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PREVENÇÃO

NÃO SEJA “AQUELA” PESSOA. MESMO!

E SE CONHECE ALGUÉM QUE PODE SER "AQUELA" PESSOA, ENVIE-LHE ESTE TEXTO. É DURO, MAS O AMOR ÀS VEZES TAMBÉM O É.

Nos dias que correm já não há filtros suficientes para colocar na foto de perfil do Facebook, tal é a quantidade de atentados que têm ocorrido. Primeiro foi o "Je suis Charlie", depois foram as cores da bandeira gay para mais tarde serem substituídas pelas cores da bandeira francesa. O mundo anda numa azáfama de terror e já nem a comunidade virtual parece motivada para acompanhar o luto. No último mês, só na Europa (e não é na Europa que aconteceram os maiores atentados) por entre festivais, centros comerciais, aeroportos, igrejas, comboios e zonas turísticas tivemos mais de 5 atentados! Não lhe apetece dizer: Já não há paciência? Confesse-o aqui entre nós. Já não há paciência para terroristas e confessemos também que já não paciência para aquele tipo de pessoas que vivem tão distraídas consigo próprias que não percebem que o "mundo está a arder" e que é preciso fazer algo, ou pelo menos não fazer nada que o estrague mais. Este artigo é para essas pessoas, ou para si se conhecer alguma delas e por isso lhe pedimos que lhes reenvie este texto. 

Antes de começarmos, um aviso: o texto não é meigo. Nem podia ser. 

A sério, ainda há alguém que faça isto?!?!
Parece impossível, mas ainda há. Ainda há gente com coragem para, após uma tarde com a família ou uma noite com os amigos, deixar o areal como se de um aterro sanitário se tratasse. Não vamos perder sequer o nosso tempo a explicar as razões e os motivos para a nossa indignação. É tão simplesmente uma questão de civismo, do mais puro e simples civismo. Deixar lixo no areal é tão fora de moda, mas tão fora de moda que não há salvação possível. A sério?! Quão longe pode estar o contentor para que alguém prefira deixar o seu lixo espalhado pela praia em vez de o colocar no devido local? E quando dizemos no devido local por favor... não nos estamos a referir aquele contentor que está a abarrotar e onde não cabe mais nada. Você é melhor do que isso! O que é que custa levar consigo o lixo que você trouxe e procurar um contentor mais vazio? Nada, mesmo nada. Mas ainda assim há quem deixe garrafas partidas no areal. Pedaços de vidro prontos a cortar os pés daqueles ingénuos que pensam que tal é impossível acontecer. Ingénuos tal como as crianças.

Como é que é possível?!?!
Não adianta. Pode arder tudo e mais alguma coisa. Podem arder as matas, as zonas protegidas, os parques florestais, as aldeias circundantes, os carros dos bombeiros, pode arder tudo que mesmo assim há quem cometa os mesmos erros. Ao longo dos meses de verão a expressão "está a lavrar" entra de novo no vocabulário dos portugueses e ali se mantém até todo o país estar pintado a preto e cinzento. É impossível passar ao lado da época dos incêndios mas ainda assim há quem pense que fazer uma fogueira por entre mata seca no pico do verão é boa ideia. O quão difícil é perceber que qualquer tipo de chama, seja de uma fogueira, seja de um fogareiro, seja uma beata mal apagada, sem os devidos cuidados vai arder. Vai arder de forma rápida, intempestiva e galopante até se transformar num incêndio guloso. No meio da mata o calor até se faz ouvir. Os secos que forram o chão não pedem água, pedem fogo. É um paiol carregado de pólvora. Todos nós sabemos isto. Todos nós sabemos que devemos ser extra cautelosos e tomar todas as previdências necessárias como limpar a área, circundar a mesma com pedras, ser vigilante, garantir que antes de abandonarmos o local tudo fica devidamente apagado mas... há sempre quem se julgue maior e desafie a sorte. Seja por irracionalidade, seja por falta de consciência. Se quer desafiar a lógica, por favor faça-o no casino. Sempre é melhor que desafiar a sorte atirando fogo-de-artifício para cima do matagal.  

E agora o impossível.

Por algum motivo que não conseguimos descortinar, a não ser o mais puro egoísmo, há pessoas que decidem despachar o seu animal de estimação no período de férias. Despachar é claramente um eufemismo neste caso. Aquilo que as pessoas fazem é mesmo abandonar o canito à sua sorte, esperando que o destino resolva este inconveniente de quatro patas que tanto pode ser um cão como um gato. Não há desculpas. Não há paciência e não há adjetivos suficientes para classificar este tipo de atos. Abandonar um animal de estimação à sua sorte é como lavar as mãos de um problema pessoal. É entregar à sorte, ao fado e ao destino uma responsabilidade que é nossa. Algo que nós assumimos por opção, de forma livre e consciente. Parece impossível que 15 dias ou um mês sejam motivo suficiente para despejar um animal de estimação (lá está, de estimação). Será que não há um amigo, um familiar, um vizinho ou conhecido capaz de segurar a fera durante esse período? Será que não há um hotel, uma associação, um canil que possa dar guarida ao pobre infeliz durante esse tempo? Infelizmente há. E dizemos infelizmente porque a existência deste tipo de soluções só vem sublinhar uma coisa: há pessoas que tomam o caminho mais fácil. Não por um imponderável incontornável, mas por um comodismo assustador. Por norma são aqueles que passam a vida a dizer "neste país nada funciona!" enquanto batem no peito. Pudera. 

E já que estamos de chicote na mão.
A mão está lampeira e é até com algum gosto que estamos a deixar correr solta a maledicência. A vontade de continuar é muita, mas o bom senso pede que paremos. Ainda assim, vamos terminar com uma pancadas soltas mas secas. 
Não seja aquele tipo de pessoa que recicla em casa, mas quando vai de férias deixa de separar os resíduos. A sério, porquê? O sítio onde vive é assim tão melhor que o sítio onde passa férias e como tal não merece o mesmo tratamento? Vá, não facilite. Afinal para o ano está aqui outra vez.
Pela Santa! Não seja aquela pessoa que dá música aos outros. É verdade que há um DJ dentro de cada um de nós, mas acredite nem toda a gente gosta de kizomba. E há até quem não aprecie ouvir música em alguns sítios como na rua, na praia, na esplanada, etc. O silêncio também é descanso e é de todos.
Por último, não seja aquela pessoa que deixou a paciência em casa. Não foi apenas a sua família que decidiu ir até ao Algarve. Seja paciente. Seja simpático. Faça a diferença.
Boas férias.


LÁ FORA

DIGAM CONNOSCO:
AR - BI  - AND - BI

SE ESTÁ CURTO DE EUROS E QUER PASSAR FÉRIAS A BOM PREÇO LEIA ISTO. SE ESTÁ SÓ CURTO DE EUROS LEIA TAMBÉM.

Prelúdio: esta é mais uma daquelas dicas dedicada a todos aqueles e aquelas que acham que o Tinder é uma marca de roupa para homem. O resto da malta pode continuar à procura de Pokémons no quintal do vizinho.

Sabem aquele casal amigo que quase todos nós temos que conseguem sempre, mas sempre, ir de férias e gastar muito menos do que nós? Isto, mesmo tendo ido para o mesmo sítio, na mesma altura do ano, durante o mesmo número de dias. Conhece um casal assim? São detestáveis não são? Claro que não o são simplesmente por terem copiado descaradamente as nossas férias do ano anterior. São-no porque conseguem-nos fazer duvidar da nossa herança cultural, vulgo esperteza saloia, que nos é tão estimada enquanto "tugas". Nenhum “tuga” que se preze gosta de suspeitar que alguém, algures, conseguiu fazer um melhor negócio que nós. Numa palavra, ninguém gosta de ter sido "comido" ou mesmo de existir a remota possibilidade de o ter sido. Mas este casal de mamíferos consegue sempre fazer-nos duvidar de nós próprios. Eles regateiam com o rececionista do hotel, com o taxista, com o chef do restaurante... por amor de Deus, eles regateiam com o piloto do avião, mas nas suas próprias palavras conseguem sempre, mas sempre tudo mais barato. Raios os partam!                         

Claro que nunca, mas nunca estes amigos da "onça" nos vão revelar o segredo para conseguir tais poupanças. Primeiro, porque não existe segredo algum quando na base da poupança estão quatro dias de enlatados para compensar a ida ao chef Paula - o spot in deste verão - e depois, porque nunca houve a mínima intenção de partilhar nada. Apenas a vontade de nos esfregar na cara o quão avispados são em comparação a nós. 
Já nós, estamos aqui para revelar tudo e salvar as suas férias caso tenha feito como metade dos portugueses: marcar férias em janeiro, reservar estadia na primeira semana de agosto para correr a banhos na segunda-feira. "Très typique".

Vamos a isto.
O tal "Ar-bi-and-bi" que escrevemos no texto do título é tão-somente a forma escrita de como se lê o nome do site que vai mudar as suas férias: airbnb. Aliás fica já com o endereço eletrónico: www.airbnb.pt para ir lá espreitar. Mas o que é isto do airbnb e como é que vai salvar as suas férias?. Então é assim: o airbnb é um site que reúne num único local toda a oferta de estadias de uma determinada localidade, que tanto pode ser Évora como Calcutá, mas com uma particularidade: a oferta de estadias não inclui hotéis, pensões, motéis ou albergarias. "Mas então, onde é que eu vou ficar?!?!?" Dirá o nosso estimado leitor já sem paciência para o suspense desnecessário que aqui estamos a fazer (somos pagos à palavra, OK?) e nós respondemos: na casa, no apartamento ou no quarto de alguém que não conhece de lado nenhum! "O quê?!? Estive até agora a ler esta prosa sensaborona para à ultima da hora me dizer que vou ficar em casa de um qualquer, sabe-se lá em que condições?!". Afirmativo meu caro senhor(a)! Mas garantimos que nunca ficou tão bem por tão pouco. O airbnb é no fundo uma alternativa às estadias convencionais, onde pessoas comuns colocam a sua casa (sim, pode alugar uma casa inteira), apartamento ou um simples quarto da sua habitação à disposição dos visitantes da sua cidade. Para quem nunca experimentou a ideia pode parecer estranha, mas garantimos que não é. Em primeiro lugar porque o processo é totalmente transparente e depois, porque os senhores da Airbnb são muito criteriosos na seleção dos locais disponíveis. Para além disso, antes de alugar um espaço tem a possibilidade de ver fotos do mesmo, saber a sua tipologia, características, facilidades e talvez o mais importante para si, saber se vai usufruir da totalidade da casa sem ter que "levar" com o anfitrião ou se vai partilhar o local com mais hóspedes. "Ah, ok, mas eu agora acredito em tudo o que vejo na Internet, queres ver?" Dirão alguns dos que ainda resistem a ler estas penosas linhas e com a sua razão diremos nós. Mas é aqui que o tal site brilha como nunca. Todas as estadias são classificadas de uma a cinco estrelas pelos seus utilizadores e os mesmos adicionam ainda comentários públicos sobre as condições que encontraram, sobre a veracidade das afirmações feitas no site e até mesmo, sobre a simpatia do proprietário. Como vê não há muito que enganar.

Se ainda assim não está convencido pelo menos experimente uma visita ao site. Toda a informação está em português e o processo é mesmo muito simples. Basicamente tem de escrever o local para onde deseja ir, as datas de entrada e saída e por fim o número de pessoas. De seguida irá aparecer todo um conjunto de resultados que poderá analisar individualmente e ler os tais comentários. Se quiser, pode fazer procuras mais "estreitas" especificando o tipo de alojamento que procura, os valores, etc. No final e como em qualquer sítio pede a conta e paga. O pagamento será sempre efetuado no site e não diretamente ao proprietário. 

E agora a cereja em cima do bolo: vá de férias e ganhe dinheiro com isso!
Através do airbnb não só é possível "sacar" alojamento à última da hora a bom preço e em locais centrais, como pode ainda alugar a sua casa enquanto está de férias. Incrível não é? Imagine isto, vai de férias para o Algarve e durante o tempo em que está a trabalhar para o bronze a sua casa está a render uns euros para lhe pagar aquela cerveja extra que já não precisava mas que emborcou porque "É verão".

Da mesma forma que pode alugar a casa dos outros, os outros também podem alugar a sua. Evidentemente terá que ter alguns cuidados no sentido de avisar (normalmente com autocolantes) quais as gavetas que não devem ser abertas e deixar o ouro que a sua bisavó lhe deixou em casa de uma familiar de confiança. Tirando isso, arrisque. Os senhores da Airbnb possuem um seguro próprio para qualquer eventualidade e se tal acontecer pergunte-se o que terá feito na última reencarnação, é que é raro este tipo de coisas acontecer.

Mais uma vez poderá encontrar todos os pormenores no site que tal como já lhe dissemos está mesmo muito acessível e de fácil compreensão.

Antes de o deixarmos em paz, queremos fazer-lhe três pequenas notas.
1) O site resulta, pelo que é relativamente fácil alugar a sua habitação se assim o pretender, mas como será óbvio quanto mais central e mais turístico for o local da sua habitação mais fácil será.
2) Claro que assim que fizer os primeiros euros com o aluguer, o tio Mário Centeno vai querer dar-lhe uma palavrinha, por isso é importante ter tudo devidamente legal, o que não é difícil. Este tipo de aluguer de curta duração tornou-se num movimento de tal ordem incontornável que existe já uma categoria própria chamada "alojamento local". Passe pela câmara municipal e informe-se! 
3) Tudo isto é novo, mas nada disto é fado. Arrisque e divirta-se. Boas férias!

 

 

PREVENÇÃO

A SÉRIO, TEM MESMO DE FAZER ISTO.

ESTA DICA É DEDICADA A TODOS OS AMIGOS DE BACO, MAS OS ABSTÉMICOS TAMBÉM PODEM POUPAR ÁGUA.

                   

Esta é uma daquelas dicas em que temos mesmo orgulho em trazer até si. Não porque tenhamos qualquer tipo de intervenção na sua descoberta porque não temos, mas porque de certa forma estamos a partilhar consigo algo enorme. Algo que vai literalmente transformar água em vinho. Em vinho ou em consultas de tarot. Você escolhe. Nós gostamos de pensar que é em vinho porque vá...queremos o melhor para si.                      

Mas tal como lhe dizíamos, esta dica é realmente fantástica. Primeiro porque os resultados são imediatos (são mesmo) e segundo, porque exige tanto de si como o Euro 2016 exigiu do Eduardo para ser campeão europeu. Isto é, nada! Como terá certamente desconfiado, não vamos transformar literalmente água em vinho, mas vamos ajuda-lo a poupar muita água para que possa, com aquilo que poupou, comprar o vinho que quiser, o que é basicamente a mesma coisa.

Nota: falámos em vinho, mas não queremos de modo algum incitar o seu consumo excessivo nem tão pouco sugerir que os nossos três leitores chamam as "sopas de cavalo cansado" pequeno-almoço. As consultas de tarot são igualmente um destino válido para o dinheiro extra que vamos conseguir. Se não acredita que o destino está escrito nas estrelas, pode sempre comprar um bom livro ou levar o seu/sua mais que tudo a jantar fora. A escolha é sua.
                       

Se por acaso mal acabou de ler a expressão “poupar água” imaginou de seguida que o iríamos insultar com uma lista de dicas como "feche a torneira enquanto lava os dentes", fique a saber que nunca o insultaríamos dessa forma e que somos muito realistas quanto à capacidade do ser humano em seguir regras, ainda que estas possam fazer toda a diferença. Mas não, o que lhe trazemos aqui não implica disciplina, rigor, paciência ou qualquer outra característica dos povos do norte da Europa. Na realidade a dica que lhe vamos trazer é tão simples e simultaneamente tão eficaz que quase parece mentira. Falámos claro (hahahaha) dos reguladores de caudal, que nada mais são do que pequenas peças para instalar nas torneiras lá de casa e que como o próprio nome indica, regulam o caudal de água das mesmas.

E se depois de tudo isto ficou algo desapontado com a revelação que lhe fizemos, só vem provar aquilo que tínhamos dito: não corre em si um pingo de sangue germânico. É que ainda só dissemos o nome - redutor de caudal - e você já está com aquele ar pessimista do tipo "Sim, sim...é mesmo isto que vai fazer reduzir a conta da água lá de casa!". Mas de facto é! Os redutores de caudal apresentam várias vantagens. A primeira é que cortam em quase 50% o consumo de água. A segunda é que quando utilizar a torneira não vai notar qualquer tipo de diferença no caudal. Isto porque os redutores cortam na água mas acrescentam no ar e por isso a sensação que terá é a de que o caudal é mais ou menos o mesmo. A terceira grande vantagem está esparramada no verbo enroscar, que é tudo aquilo que terá que fazer para colocar um redutor de caudal na sua torneira. Não serão portanto necessárias quaisquer ferramentas, nem tão pouco oferecer umas “jolas” ao seu cunhado para vir lá a casa fazer a instalação. Se ainda assim tiver dificuldade, peça ao seu filho, vai ver que ele consegue. Por último e não menos importante, o custo. Um conjunto de três redutores para lavatório, bidé e chuveiro respetivamente, tem o preço aproximado de uma coluna no Euromilhões (4/6€), com a diferença de que neste caso vai mesmo ganhar alguma coisa. Os redutores de caudal têm tendência a ser universais, o que significa que "dão" para todas as marcas de torneiras, ainda que cada tipo de torneira receba um redutor específico. O redutor da torneira do bidé não dá para a torneira do lavatório e o do lavatório não dá para o chuveiro. Contudo e porque aqui toda a gente fala muito mas percebe pouco, o melhor será mesmo falar com o funcionário da loja. 

 


 

ECOTURISMO | LAZER

EM ESTREMOZ SEJA UM GUERREIRO MONGOL.

DURMA NUM YURT, CONSPIRE NUM CAFÉ E APAIXONE-SE POR UM BONECO.

Se viéssemos para aqui dizer-lhe aquilo que já sabe sobre Estremoz diria certamente "Ah, grande coisa, isso também eu sabia ó artista". Se por outro lado, ignorarmos propositadamente todas as facetas pelas quais a cidade é conhecida, vamos ter que ouvir: "Estes tipos...parece impossível, como é que não falaram disto e daquilo?". Portanto, e correndo o risco de um dia nos cruzarmos na rua, vamos ignorar o que dirá no fim deste artigo e arriscar numa “fusão” de conceitos, terminologia culinária na "berra" para os lados de Cascais, mas que no resto do país é conhecida por "salgalhada". 

Nesta nossa mui particular sugestão de visita a Estremoz, vamos conhecer o conceito de ecoturismo, dormir ao estilo da Mongólia, falar de ciência (não se preocupe, é uma sugestão para os mais novos) e claro, falar de castelos. Mas como sempre, tudo começa com um simples café.

Para visitar Estremoz o melhor dia é o sábado. Isto porque todos os sábados se realiza no centro da cidade o Mercado Tradicional de Estremoz. Um mercado muito peculiar que junta ao ar livre bancas de legumes, bancas com animais e... bancas com antiguidades, sendo inclusive uma das maiores mostras de antiguidades e velharias do país. Aqui, por entre muitos castelhanos - sempre à procura de uma raridade - poderá encontrar porcelanas, arte sacra, mobiliário, cobres, livros, discos, moedas, faianças, etc. O único problema é que a feira começa às 8h da matina (dura até às 13h, mas os bons negócios são mesmo de manhã cedo) e ninguém funciona a essa hora sem café. Portanto, o primeiro passo será tomarmos a nossa dose diária de cafeína antes de começarmos a caçada de tesouros. Para isso o melhor local será sem dúvida o café "Águias d`Ouro" que é mesmo ao lado do mercado. Não, não é a casa do Benfica apesar de muita discussão ter tido lugar aqui ao longo dos anos. É que este "menino" remonta a 1908 e fez desde sempre parte do quotidiano da cidade, abrigando tertúlias e discussões políticas. Se a experiência é posto então está assegurada a qualidade do café, mas se a cafeina não faz o seu dia, a visita continua a valer a pena. O edifício é particularmente belo e é inclusivamente património da cidade. A ver portanto.

OK, a partir de agora vamos assumidamente sair de trilho e ignorar todo um conjunto de coisas que fazem de Estremoz: Estremoz. Não vamos portanto falar do seu mundialmente afamado mármore. Nem tão pouco do muito património edificado que na maioria das vezes servia como único propósito impedir que os castelhanos passassem para este lado da fronteira e que inclui obviamente os castelos, portas e baluartes espalhadas pela cidade e o convento dos Congregados, porque às vezes a coragem não chega e é preciso um pouco de fé para combater a malta das tapas e cañas.                        

Vamos pôr de parte também toda a história que aqui aconteceu, ignorando propositadamente que foi aqui que se assinou o tratado que pôs fim à guerra entre absolutistas e liberais; que D. Afonso I, Duque de Bragança nasceu por cá e que a restauração da independência teve sotaque alentejano. Para ignorar são também os vários museus, com especial destaque para o Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho e o Museu Rural de Estremoz. Tudo isto é para ignorar. Não por vocês, porque não é fácil encontrar outra cidade com tantos castelos como esta, mas por nós. É que tal como dissemos vamos assumir o risco de referir outras qualidades da cidade. Queremos no entanto abrir uma exceção ou melhor, duas. A primeira é o lago da Gadanha, um local aprazível e de visita obrigatória, que consegue condensar toda uma cidade num único instante. Sim, é um local para fotografar e colocar no Instragram ou no “face”. A segunda exceção são os bonecos de Estremoz que são nada menos que imperdíveis. Se pensa levar algo de Estremoz que não seja de comer ou de beber (o azeite e o vinho são muuuuito bons) estes bonecos são sem dúvida uma das melhores hipóteses.

Vamos a isto.
Talvez não saiba o que é um Yurt mas em Estremoz pode dormir num. Aliás, pode escolher um de entre os vários que existem à sua disposição. Para quem não sabe, o Yurt é o alojamento típico de algumas regiões da Mongólia (sim, leu bem, é mesmo Mongólia) e que consiste numa tenda circular feita de madeira, algodão, feltro de iaque e cordas em crina de cavalo. Brutal, não é? 

Se neste momento se está a perguntar como é que este alojamento utilizado pelos pastores nómadas da Mongólia chegou a Estremoz é porque ainda não conhece o Munda, um projeto turístico que se instalou em Evoramonte e que dinamiza o chamado turismo ecológico. Este tipo de turismo não é um turismo de massas, ainda que toda a gente seja bem-vinda. A questão é que este projeto privilegia a preservação da natureza em detrimento da rentabilização máxima do espaço, que é a lógica do dito turismo de massas: quanto mais gente, mais lucro, melhor. Por isso, todos os pormenores foram pensados de forma a minimizar quaisquer impactos na mãe natureza. As sanitas das casas de banho por exemplo, não utilizam água para as descargas mas sim um processo bem mais ecológico denominado "compostagem seca" - sem entrar em grandes pormenores, deixe-nos assegurar-lhe que funciona e o Alentejo agradece. Os duches utilizam água aquecida pelo sol e este também é utilizado para produzir energia. 

Mesmo nas zonas comuns nenhum pormenor foi descuidado. A piscina é biológica o que significa que são utilizados métodos naturais para purificar a água e que no fundo, em vez dos típicos azulejos de piscina, vai encontrar fauna e flora própria do ecossistema de um lago. A sauna é também ecológica e o seu funcionamento é solar, mas mesmo assim garante o afamado "choque térmico" quando decidir nela entrar. 

Como já terá certamente percebido este é um espaço de relaxamento e de convívio profundo com a natureza em condições muito especiais. Se é do Alentejo muito provavelmente questionará a pertinência de uma estadia por cá. No entanto, se tiver oportunidade para passar um fim-de-semana com o seu/sua mais do que tudo vai ver que vale a pena. Segundo a informação do site o preço para duas pessoas, numa estadia mínima de três dias (há a possibilidade de serem menos noites mas há uma taxa a pagar) é de 70€/noite em época alta. A isto pode juntar pequeno-almoço e massagens. Enfim, espreite no site e saiba mais.

Agora para os mais novos.
Estremoz tem também um Centro Ciência Viva. Se é de cá certamente o conhece, mas a questão é se retira todos os benefícios desta instituição. Com as férias de verão a decorrer é natural que não saiba o que fazer à sua prole. Saiba então que o Centro Ciência Viva disponibiliza um conjunto de programas para os mais novos que asseguram que durante umas horas não terá que levar com as histórias dos Pokémons Go. Estes programas de nome Ciência Viva no Verão, acompanham o dito e incluem inclusivamente uma visita às instalações da GESAMB! Para quem não sabe, o local de onde escrevemos estas linhas. 

Para conferir tudo o que lhe dissemos, deixámos aqui os links devidos. Boas férias!

Munda: www.munda-ecoturismo.com 
Centro Ciência Viva: www.ccvestremoz.uevora.pt

 

 

CHILL OUT | ZEN

PIRANHAS, BICLAS E ASSOBIOS.

A ESSÊNCIA DO VERÃO CONDENSADA EM 1 MIN 30 SEG DE ASSOBIOS.

Estávamos em 1982. Lá fora as coisas andavam tensas e havia uma certa inclinação para a pancadaria. Israel decidia invadir o Líbano e a Inglaterra, num último assomo imperialista, decide entrar em guerra com a.... Argentina. Em causa um "rochedo" de nome Malvinas, um local paradisíaco se é um pinguim e quer “morenar”, que se situa no extremo sul da Argentina com vistas para a Antártida. Portanto, algo porque vale a pena lutar. Em 82 ao contrário de hoje, tínhamos duas Alemanhas, divididas por um muro de vergonha feito com tijolos dos resquícios de uma guerra mundial, a segunda. Tínhamos também uma URSS, uma espécie de condomínio político que integrava várias nações como a Ucrânia e a Rússia e ainda, países que não mais existem como a Checoslováquia e a Jugoslávia. Ou seja, o Mundo andava baralhado e a poeira ainda não estava para assentar. Por cá, as coisas também não andavam melhores. Em 82 recebíamos sua santidade João Paulo II em Fátima, e o momento ficou marcado por um atentado à sua vida. O dono da SIC era primeiro ministro, ainda que não acabasse o ano no cargo e o Goucha, era um cozinheiro de bigode firme e felpudo. Vila Faia era o nome de telenovela, da primeira a ser produzida em Portugal, e era exibida na RTP porque não havia cá SIC ou TVI. Ah pois, e também não havia internet! 

No meio de todos estes conflitos e instabilidades políticas, as boas notícias vinham do lado de lá da fronteira e davam pelo nome de "Verano azul". Verão azul para os portugueses e uma melodia de assobio para aqueles que assistiram na altura a esta série espanhola. Se faz parte do grupo que conhece a melodia de cor mesmo depois de todos estes anos, o nosso trabalho está facilitado. As palavras "verão", "férias grandes" e "bicicleta" são do tamanho do poeta. E portanto, só lhe queremos fazer recordar as manchas de amoras empastadas nas t-shirts brancas, os joelhos esfolados das partidas de futebol e trazer de volta uma banda sonora para as suas idas à praia. Aqui vai: 

https://www.youtube.com/watch?v=wN_ZAUJlHCI
http://www.veraoazul.com/

Para todos os outros que nunca conheceram o Piraña, a Bea, o Tito, a Desi, o Pacho, o Javi, o Quique, a Julia e o Chanquete ficam a saber que esta série televisiva foi um marco de uma geração que literalmente parava as suas férias de verão, para assistir às férias de verão de um grupo de adolescentes espanhóis que iam a banhos na localidade de Nerja em Múrcia. A série lidava de forma única para a altura com as questões ligadas à adolescência e claro, por entre estas relatava as aventuras e desventuras do grupo. A série era excelente e se calhar ainda é, mas não é por isso que lhe falamos dela. Numa altura em que o Mundo decidiu partir à caça de Pokémons, fazendo com que a maioria de nós ande de nariz enfiado no ecrã do telemóvel à procura de animais virtuais em espaços reais, o "Verão Azul" é uma ode à simplicidade, ou melhor, aos prazeres simples como o de andar de bicicleta com o nosso grupo de amigos. Não queremos de modo algum criticar os exploradores do Pokémon Go. Aliás, qualquer coisa que troque o verbo sentar pelo andar é bem-vinda. Nem queremos tão pouco juntar a nossa voz aos milhares que de repente têm opinião sobre aquilo que os outros fazem e gostam, como se isso os incomodasse de alguma forma. O que queremos realmente é que experimente, se é que isso é possível, o verão do "Verão Azul". Um verão de cheiro intenso, pleno de sabor, onde um passeio de bicicleta não era um exercício, não era um desporto radical, nem tão pouco uma competição. Era um prazer. Sem mais, sem menos. 

Talvez para si seja um pouco tarde, ou talvez não. Para os mais novos ainda não é de certeza. Por isso, que tal disfrutar em conjunto uma bicicletada, um passeio à noite a pé, um gelado ao fim do dia? Tudo sem GPS, sem Wi-Fi, sem dados móveis. 

Boas férias. 

   

 



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Nova recolha dedicada de resíduos domésticos perigosos.

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Reforço das recolhas dedicadas e adaptações dos ecocentros.

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Oferta de material informático ajuda jovens do Centro Juvenil de Montemor-o-Novo, através da Associação Oficinas do Convento, a participar nas atividades letivas em tempos de COVID.

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2020-05-01
Em 2019 produziu-se menos resíduos (-0,14%) e aumentou-se a recolha seletiva (14%), do que em 2018.

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NOTÍCIAS / Plano de Contingência Gesamb - COVID 19

2020-03-17
Resumo das medidas de contingência implementadas na Gesamb, a partir de 16/3/2020.

NOTÍCIAS / Grandes produtores de resíduos orgânicos de Évora têm agora uma linha de recolha dedicada

2020-03-15
Os resíduos orgânicos de cantinas, universidades, restaurantes, hospitais e outras instituições de maior dimensão são agora encaminhados para a GESAMB através de um serviço dedicado. 

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