os recursos que vai precisar e procure-os na sua comunidade. Desde paletes, aparas de jardim, ferramentas… Identifique, procure e aborde as empresas, pessoas, vizinhos!
- Cultive. Tudo começa com o primeiro espaço cultivado. Tente não o fazer sozinho mas se tiver que ser não se preocupe, vai angariar adeptos ao longo do percurso. Convide os seus vizinhos, o dono do café ou o funcionário da farmácia para preparar a horta consigo ou ver os primeiros rebentos. Faça-os saber que a sua colheita será gratuita, para quem quiser.
- Partilhe. Entretanto faça uso das redes sociais partilhando a evolução da horta. Afixe cartazes no local para informar da sua iniciativa e quando estará pronta a colheita, convidando quem passa para estar presente e levar comida de graça.
- Persista, motive, partilhe. No final da colheita temos a certeza que já não vai estar sozinho/a!
Página oficial Food is Free: http://foodisfreeproject.org
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ECOTURISMO | LAZER | MOBILIDADE
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BORBA, A VILA BRANCA QUE É CIDADE.
PERCA-SE EM ANTIQUÁRIOS, VISITE MARTE E NO FINAL PEÇA UM BRANCO.
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No meio de tanta festa, romaria, procissão, tasquinhas e festivais é natural que lhe apeteça fazer uma pausa de toda a animação e a nossa sugestão é Borba. "Mas Borba porquê?", perguntarão alguns dos nossos 11 leitores. E nós esclarecemos. Borba só porque nos apetece e porque um jornaleco chamado Daily Telegraph, referiu-se à gastronomia do Alentejo como “A food lover`s Paradise” (um paraíso para um amante de comida) e por acaso há em Borba um restaurante que foi certificado pela Entidade Regional do Turismo do Alentejo exatamente pela mestria na arte culinária Alentejana. Borba ainda, porque houve um outro órgão de comunicação social desconhecido, o USA TODAY, que teve o desplante de colocar a região de vinhos do Alentejo como uma das 10 melhores do Mundo para visitar e que mais uma vez só por acaso, Borba tem uma adega familiarmente conhecida que se chama... espera... ahh já cá está: Borba! Lá está, ninguém conhece.
OK, mas vamos a isto. Borba é para os duros. O calor não é meigo. O vinho é à séria e a pedra pálida marca a região. A vila Branca que agora é cidade tem muita da sua atividade económica centrada na extração do mármore, também conhecido como ouro branco, tal é o seu peso na economia local. Com algum grau de certeza, se conseguíssemos ouvir os seus pensamentos estaríamos provavelmente a escutar algo do género "Sim senhora, o mármore é um material nobre, muito bom e tal, mas não justifica uma ida a Borba". Pois é, mas se quiser visitar outro planeta sem sair deste, tem de visitar uma pedreira de mármore. É literalmente entrar noutro mundo. A dimensão da maquinaria, dos cubos gigantes talhados da pedra que tão depressa formam fossos gigantes de mil degraus como paredes de barragens num rio de pedra, transforma esta visita numa espécie de aventura do género Lilliput - o país dos gigantes. Mas passada em Marte. A Rota do mármore é uma iniciativa de turismo industrial levada a cabo por uma empresa Alentejana que possui várias rotas em vários concelhos do Alentejo e claro, um deles é Borba. As idas acontecem ao sábado e começam pela manhã cedo ou ao final da tarde por causa do calor. Segundo a empresa responsável a visita mais curta dura 3h e com guia, seguro e equipamento, custa 20€ por pessoa. Os mais novos só podem participar a partir dos 10/14 anos por motivos óbvios. Se esta "dose aventura” sai da sua área de conforto pode sempre visitar o Parque Temático do Mármore no centro da cidade: um jardim municipal relaxado e relaxante onde um conjunto de micro-modelações reproduz o processo de extração e produção do mármore. Com a vantagem de ter a Fonte das Bicas mesmo ao lado, outro dos ex-libris da cidade.
Se as viagens interplanetárias não são o seu forte, pode sempre ficar pelo vinho! A Adega de Borba é claro uma das nossas sugestões e aqui poderá obviamente fazer uma visita com prova. Segundo o site da Adega de Borba, por 3€ poderá fazer uma prova de azeite e de dois tipos de vinho, mas é necessário marcar antecipadamente.
Se preferir simplesmente percorrer livremente a cidade sem compromissos ou marcações antecipadas, pode sempre mergulhar no mundo das antiguidades que é um dos encantos da cidade de Borba. Na rua de São Bartolomeu poderá encontrar um conjunto de antiquários e lojas de artesanato com inúmeros tesouros escondidos. Entre e perca-se, quem sabe se não encontra algo que procura há muito tempo.
No final do dia, e se quiser experimentar outro tipo de gastronomia, tire partido da localização de Borba e faça uma visita a nuetros hermanos enquanto estes fazem parte da União Europeia (com o rumo das coisas nada é certo. Certo?) e aproveite para tapear, meter gasolina e comprar gás :). Como é óbvio, Borba tem muito mais para visitar do que aquilo que aqui referimos. Deixámos por isso aqui alguns contactos úteis!
Boas férias!
Guia de Restaurantes Certificados do Alentejo
Visite Borba
Rota do Mármore
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