Topo da página
Área Reservada
Search

NEWSLETTER | GESAMB

Simplifica
CHILL OUT | ZEN

ÚLTIMA HORA: AS FÉRIAS ACABARAM.

MAS O SEU CÉREBRO AINDA NÃO PERCEBEU ISSO.

"Que tal foram essas férias?", "Onde é que foste?", "Foi fixe? E que tal?". Regressar ao trabalho pós férias é um pouco como o primeiro dia de aulas. Revemos os nossos amiguinhos, contamos as nossas férias, matamos saudades deste e daquele colega e entretanto a campainha toca e traz de volta a realidade. Naquele exato momento em que ocupámos o nosso posto de trabalho e ficámos de frente para a rotina, ouvimos uma voz interior que suspira: "Eishhhh ainda agora cheguei e já quero ir embora outra vez".  

Temos por norma deixar o apontamento musical para o fim da nossa newsletter como uma forma de rematar este feito literário em beleza, mas não podemos ignorar as circunstâncias e por isso decidimos abrir a SIMPLIFICA de setembro da forma como costumamos fechar as outras: com música. Mas desengane-se se pensa que escolhemos um tema para o animar ou para reduzir essa pseudo-depressão pós férias. Isto não é a escola e você já é grandinho/a por isso, aguente-se à carga!

As coisas são o que são e ninguém aqui faz canja de galinha ou chá com tostas para o menino/a. Cada um vai receber esta sugestão musical de forma diferente e não há nada a fazer. Alguns vão ficar ainda mais deprimidos. Mesmo! Uma súbita vontade de desatar a correr e abandonar tudo vai bater forte e nesse momento vão pôr em causa tudo e dizer "A minha vida não faz sentido". Outros porém, vão ouvir a música e esboçar um sorriso, recordando as férias, as amizades e os bons momentos que passaram e seguem em frente, seguros e resolvidos porque o vil metal ainda manda e aqui ninguém vive, para já, de utopias. Quer arriscar? 

Cabe-lhe a si decidir. Ver ou não ver. Deixamos apenas uma última nota: Se for do sexo feminino vai certamente apreciar um pouco mais este videoclip que o resto da rapaziada!

A partir de agora a responsabilidade é sua. A música está aqui: 
www.youtube.com/watch?v=fPeExiJIqUc&list=PL796689CC024AA27C&index=7

Bom regresso!


SAÚDE | ECOTURISMO

CONHEÇA A NOVA PRIMAVERA: O OUTONO.

O VERÃO ESTÁ TÃO FORA DE MODA!

A fruta açucarada dá lugar à fruta com sabor. O conforto substitui o suor, a brisa o bafo. Onde havia pêssegos carnudos agora há sofisticadas romãs. As simplórias laranjas dão lugar aos dióspiros com coração e ameixas de pele amarga deixam espaço às quentes castanhas. O verão está a acabar, mas a diversão está a chegar.

Sejamos sinceros, o pós-férias associado ao fim do verão traz consigo aquela pequena depressão tão hipervalorizada que até dá dó. O verão é tão démodé, tão coleção do ano anterior, tão pouco trendy que até dá pena. No verão não há notícias. Não há desporto à séria, não há nada porque o calor tira tudo. As cidades estão mais vazias e os locais que antes estavam vazios estão agora a rebentar. As pessoas limitam-se a trabalhar numa espécie de engorda que implica refeições exageradas e prolongados tempos de imobilidade. Tudo é uma seca, até o tempo. Se querem uma estação divertida, agarrem esta ideia: o outono é a melhor de todas. 

A rentrée começa agora.

Antes de mais lembre-se disto: é no outono que a criançada abandona o perímetro e segue para onde é suposto estar: na escola. Local onde estão as pessoas com a formação (paciência) adequada para os educar (aturar) estes “mini nós”. Depois, é no outono que começa a época das caminhadas. E se nunca foi um entusiasta desta estação do ano foi porque nunca se dedicou seriamente a esta atividade. As caminhadas são de longe o desporto mais prazenteiro, mais contemplativo, mais acessível e mais saudável que alguma vez experimentou. Ah, e quase nos esquecíamos, são super, super divertidas.

Primeiro, porque no fundo não são um desporto (OK, quando se considera o xadrez um desporto tudo pode ser um desporto). Não há aqui qualquer tipo de competitividade, de meta ou de objetivo. O ritmo é o seu e as paragens são todas aquelas que quiser. Não há disciplina, não tem de ir concentrado, não tem de cumprir tempos. Não há promessas, votos de silêncio ou procura de redenção. Tudo o que tem de fazer é simplesmente caminhar e apreciar. Apreciar a natureza - alguns percursos são mesmo surpreendentes - o património e as pessoas. Acredite, é muito mais do que parece.

Existem percursos para todos e para qualquer tipo de pessoa. Existem longos, pequenos, lineares e circulares. Alguns de pendor mais humanizado, outros dentro de natureza mais profunda. Uns são mais acessíveis, outros mais exigentes e outros ainda que são autênticos desafios. A sensação de descoberta, essa está sempre presente. Em Portugal existem felizmente inúmeras opções, espalhadas um pouco por todo o lado, pelo que nunca terá de fazer grandes distâncias para meter os pés a caminho.

Para um percurso ser um “percurso” tem de ser homologado. Quem faz a homologação dos percursos em Portugal é a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal que no final de 2015 contava com 246 percursos homologados num total de 2.326,49km. Ufaaa.

Existem claro, percursos não homologados que podem ser tão bons ou melhores que os "oficiais", mas quando se pretende ter o mínimo de garantias quanto à sinalização, orientação e segurança o melhor é mesmo optar pelos homologados.

Comece a falar como um "pro" dos percursos.

"Fiz um linear de GR com um declive acentuado mas com muito PL" Não percebeu nada pois não? Claro! Ainda não é um "pro" e isto foi só para lhe mostrar quem é que manda aqui, OK?

Avançar destemido mato adentro de archote na mão, faca nos dentes e mochila às costas não é propriamente a mesma coisa que fazer um percurso pedestre. Aquilo que distingue os percursos pedestres das aventuras à tolinho no mato denso, é que no caso dos percursos o trilho está (ou supostamente deve estar) devidamente limpo e mais importante que tudo, devidamente sinalizado. Os percursos começam sempre com uma placa informativa onde se refere o número do percurso (num local podem existir vários percursos), a extensão (grande rota, pequena rota ou percurso local), a duração média, o nível de dificuldade, o declive, se é circular ou linear e algumas notas de segurança e cidadania. Sim, lá porque está fora de casa não é para rebentar tudo.

Ao longo do percurso irá encontrar placas indicando a direção que deve tomar ou pequenas marcas, pintadas em rochas e árvores que servem o mesmo propósito. As indicações são intuitivas e fáceis de perceber. O "X" não indica o tesouro mas indica que está no caminho errado. O "=" confirma que está no caminho certo e esquerda e direita são autoexplicativos.

OK, mas chega de conversa que aqui ninguém está na escola.

Agora a bola está nas suas mãos. Tudo o que tem a fazer é procurar um percurso perto de si, juntar um grupo de amigos, levar água e um bom farnel, e começar a aventura. Fazer uma caminhada sem máquina fotográfica é um pouco como ir a Roma e não ver o Bento. Os telemóveis são uma opção mas não são “a opção”. É que um dos prazeres das caminhadas é o safari fotográfico e, entre fauna, flora, património e pessoas, vai encontrar momentos únicos.

Por norma, os sites dos municípios disponibilizam sempre uma boa mão de percursos, mas para o ajudar deixamos aqui um site onde poderá encontrar a identificação de vários percursos. Com isto podíamos acabar o nosso artigo mas a consciência pede que lhe deixemos algumas notas finais com mariquices de regras de segurança e cidadania. É o que é. Bons passeios!

Lista dos percursos pedestres nacionais homologados: www.fcmportugal.com/files/PercursosPedestres/2015_RNPP_PPHomologados%2021-12-2015.pdf

Regras básicas:
Primeira regra e das mais básicas de todas: está no meio da natureza (mesmo que o seu percurso tenha aspetos de presença humana e arquitetónica), de propriedade privada ou pública por isso lembre-se que é você que se tem de adaptar ao percurso e não ao contrário.

 

Segundo a Federação, as regras de ética e conduta são:

1.     Seguir somente pelos trilhos sinalizados;

2.     Ter cuidado com o gado. Embora manso não gosta da aproximação de estranhos às suas crias;

3.     Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local;

4.     Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos;

5.     Não danificar a flora;

6.     Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha;

7.     Fechar cancelas e portelos;

8.     Respeitar a propriedade privada;

9.     Ter cuidado com o lume (talvez seja mesmo melhor não o fazer);

10.  Não colher amostras de plantas ou rochas;

11.  Ser afável com os habitantes locais, esclarecendo quanto à atividade em curso e às marcas do percurso.

 

POUPANÇA

AS SUAS FÉRIAS FORAM DE LONGE MAIS CARAS QUE AS DO CRISTIANO.

RECUPERE A SUA SAÚDE FINANCEIRA POUPANDO 1.378€ DE FORMA FÁCIL.

No que diz respeito a gastar dinheiro em férias, o craque da nossa seleção, e um dos jogadores mais bem pagos do mundo, é um verdadeiro menino ao seu lado. A torrar dinheiro você é sem dúvida um dos melhores do mundo. Isto, mesmo apesar de todos os cartões de pontos que atafulham a sua carteira, de todos os vales e talões que utiliza para descontar nas suas compras e de apenas "meter" combustível em dias específicos do mês por ser mais barato. Apesar de todas estas poupanças você é um gastador nato e se não acredita na realidade crua dos factos, leia por favor as próximas linhas.

Pode parecer ridículo, até algo disparatado, mas acredite. O Cristiano, com todas as suas mordomias de superstar fez umas férias bem mais regradas que as suas. Aliás, se compararmos lado a lado os seus gastos com os gastos do melhor jogador do mundo, os seus são desmesuradamente monstruosos. Recentemente, o homem que tem nome de praça, de aeroporto e direito a estátua anatomicamente correta celebrou os seus 30 aninhos. Para isso, fez como todos nós, uma festinha com os amigos, com direito a bolo e alguns acepipes. A diferença é que o nosso "menino de ouro" gastou em bicos de pato com fiambre uns míseros 400.000€. Trocos, certo? Certo!

A questão é que os 400.000€ que o nosso "Eusébio 2.0" torrou em apenas umas horas são apenas 0,74% do seu rendimento anual. Já quando você estoura 1.000€ em 15 dias na Quarteira, terá rebentado com 7,14% do seu vencimento anual. Isto, se o seu vencimento mensal for de 1.000€. Porque se está a receber ao final do mês aquilo a que alguém chamou de ordenado mínimo mas que nunca soube o que era viver com 505€, terá esfumado o dobro, cerca de 14%. Trocando por miúdos, isto significa que por entre poupanças, escolhas, limitações e auto controlo, o nosso amigo/a gastou 10 vezes mais (ou vinte) que o emigrante madeirense mais rico. Máquina!

Chorar sobre o leite derramado não adianta.

Por esta altura o seu subsídio já foi pela sombra (tal como as férias) e você, se na sua ausência o seu posto de trabalho não tiver sido extinto, estará de volta à dura lavoura. De volta estará também na sua cabeça aquele típico pensamento pós-férias tão próprio de nós, os people do sul da Europa: "Estiquei-me mesmo ao comprido, agora tenho mesmo de poupar". E portanto, um ímpeto de poupança irá assolar a sua cabeça durante três dias ou, até algum colega lhe dizer "E se fôssemos sair hoje?". Que diz aproveitarmos antes que passe? Podemos ajudá-lo a poupar 1.378€ até ao final do ano e depois, claro, pode voltar a torrar os euros nas prendas de Natal e na passagem de ano. Afinal, o mundo é redondo e a história repete-se.

Vamos a isto.

Chama-se a técnica das 52 semanas e é uma técnica de poupança simples mas curiosamente muito eficaz e que basicamente consiste em poupar semanalmente o número de euros correspondente à semana do ano. Confuso? A culpa é nossa, descanse. Vamos tentar outra vez. Todas as semanas deverá poupar uma quantia de euros. Essa quantia é ditada pela presente semana em que se encontra das 52 que correspondem a um ano. Na primeira semana do ano deverá poupar 1€, na segunda 2€, na terceira 3€ e por ai adiante até chegar à quinquagésima segunda semana onde terá de poupar 52€. No final terá juntado algo como 1.378€. Pode claro começar ao contrário e logo na primeira semana do ano bancar com 52€ e ir reduzindo por ai fora. Pode ainda também fazer o mesmo esquema mas apenas com cinquenta cêntimos e claro terá metade dos 1.378€, isto é: 689€.

Claro que se estamos a falar pós-férias de verão isto significa que estamos com um pé em setembro e não em janeiro. Mas como disse alguém um dia, o Natal é quando o Homem quiser e por isso para si esta pode muito bem ser a primeira semana do ano, o que significa que no próximo ano no fim das férias terá mais 1.378€ para estourar como bem quiser em livro escolares e materiais afins. Se não for do tipo "Natal é todos os dias" pode simplesmente ajustar o processo de duas formas: Assumindo que começa na semana em que acaba agosto, a semana n.º 35, comece por colocar um euro, para na próxima colocar dois e por ai adiante. No final terá 190€ e em janeiro começa de novo. Pode claro fazer ao contrário e começar de forma decrescente, com 52€ à cabeça e ir descendo até ao Natal e ai terá mais 783€ para rabanadas, mas parece-nos que custa muito.

Arrisque e comece com um 1€ ou 0,5€ na semana n.º 35. No Natal já sabe que terá de lado,190€ ou 80€ conforme for o caso. Como é evidente este método faz muito mais sentido ser discutido em janeiro, mas quem gastou mais que a conta nas férias não fomos nós. Nós só estamos aqui para ajudar!

Por fim lembre-se: poupar é fundamental. Pouco ou muito tente fazê-lo e sobretudo, ensine os mais novos a fazê-lo.

Boas energias!

 

CONSUMO

SAIBA PORQUE É QUE COMER PEIXE JÁ NÃO É FIXE.

É TUDO UMA QUESTÃO DE MATURIDADE SEXUAL. SIM, O SEXO ESTÁ EM TUDO.

De Vila Nova de Cerveira até Vila Real de Santo António não deve haver um único restaurante junto à costa que não tenha um quadro de louça negra mal pendurado onde riscada a giz se pode ler a promessa "temos peixe fresco!".

Por esse agosto fora, turistas, locais, camones e “avecs” reúnem-se em torno daquelas mesas plásticas, invariavelmente brancas, forradas a folha de papel e quase sempre mancas, onde aviam quilos e quilos do melhor peixe do mundo - dizem os especialistas. Os pratos empilhados, manchados num misto de gordura e carvão testemunham o que aconteceu e avisam para o que ainda vai acontecer. É que são duas da tarde mas o corrupio ainda está longe de acabar.

As férias pedem peixe e nós portugueses adoramos peixe (somos aliás dos maiores consumidores de peixe per capita do mundo). Ao almoço, umas sardinhas, um robalo ou uma dourada, sempre na brasa e só com sal como tempero que é assim que se come peixe. Se o bolso é pujante, o linguado, o peixe-galo ou o rodovalho entram a jogo. Já no final da tarde, após a praia, o corpo pede a merecida imperial fresca e como estamos de férias o bolso permite outras andanças (não, não é um bom local para estacionar o carro nós sabemos). Vem então para a mesa o bom do amendoim com bigodes, vulgo camarão, a bela petinga, acabadinha de fritar e mergulhado em molho verde ou polvilhado em colorau, o invertebrado de oito braços e muitas ventosas. Ao jantar e porque a temperatura já não é a mesma, um arroz de tamboril ou até mesmo um arroz de marisco, reconfortam o estômago e aligeiram o verde a estalar que acompanhou o repasto. Nota: neste momento esquecemos totalmente o tema do texto. Estamos a salivar e sendo sinceros, com um pouco de inveja das suas férias.

Antes de lhe arruinarmos um dos bons prazeres da vida, deixe-nos pedir-lhe desculpa antecipadamente.

Vamos bater forte já de início porque assim dói menos. Se gosta mesmo de peixe. Do nosso peixe, do tal que é o melhor peixe do mundo, por favor não o coma. Sim, dissemos mesmo não coma. Sim é triste. Sim é pedir muito mas por favor, se gosta mesmo vai ter de deixar de comer. Caso contrário, as hipóteses são de nunca mais na sua vida o poder saborear.

A questão é infelizmente muito simples. O peixe está a acabar. Sim, está a acabar e isto não é nenhuma teoria da conspiração, infelizmente. É tragicamente lógico, racional e indesmentível. A razão não podia ser mais simples: consumimos mais do que a natureza consegue repor e todos os anos consumimos mais do que no anterior. Os portugueses são especialmente vorazes no que a peixe e frutos do mar diz respeito, mas modo geral o consumo tem aumentado em todo o mundo.

Ao consumo irracional e desmesurado responde a indústria com práticas pouco sustentáveis. Alimentar o consumo a qualquer custo parece ser a única preocupação e assim dizimam-se cardumes como se não houvesse amanhã. A tudo isto, ainda temos que juntar a poluição, as alterações climáticas e os desequilíbrios nos ecossistemas provocados pela escassez ou sobrepopulação de alguma espécie.

 A aquicultura ainda não constitui a resposta necessária à urgência do momento. Primeiro porque não produz na quantidade suficiente e depois porque, ironia das ironias, alguns peixes, como por exemplo o Robalo, também comem peixe e a ração com que são alimentados é adivinhe… de peixe. Com a agravante de que para se fazer um quilo e meio de ração seca são necessários quase 5kg de peixe húmido. Irónico, não é?

OK, depois de arruinado o prazer do peixe ao sal no carvão o que é que se segue?

1) Tem mesmo de comer tanto peixe por semana? Aliás, tem mesmo de dividir todas as suas refeições semanais entre carne e peixe? Homem! (Mulher! - o BE assim o pede), você é omnívoro, não é carnívoro. Pode e deve comer refeições completas que não tenham como base carne ou peixe. Não, não queremos que se torne vegetariano e que no próximo verão vá até ao “Boom Festival”. Mas sinceramente, será que não pode tentar experimentar um dia por semana onde não come carne nem peixe? A sério?! Não seja quadrado/a e arrisque. É bem mais fácil do que aparenta e parece que não também é saudável.

2) Petinga!?!!? Quem é que come petinga?! Se as pobres das sardinhas ainda não tiveram oportunidade de fazer mais sardinhas como é que não hão de acabar? Como é óbvio isto não se aplica só à sardinha. Se as espécies não tiverem a oportunidade de atingir a maturidade sexual e reproduzirem-se como é que pode continuar a haver peixe? Não pode, certo?! E depois, aqui ninguém deseja a ninguém que morra virgem. Nem um peixe!

3) Como em tudo na vida há peixes com mais sorte do que outros. O que basicamente traduzido em linguagem de gente séria significa que há espécies mais ameaçadas do que outras. Os grandes predadores são os principais sacrificados. Nesse aspeto, o Atum e o Bacalhau são dos mais suscetíveis (este Natal vai ser peru, certo?) mas a lista não acaba aqui. A Raia, o Linguado, a Pescada, o Tamboril, o Peixe Espada Branco …. Existe uma lista de espécies em perigo de extinção fornecida pela Greenpeace Portugal que pode consultar clicando neste link: www.greenpeace.org/portugal/Global/portugal/report/2008/6/lista-vermelha-peixes.pdf
Ou ver aqui também: www.quepeixecomer.lpn.pt  

4) Prefira sempre peixe local ou criado localmente. Porquê? Bem, porque escusa de agravar a sua pegada ecológica ao consumir peixe que fez milhares de quilómetros até si, poluindo água e ar com a queima de combustíveis fósseis.

Mas se tudo isto lhe parecer demasiado dramático, pelo menos experimente o tal dia por semana em que imita os coelhos. Só vale verduras, fruta, cereais e sementes e se quiser arriscar, comece por substituir o peixe e carne por cogumelos. Vai, garantimos, ter uma agradável surpresa! Ah e por favor, não deixe nenhum peixe morrer virgem. O sexo é a única coisa que garante a sobrevivência da espécie. Mesmo.

 

LAZER

SE PRETENDE VISITAR ÉVORA, POR FAVOR NÃO CONTE CONNOSCO.

NÃO QUEREMOS QUE CONHEÇA ÉVORA. A SÉRIO!

Quando o prestigiado e mui reputado “New York Times” na sua secção de travelling sugere uma visita a Évora, julgo que estamos conversados. Se é dos duros e acha que isso não é suficiente para si, fique a saber que o igualmente prestigiado "The Guardian" envereda pela mesma sugestão: Évora. Mas sejamos sinceros, haverá alguém com coragem para insinuar que não vale a pena visitar uma cidade que é património mundial desde 1986? Há. Nós!

Se pretende visitar Évora, por favor não conte connosco. Évora não é uma cidade que se visite, ainda que seja aconselhável a sua visita. Évora é uma cidade para calcorrear sem rumo. Sem qualquer tipo de destino ou objetivo. As esquinas pedem para ser dobradas, os recantos para ser explorados. Évora é uma cidade vibrante, cheia e sabida. É nova sendo velha, é casta sendo vivida. Évora é para ser provada e claro, bebida. Há uma Évora notívaga e há uma Évora clássica. Tudo no mesmo local, tudo sem desafinar ou destoar. É por isso que Évora não é uma cidade para visitar - isso é para quem não é do Alentejo - Évora é uma cidade para ser ir visitando. Descobrindo e provando o que há de novo a cada visita.

Não vamos por isso alimentar aqui, as já de si gordas listas de sugestões sobre “o que visitar em Évora”. Não vamos por isso destacar o seu ímpar património, os inúmeros museus - que fazem de Évora a segunda cidade com mais museus do país - nem tão pouco vamos referir a história e as estórias que suportam as entranhas de uma cidade que fez e faz parte da nossa história enquanto país. Évora vazia merecia uma visita e isso diz tudo.

Queremos antes falar da cidade vibrante e cosmopolita que nunca deixou de ser quem sempre foi. Évora oferece uma vivência única que merece ser explorada e tão depressa é a promessa de uma noite boémia, por entre bares e estudantes, como simultaneamente consegue ser uma expressão culinária do slowfood onde os restaurantes de referência convivem com as tascas mais típicas do país.

A melhor expressão da multiculturalidade que a cidade respira, acontece entre os meses de julho e setembro com o festival cultural "Évora à Calma - encontros de arte de rua". Esta manifestação intercultural, multidisciplinar e transgeracional alimenta o espaço público durante os meses de verão com uma variedade surpreendente de espetáculos e expressões artísticas que transformam verdadeiramente a cidade num enorme palco. 

O festival cultural “Évora à Calma” acontece até 30 de setembro e é organizado pela Câmara Municipal e as Uniões das Freguesias Urbanas (União das Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras, União das Freguesias de Bacelo e Senhora da Saúde , União das Freguesias de Évora) e alguns agentes culturais da região. As atividades são variadas e vão desde a fotografia à escultura, do cinema às marionetas e dos contos, da música ao teatro, das conversas e das pinturas ao vivo, dos arraiais aos bombos. Este é um festival que leva os habitantes e os visitantes para a fruição da rua, para o contacto com as artes na rua e suas gentes.

Acompanhe os eventos aqui:
www.facebook.com/evoraacalma/?fref=ts

Veja o vídeo de apresentação do programa:
www.youtube.com/watch?v=JOIKXWzBpqQ

Notícia sobre este programa:
ttp://rr.sapo.pt/noticia/58985/evora_a_calma_convida_a_um_verao_cultural

Como é óbvio não nos podíamos esquecer de quem só pode visitar Évora. Ficam aqui algumas sugestões.
http://conteudos.evora.net/turismo/pt-pt
/
www.nytimes.com/2011/06/26/travel/from-lisbon-a-visit-to-evora-overnighter.html?_r=0
www.theguardian.com/travel/2014/may/10/portugal-alentejo-food-wine-restaurants
www.almadeviajante.com/o-que-fazer-em-evora-dicas-viagem-luis-seco/
www.visitevora.net/

Bom regresso!


   

 

NOTÍCIAS / Um marco para a Gesamb, no caminho da sustentabilidade

2020-08-27
A Gesamb publica o seu primeiro relatório de sustentabilidade.

NOTÍCIAS / Gesamb reforça a aposta na compostagem e nos biorresíduos

2020-07-08
A recente aprovação de duas candidaturas ao PO SEUR permitirá melhorar e intensificar a gestão dos biorresíduos na região.

NOTÍCIAS / Nem todo o plástico é para colocar no contentor amarelo do ecoponto

2020-06-29
Vasos, baldes, alguidares, tubos e outros tipos de plásticos contaminam ecopontos amarelos da região.

NOTÍCIAS / Máscaras e luvas no ecoponto colocam em risco a saúde pública

2020-05-08
Deposição de material de proteção e segurança no ecoponto contraria regras básicas de higiene e segurança.

NOTÍCIAS / Gesamb no apoio ao ensino à distância

2020-05-04
Oferta de material informático ajuda jovens do Centro Juvenil de Montemor-o-Novo, através da Associação Oficinas do Convento, a participar nas atividades letivas em tempos de COVID.

NOTÍCIAS / Resultados Operacionais - Balanço 2019 Gesamb

2020-05-01
Em 2019 produziu-se menos resíduos (-0,14%) e aumentou-se a recolha seletiva (14%), do que em 2018.

NOTÍCIAS / Risco de Saúde Pública - COVID-19

2020-03-18
Para uma operação de recolha de resíduos eficaz todos temos o dever de cooperar e para isso a Gesamb recorda e informa alguns procedimentos obrigatório.

NOTÍCIAS / Plano de Contingência Gesamb - COVID 19

2020-03-17
Resumo das medidas de contingência implementadas na Gesamb, a partir de 16/3/2020.

NOTÍCIAS / Grandes produtores de resíduos orgânicos de Évora têm agora uma linha de recolha dedicada

2020-03-15
Os resíduos orgânicos de cantinas, universidades, restaurantes, hospitais e outras instituições de maior dimensão são agora encaminhados para a GESAMB através de um serviço dedicado. 
Institucional
Clientes
Informações Úteis
Contactos

Aterro Sanitário Intermunicipal - Estrada das Alcáçovas, EN 380 7000-175 Évora

Tel.: 266 748 123
Fax: 266 748 125
E-mail: geral@gesamb.pt

Apoios
sponsors
Tens de virar o iPad para conseguires ver o site corretamente