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PREVENÇÃO

O NATAL.
PROVAVELMENTE A PIOR ÉPOCA DO ANO!

É HORA DE ASSUMIRMOS A VERDADE. O NATAL É HORRÍVEL.

Antes de continuarmos fica aqui um esclarecimento que nos parece apropriado. Neste artigo não se pretende desprestigiar de forma alguma a celebração do Natal enquanto evento religioso, nem tão pouco a sua relevância ou importância para aqueles que o celebram. 

Ainda o mês de Dezembro não dobrou a sua primeira quinzena e já as nossas casas parecem o estaleiro de uma obra que se arrasta há meses. Há sacos por todo o lado, embrulhos escondidos e coisas, muitas coisas. As festividades começaram com a denominada "Black friday". Sexta-feira negra em português e dia negro para o ambiente, tal é a corrida ao consumo que acontece um pouco por todo o planeta. De repente, parece que o Mundo inteiro se esquece que o consumo excessivo é insustentável e o que interessa é conseguir aquela "coisa" com o maior desconto possível. O aquecimento global deixa de ser assunto e os sem-abrigo passam a ser o centro das atenções. A ironia é que nem o aquecimento global faz férias de Natal nem os sem-abrigo existem apenas durante a época natalícia, mas faz parte do sentimento da época. Há que dar asas à fraternidade e à partilha pelo menos durante um mês. A seguir, vem o réveillon e com ele todo um conjunto de melhorias pessoais (sempre pessoais), que passam por norma por se inscrever num ginásio e "dar certinho" no exercício físico e na dieta. O que aliás faz todo o sentido, depois de testarmos o volume do nosso estômago vários dias seguidos.


No dia seguinte, day after em inglês e nome de filme apocalíptico dos anos 80, as ruas testemunham os excessos da noite anterior. Os contentores do lixo transbordam de embalagens, papéis de embrulho, restos de comida e... presentes por abrir. Desde telemóveis ainda na embalagem até brinquedos por estrear, tudo pode ser encontrado no meio dos despojos, o que considerando a quantidade absurda de prendas que trocamos entre nós até faz algum sentido. Trocamos tantas coisas e coisinhas que as crianças muitas vezes não chegam a apreciar nenhuma das prendas que recebem. O objetivo é abrir a próxima e a próxima e a próxima. Entre os adultos também não há grande lógica. Depois de termos mandado às malvas qualquer pingo de racionalidade e lógica no dinheiro que gastamos em prendas, acabamos por dar e receber uma quantidade de coisas inúteis que alguns de nós ainda tentam despachar através do denominado Regift


O dia que precede o 25 reúne na mesa menos de metade dos convivas. Parte deles já partiu e outros não têm dias de férias, pelo que têm de aparecer para trabalhar. É por norma a altura em que percebemos que confecionamos comida a mais, que compramos queijo a mais, que temos bolos a mais e frutos secos para alimentar várias famílias de esquilos até meados de maio. A consciência pede que nada se deite fora, mas a mesma consciência diz-nos que não há outra forma. Até parece que tudo nos foi oferecido mas não foi. O nosso subsídio e algum do crédito do cartão estão agora a entupir o caixote do lixo. Mas que se lixe. É Natal.


A sério? Tudo isto só porque é Natal? S I M P L I F I Q U E !

Não sabemos ao certo a sua idade, mas assumimos que se lê estas linhas terá certamente mais de 18 anos e portanto é já proprietário/a de algumas lembranças do seu passado. Já reparou que as suas melhores lembranças raramente envolvem coisas? Por norma as melhores lembranças envolvem pessoas e experiências passadas com essas pessoas. Dizemos-lhe isto porque não queremos que pense que a melhor solução para tudo isto é apresentar-se no Convento da Carmelitas Esquecidas e fazer check-in. Não queremos isso para si, ainda que seja livre para o fazer se assim o desejar. O que lhe queremos de facto dizer é que pode passar um Natal tão bom ou melhor sem ter de comprometer a sua paz interior, o seu orçamento mensal e especialmente o seu tempo.


Arrisque, não custa nada!

Este Natal tente comprar menos prendas, tente confecionar menos comida e acima de tudo tente passar mais tempo com a sua família e amigos. Troque o tempo nas filas e lojas por passeios com a família. Surpreenda amigos e familiares que já não vê há muito com uma visita. Surpreenda lá em casa com algo inesperado. Crie a sua própria tradição familiar de Natal. Algo como um passeio específico, uma atividade própria, algo simples mas que marque a época e sobretudo os seus familiares. Explore a rua, as lojas o ambiente natalício. No fundo, tire partido da época à sua maneira e não deixe que lhe compliquem a vida. 


Bom Natal e boas entradas!


CONSUMO

DESCUBRA COMO COMPRAR MELHORES PRENDAS GASTANDO MENOS.

PARECE ESTÚPIDO MAS GARANTIMOS, NÃO É. FUNCIONA E É REAL.


Se imaginou que por algum instante lhe iríamos sugerir que oferecesse à sua cara-metade um envelope com uns cartões mal-amanhados a dizer "vale um sorriso grátis" ou algo do género, respire fundo.

Se imaginou que por algum instante lhe iríamos sugerir que oferecesse à sua cara-metade um envelope com uns cartões mal-amanhados a dizer "vale um sorriso grátis" ou algo do género, respire fundo. Tentamos não ser consumistas mas tentamos ainda mais não ser parvos. Ninguém quer receber um manuscrito com promessas de carinho como prenda, a não ser o casalinho que se conheceu exatamente na festa de Natal da empresa no ano passado. E mesmo esses...

Por outro lado, também convém ter os pés assentes na terra. Não queremos ser parvos mas também não queremos enganar ninguém. Portanto, não espere para ver a água transformada em vinho. Fica aliás aqui a nota: se alguém lhe prometer algo que parece demasiado bom já sabe: 99% das vezes é mentira. 

Como já terá percebido, nem conhecemos nenhuma loja em liquidação total, nem tão pouco somos amigos do tal sujeito que tem sempre a sorte de estar no sítio certo à hora certa quando a mercadoria "cai do camião". O "truque" para oferecer melhores prendas gastando menos é simples: compre menos prendas!


Apesar da sua primeira reação, por favor continue a ler. 

Seja sincero. Quantas vezes comprou uma "tralha" qualquer só porque tinha mesmo de oferecer algo? Quantas vezes recebeu algo que efetivamente não queria, não servia ou não gostava? Quanto vouchers de estadias ou cartões de loja tem, por usar, perdidos nas gavetas lá de casa? Ah, e quantas prendas tem ainda embrulhadas de outros natais, tipo garrafas de licor, meias, cachecóis, peças de decoração, etc? Várias, não é? Você e todos nós. Aliás tornou-se tão comum dar e receber coisas que não interessam a ninguém, que surgiu há uns anos um movimento chamado Regift e que basicamente consiste em ter a "cara de pau" de oferecer a alguém algo que nos foi oferecido a nós. 

Para além de acumularmos tralha sem interesse algum, a compra desmesurada de prendas acarreta vários outros inconvenientes. É o stress das compras. É o stress da gestão do dinheiro. É o stress de comprarmos prendas equivalentes em valor para os nossos familiares. É o stress de saber o que comprar. Enfim, é demasiado stress para uma época onde supostamente devíamos estar todos um pouco mais relaxados.

Mas o stress das compras não acaba aqui. O pós-natal também acarreta a sua dose de stress. É o stress das trocas. O stress de perceber que compramos algo por 50€ que dois dias depois custa metade. É o stress de termos de gastar o crédito naquela loja mas não encontramos nada que realmente queiramos. O stress é tanto e de tal ordem que existe mesmo uma nomenclatura própria: stress pós-festividades.


Mas não “stresse” já. Vamos mostrar-lhe como se faz.

Tal como lhe dissemos, o "truque" para oferecer prendas melhores gastando menos é comprando menos prendas. Até aqui tudo claro, certo? Mas como é óbvio se isto não fosse divertido, não lhe estaríamos a recomendar tal coisa. Então prepare-se, vamos a isto:

1) A reunião: O primeiro passo é marcar um jantar ou um pequeno convívio com aqueles a quem por norma oferece prendas e que normalmente são a sua família nuclear: Pai, mãe, irmãos, mulher, filhos, primos, etc. Note que dissemos prendas e não lembranças. Dessas não vai ser fácil livrar-se, mas há alternativas simples para fazer aquele pequeno agrado aos seus vizinhos, amigos ou familiares mais distantes. 

2) Os preparativos: O segundo passo é o de escrever o nome de cada um dos convidados num pequeno papel e colocar todos os papéis devidamente dobrados num recipiente, como por exemplo um saco.

3) O sorteio: O terceiro passo é realizar o sorteio. Cada um dos presentes retira um papel para si e será essa a pessoa a quem terá que dar uma prenda e apenas a essa. Como tudo na vida, o segredo é alma do negócio, por isso sob nenhuma circunstância deverá revelar o nome de quem lhe calhou na sorte.

4) O orçamento: Para não haver gente a receber Iphones e outros a receber pacotes de lenços de mão, é fundamental estabelecer um teto para o valor das prendas a dar. Como apenas vão trocar uma única prenda entre vocês, tentem estabelecer um valor interessante. Um valor que dê para comprar uma prenda apetecível.

5) As dicas: Durante o jantar deixe escapar um ou outro presente que gostaria de receber. Faça-o em tom audível para que não escape a ninguém, pois afinal de contas não sabe quem é que vai ser o seu dador. Isto vai tornar o seu jantar um pouco barulhento mas vai perceber que ajuda na altura de comprar a sua prenda.

6) As quadras: No dia de Natal cada um deve trazer a sua prenda devidamente identificada com o nome do destinatário e apenas com o destinatário. Juntamente com a prenda, deverá trazer também um pequeno conjunto de quadras, num registo ligeiro, onde fale de si e da sua relação com a pessoa a quem vai oferecer a prenda, sem nunca referir nomes.

7) A entrega: A ideia da entrega é simples. Com todas as prendas identificadas e os respetivos textos anexados, procede-se à distribuição das mesmas. Deve distribuir-se uma prenda de cada vez, chamando o nome que consta na prenda. Essa pessoa deve ler o texto e tentar identificar quem lhe está a oferecer o regalo.

O Natal é aquela época do ano em que é suposto andarmos de bem com a vida. É suposto andarmos mais relaxados, mais compreensivos e sim, mais alegres. Há mesmo uma espécie de sentimento coletivo que levanta a moral e reconforta a alma. Para quem vive fora é altura de regressar à terra. De rever amigos, beber uns copos e fazer jantares. Cá fora a iluminação brilha, a música natalícia invade os ouvidos e há doces, crianças e circo. É tempo para relaxar. Por isso, não stress. 


Feliz Natal!

 

ALIMENTAÇÃO

ESTE NATAL LAMBUZE-SE COM UM PANETONE DE CASCA DE BANANA.

ESQUEÇA AQUELAS SOBREMESAS PARA DECORAR A MESA QUE NINGUÉM COME E ARRISQUE.

É certinho. No dia 26 para além de sobras de salgados ou mesmo dos pratos principais, vão também sobrar os sonhos, umas quantas azevias, talvez umas fatias de bolo-rei e umas tantas rabanadas ou outros tantos doces típicos de Natal, que ninguém come mas que todos insistimos em fazer. É a tradição e a tradição já se sabe, é para cumprir. Ou não. 

Até pode ser que em sua casa a malta seja dada aos doces típicos e como tal não descansa enquanto não limpar as travessas de aletria ou de coscorões, mas se os seus filhos forem como a maioria e o seu prato preferido for o bife com ovo a cavalo, o mais certo é que nunca tenha experimentado uma rabanada que seja. Por isso o mais certo também, é que grande parte destes doces típicos acabem no sítio do costume: o lixo. Mas não tem de ser assim.


Surpreenda-os, com menos trabalho e menos desperdício. 

Mas antes, dê-nos só uns segundinhos para lhe recordarmos a importância de planear a ementa das festividades como se estivesse a escrever a carta de um restaurante. Só depois de ter a carta escrita é que se deve aventurar nas compras -de lista na mão-, as quais aconselhamos sejam realizadas nas mercearias locais e olhando sempre para a etiqueta da origem do produto. Não precisamos de lembrar os motivos destes conselhos pois não? E, se pensa que sabe de cor o que vai cozinhar no Natal, vá por nós, a sua memória já não é o que era e esta dica vai ajudá-lo/a a poupar tempo, dinheiro e muito stress.

Regressemos então ao pequeno milagre que o/a vai fazer brilhar na ceia de Natal surpreendendo os presentes, sujando menos louça, consumindo menos açúcar e tudo isso sem eles sequer suspeitarem que estão a comer cascas de fruta. Leu bem, cascas de fruta. Bem... a sobremesa que lhe propomos não é feita só com as cascas de fruta, mas garantimos que lhe vai permitir reaproveitar as cascas das bananas que usou na salada de fruta e lhe dará menos trabalho do que preparar uma fileira de sobremesas que muitas vezes ninguém come. Esta, quer aquele familiar mais empertigado, quer os mais novos vão querer experimentar. Não fosse ela servida numa caneca. Somos tão "fashion", não somos? Passemos então ao que interessa, a receita.


Panetone de cascas de banana servido em canecas.

. Ingredientes para a fermentação:

1 colher de sopa de açúcar amarelo

2 colheres de sopa de fermento biológico seco

1 chávena de água morna

1 chávena de farinha de trigo

. Ingredientes para a massa: 

1 kg de farinha de trigo

15 colheres de sopa de açúcar amarelo

4 ovos

3 colheres de sopa de manteiga 

500 ml de leite

Casca de 2 ou 3 bananas

300 gr de uvas passas

1 chávena de pepitas de chocolate de leite

Raspas de um limão.

1 colher de sopa de essência de panetone (pode adquirir em lojas da especialidade mas o melhorar era mesmo prepará-la em casa pois é bastante simples. Veja como fazer aqui.)

Esta receita rende cerca de 22 canecas.


Preparação: 

Numa tigela grande, misture a colher de açúcar com o fermento e uma chávena de farinha. Junte a água morna e misture bem. Cobra e deixe fermentar até dobrar o volume. 

Bata o leite com as cascas de banana e a farinha de trigo. Junte à mistura fermentada, os ovos, o açúcar, a manteiga, a essência de panetone, as raspas de limão e o preparado do leite com a farinha e as cascas de banana. Faça-o sempre aos poucos e misturando bem cada adição. O resultado deverá ser uma massa pegajosa. Deixe descansar cerca de uma hora para crescer.

Enquanto a mistura descansa, prepare as canecas, untando-as com manteiga e farinha de trigo. 

Uma vez aumentada a massa adicione as pepitas de chocolate e as uvas passas. 

Com o auxílio de uma colher de sopa bem cheia, coloque porções da massa nas canecas já untadas. Não deve ultrapassar metade da capacidade da caneca para ter espaço para a massa crescer. Dê leves sacudidas nas canecas para arredondar a massa, quase a formar bolas. Coloque as canecas em assadeiras, afastando ligeiramente as canecas. Aguarde novamente que a massa cresça quase até à altura da caneca. 

Pré-aqueça o forno a 200ºC e leve a assadeira ao forno, fazendo previamente um pequeno corte em cruz no topo de cada panetone e coloque um pouco de manteiga. Assim que ficarem dourados, estão prontos a servir. 

1 chávena = +/- 240ml ou 120 g

 

REUTILIZAÇÃO

SE TIVER CORAGEM, PENDURE “ISTO” À PORTA DE SUA CASA.

E POR “ISTO” REFERIMO-NOS À GRINALDA QUE VAI TENTAR FAZER. BOA SORTE!

Estivemos mesmo, mesmo, para escrever um "faça você mesmo de Natal" sobre presépios articulados com bombas de pressão, mas à última da hora desistimos. Não porque duvidássemos do seu natural talento para construir arte com as suas próprias mãos, mas porque os presépios têm um grande senão. Como são uma peça de interior estaríamos a privar a vizinhança de contemplar algo que realmente vale a pena ser contemplado.

Agora que já lhe demos um elogio gratuito, vamos ao que interessa.

Num artigo dedicado às preocupações da decoração natalícia, a árvore de Natal é obviamente a personagem central, mas existem outras. A sua porta da entrada por exemplo. É o seu cartão de visita e como tal queremos que faça um brilharete junto da vizinhança e de quem o visita, por isso procuramos um Faça Você Mesmo específico para si: uma Grinalda au naturel. Ui, foi agora que perdemos os dois leitores masculinos que ainda nos acompanham?! Calma. Não lhe estamos a pedir para se transformar na Martha Stewart, nem tão pouco a exigir oito horas de trabalho intensivo. Prometemos que completa a tarefa numa hora, que a sua masculinidade sairá intacta e que garantidamente adicionará créditos junto da sua cara-metade.

Divirta-se!


Materiais:

+/- 50 pinhas de pequeno porte
1 cabide metálico

+/- 50 anéis metálicos com cerca de 1,5cm de diâmetro (visite a loja de material de artesanato ou a retrosaria)

Pistola de cola quente e tubo de cola respetivo.
Fitas (cor à sua escolha, mas nesta época abrace a normalidade e use as cores natalícias)

 

O processo:

Fazer a base da grinalda: dobre a cruzeta de modo a formar um círculo. Quanto mais perfeito conseguir fazer o círculo mais digna ficará a sua grinalda! Desmanche a cruzeta abrindo a zona superior onde está o gancho. Se preferir, pode optar por desmanchar primeiro a cruzeta e formar o círculo de seguida.

Fixar os anéis às pinhas: estes anéis permitirão pendurar as pinhas na cruzeta. Com a pistola de cola quente, cole um lado do anel ao topo da pinha. Repita o processo para todas as pinhas.

Iniciar a montagem: enfie uma pinha de cada vez na “antiga” cruzeta e quando completar volte a enrolar o arame para fechar o círculo.

Toques finais: tape o gancho do cabide colando um pouco de fita à volta dele. Faça um laço frondoso e cole-o na base do gancho onde o círculo se começa a formar, ou então cole-o onde mais gostar!

Um passo extra: se quiser ir um pouco mais além pode adicionar um pouco de cor à grinalda , pintando as extremidades das pinhas.

Veja o passo a passo aqui .

 

LAZER

EM MOURÃO HÁ UM HOSPITAL DE PÁSSAROS PREMIADO.

TAMBÉM HÁ UMA ALDEIA SUBMERSA COM DIREITO A MUSEU, MAS NÃO VAMOS FALAR DISSO.

Numa edição dedicada ao Natal, provavelmente o bom senso levar-nos-ia a realçar a forma como esta serena localidade alentejana festeja esta época do ano e, embora não deixemos de destacar que também Mourão dinamiza o comércio e o artesanato, organizando um Mercado de Natal onde não faltam comes e bebes, mostras de arte e artesãos e acima de tudo animação, convívio e magia, a nossa aposta é outra. E também lhe podíamos falar da já tão falada, escrita e documentada aldeia submersa da Luz, mas não. Queremos mesmo puxar pelo seu lado contemplativo e contribuir para a sua tranquilidade, tão aconselhável nesta época de correrias.

Um segredo bem plantado no lado direito do Guadiana.

Por entre bosques e matagais mediterrânicos, montados e estepes cerealíferas e com a forte influência do rio Guadiana, se desenha a pequena e pacata localidade de Mourão, ladeada à esquerda pelo rio e à direta pelos nossos vizinhos espanhóis. Pode até não ser do seu gosto particular mas esta riqueza e diversidade paisagística, aliada à fraca pressão humana -não fosse a região uma das zonas do país com menor densidade populacional- repercutiu-se na residência e visita abundante de imensas espécies de fauna, em particular aves, o que é o mesmo que dizer que Mourão é um spot obrigatório para a atividade relaxante de observação de aves. Aliás, durante o inverno podem-se avistar os bandos de grous mais numerosos do país.


Mas não é só deste segredo que lhe queremos falar.

Sabia que Portugal tem uma Estação Biológica, uma entre poucas na Europa e que ela se situa em Mourão? Se calhar primeiro temos de lhe perguntar se sabe o que é uma estação biológica, não é? Deixe lá que nós também não sabíamos. É um espaço que procura proteger integralmente um determinado território através do estudo e investigação, da conservação e proteção e da sensibilização e promoção do património natural. Estando a ser certamente um pouco exagerados, diríamos que é graças à proteção deste território e à existência desta Estação que por exemplo espécies ameaçadas de extinção, como o Grou-comum ou a Águia-imperial, ainda existem. E este espaço existe. Aqui, desde 2010. 

Esta Estação Biológica do Garducho, também conhecida como o “Hospital dos Pássaros” e pertença do Centro de Estudos de Avifauna Ibérica, é por si só uma construção que vale a pena conhecer. Em verdadeira comunhão com o ambiente, o edifício, goste-se ou não da arquitetura, é praticamente autossuficiente, reaproveitando as águas pluviais para o seu funcionamento, utilizando a energia solar para o fornecimento energético, garantindo o isolamento térmico através de restos de cortiça e até o revestimento das varandas e terraço é feito com madeiras de linhas férreas desmanteladas.

A vertente pragmática de tudo isto para si, aliado ao calmo passeio pelo centro da vila, à visita ao Castelo para demoradamente contemplar as fantásticas vistas do grande lago do Alqueva, e quem sabe avistar algumas aves raras, é que também pode receber alguma desta sapiência que se vive na Estação marcando uma visita. E tudo isto vai claramente contribuir para atingir um estado de alma mais zen. Tem a oportunidade de conhecer o edifício, premiado aliás, conhecer as atividades práticas que lá se desenvolvem e quem sabe ver alguns animais em recuperação, num dos dias abertos à comunidade. Ah, e antes de marcar o dia da visita espreite o programa anual da Estação para ver se existe alguma saída de campo ou percurso pedestre que possa aproveitar, pois têm a garantia dos verdadeiros especialistas.

Bons passeios!


O Mercado de Natal decorre nos dias 10, 17 e 18 de dezembro, no Jardim Municipal das 14h00 e as 17h00, www.cm-mourao.pt 


Estação Biológica do Garducho: www.ceai.pt/ebg


   

 


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